quarta-feira, 18 de novembro de 2009

New Zealand – o país com o menor índice de corrupção do mundo!

O Sergio e o Marcelo gentilmente me enviaram hoje esta notícia, que na verdade não é nenhuma surpresa e só confirma o que a gente vê na prática.

Brasil é o 75º país em índice de percepção de corrupção, atrás de Chile e Uruguai

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Em mais um ano consecutivo, o Brasil teve mau desempenho no relatório do Índice de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional. O país marcou índice de 3,7 em uma escala que vai de zero (países vistos como muito corruptos) a dez (considerados bem pouco corruptos) e ficou em 75º em um ranking de 180 países avaliados. No ano passado, o país teve um índice de 3,5 de percepção de corrupção.
O estudo da entidade reúne resultados de pesquisas realizadas com especialistas e executivos de cada país, que avaliam como percebem a presença de corrupção nas instituições públicas do país onde vivem. A partir destas avaliações, são medidos os índices de cada nação e montado um ranking anual comparativo. As notas mais altas ficam com os países onde a corrupção parece ser menos presente.

O Haiti é o país considerado mais corrupto na América; a Somália, no mundo. Na América Latina, o pior índice fica com a Venezuela, enquanto o melhor fica com o Chile, seguido pelo Uruguai. A Nova Zelândia ficou em primeiro no ranking da ONG sediada em Berlim, Alemanha.

Em 2009, entre os países da América Latina, o Brasil aparece abaixo de Chile, Uruguai, República Dominicana, Costa Rica e Cuba no ranking. Em todo o mundo, países como Itália, Brunei, Coreia do Sul, Turquia, África do Sul, Hungria, Geórgia e Gana tiveram índices melhores do que o Brasil.
Além do Brasil, outras três economias fortes da América Latina também marcaram índices abaixo de cinco: Peru, Colômbia e México. Em comum, os quatro países foram abalados por escândalos recentes envolvendo impunidade, corrupção política e propinas.
Outros países latino-americanos sequer atingiram uma nota 3 no índice da Transparência Internacional: Bolívia, Honduras, Nicarágua, Equador, Paraguai e Venezuela. Enquanto isso, apenas dois países da região ficaram entre os 30 considerados menos corruptos no mundo: Chile e Uruguai.
Segundo a ONG, a América Latina sofre atualmente com instituições fracas, práticas fracas de governança, excesso de influência e interesses privados sobre o poder público e um ambiente cada vez mais restritivo à imprensa em parte dos países.
O Haiti teve o pior índice em toda a América, de 1,8, e ficou no 168º lugar no ranking mundial de percepção de corrupção. Foi seguido da Venezuela, com índice de 1,9 (162º lugar no ranking geral). No continente todo, o melhor índice foi o do Canadá (8,7), seguido pelos Estados Unidos (7,5).
Centralização estimula corrupção no Brasil, diz especialista
Em relação ao Brasil, a excessiva centralização no poder federal é vista como o fator que permite a corrupção, na avaliação de Roberto Romano, professor de Filosofia e Ética na Universidade de Campinas (Unicamp) (veja a entrevista na íntegra abaixo). "O nosso Estado é excessivamente centralizado no poder federal e essa excessiva centralização estimula a corrupção", diz.

O relatório original pode ser lido através do link:

http://www.transparency.org/

domingo, 8 de novembro de 2009

Melhores universidades do mundo

Três universidades neozelandesas aparecem na lista das melhores universidades do mundo de 2009 na pesquisa realizada pelo THE (Times Higher Education): http://www.timeshighereducation.co.uk/hybrid.asp?typeCode=438

Considero isso um motivo de muito orgulho para os neozelandeses, principalmente considerando o tamanho do país.

A China surpreendemente têm diversas universidades na lista, o México tem uma e o Brasil nenhuma...

No relatório do ano passado as três universidades da NZ já apareciam na lista e o Brasil tinha uma, a USP.

Contrato renovado

Na semana passada meu contrato no Maori Trustee foi finalmente renovado. Foi um grande alívio pois isso garante o nosso sossego até fevereiro. Ficar desempregada neste período do ano seria muito complicado.
Enquanto isso, continuo procurando um emprego que me garanta um horizonte maior. Não gostei da experiência de trabalhar em um contrato de curto prazo. Parece sempre que a corda está no nosso pescoço ;-)
No mais, estamos todos animados com a chegada dos maravilhosos dias ensolarados de Wellington.

sábado, 7 de novembro de 2009

Capital Social

Recentemente publiquei um post sobre um site de ranking de países com relação ao índice de prosperidade. Nesta pesquisa, os países foram avaliados com relação aos seguintes fatores: Capital Social, Economia, Empreendorismo e Inovação, Instituições democráticas, Educação, Saúde, Segurança, Governância e Liberdade pessoal. Fiquei impressionada com as notas da Nova Zelândia que só perde, por exemplo, para a Austrália e o Canadá nos fatores Economia, e Empreendorismo e Inovação. Nos outros fatores os países estão praticamente empatados, exceto no de Capital Social, que a Nova Zelândia se destaca visivelmente.

Fiquei curiosa sobre o significado de Capital Social e fui pesquisar. Nesta busca achei um artigo muito interessante de um escritor chamado Augusto de Franco. O nome do artigo é Desenvolvimento e Capital Social. Neste artigo (vale a pena ler na íntegra),  o autor descreve capital social como sendo:

“Capital social é uma idéia que tem a ver com o poder das pessoas para fazer, coletivamente, alguma coisa. Mas é um “poder social”. É a sociedade que confere esse poder (ou seja, que empodera) a seus indivíduos. É o ambiente social que insufla essa espécie de “energia” que explica, por exemplo, por que certas localidades parecem estar “vivas” enquanto outras parecem estar morrendo.”

Também adorei o item 7, com o título: “Crescimento não é a mesma coisa que desenvolvimento e desenvolvimento não é apenas desenvolvimento econômico”. Vem bem de encontro ao que eu penso sobre o argumento de que o Brasil está crescendo e tem destaque econômico. Isso simplesmente não ajuda em nada a baixa qualidade de vida dos brasileiros.

Na Wikipedia, a definição de capital social é

“A definição econômica para capital social refere-se às normas que promovem confiança e reciprocidade na economia (Francis Fukuyama (1999), Robert Putnam (1993)) e Patrick Hunout (1995-1996). É constituída por redes, organizações civis e pela confiança compartilhada entre as pessoas, fruto de sua própria interação social. No estudo do Capital Social, é importante compreender a natureza e funcionamento de uma comunidade de prática. Normalmente, o capital social refere-se ao valor implícito das conexões internas e externas de uma rede social. No entanto, é comum encontrarmos uma grande variedade de definições inter-relacionadas do termo. Tais definições tendem a partilhar a idéia central de "que as redes sociais têm valor econômico". Da mesma maneira que uma chave de fenda (que é um exemplo de capital físico) ou a educação escolar (que é formadora de capital humano) podem aumentar a produtividade de indivíduos e organizações, os contatos sociais e a maneira como estes se relacionam também são fatores de desenvolvimento econômico.”

Tendo um melhor entendimento sobre capital social, eu passei a estranhar mais ainda um dos resultados das pesquisas apresentadas pelo Taciano que comento no meu post Brasil e Nova Zelândia: diferenças culturais. Para avaliar as diferenças culturais,  Trompenaars utilizou o critério individualista/coletivo de uma sociedade e a cultura da Nova Zelândia foi classifcada como “individualista” e a do Brasil com foco no “coletivo”. Como pode um país com cultura individualista estar com uma nota 100 em termos de Capital Social?

O fato é que eu não sou nenhuma especialista no assunto para fazer esta análise mas continuo achando estranho. Ainda mais considerando experiências práticas. Tendo vivido aqui 3 anos e observado os diversos movimentos que as pessoas organizam aqui para ajudar em diversas causas, as comunidades nos bairros e associações governadas pela comunidade como a Plunket, por exemplo, que é formada por voluntários e oferece todo o suporte para os pais na criação dos filhos, eu tenho a forte impressão de que a NZ tem uma cultura de comunidades bem forte e com bastante poder e impacto na sociedade. Tendo vivido no Brasil por muito mais tempo, eu sei o quanto é difícil mobilizar as pessoas por uma causa. Aí alguém vai argumentar que o Brasil é muito maior e é bem mais difícil conseguir isso. Bem, posso dizer que nem no meu condomínio eu consegui que as pessoas se interessassem em se unir por uma causa importante.

Mas, como eu já disse anteriormente, eu sou totalmente leiga no assunto e só estou aqui expressando a minha opinião pela minha experiência e o pouco que li sobre o assunto. Estou totalmente aberta para explicações que possam confirmar a pesquisa de Trompenaars.

O sono do bebê

Parece um assunto nada a ver com o meu blog, certo? Mas tem a ver sim.

Eu queria divulgar aqui um trabalho excelente que a Fabiana, brasileira que vive aqui em Wellington, tem feito ao relatar as suas experiências no cuidado da Sandra, filhinha dela e do Alexandre, que nasceu aqui na Nova Zelândia.

O blog dá muitas informações úteis para quem tem ou pretende ter um bebê independente de onde a pessoa mora, como a importante participação do papai na criação do bebê, amamentação, livros para os pais, etc. E ela também dá muitas dicas para quem mora aqui, como por exemplo da Plunket.

Quem sabe a Nara e o Chico não se animam agora? Ou será que o Felipe e a Ana vão passar na frente deles?! ;-)

Eu fiquei encantada com o blog dela. Queria ter lido um blog desses quando meus meninos ainda eram bebês…

Vale a pena conferir: O sono do bebê.

Brasil e Nova Zelândia : diferenças culturais

Eu acho interessante o quanto os brasileiros que vivem fora do Brasil comentam que não gostam de ficar fazendo comparações entre as culturas. E sempre o mesmo discurso: “eu não gosto de ficar comparando MAS…” e aí comparam. Isso é inevitável. E cá entre nós, eu não vejo o menor problema nisso, muito pelo contrário. É importante entendermos as diferenças até para um melhor convívio com uma cultura diferente da nossa. E não é só morando no exterior que fazemos isso. Quantas vezes os paranaenses se comparam aos gaúchos, catarinenses, cariocas, paulistas, etc e vice-versa?!

Quando eu morei um tempo em Florianópolis, por exemplo, em um estado ao lado do meu, eu sofri muito achando que a minha equipe estava me “rejeitando” até descobrir que o jeito deles agirem era simplesmente diferente daquele que eu estava acostumada.

Vivendo aqui na NZ, ficaremos menos tristes com os colegas de trabalho, quando entendermos que na cultura neozelandesa não é comum misturar relacionamentos profissionais com pessoais. Então, dificilmente você encontrará um(a) grande amigo(a) no ambiente de trabalho daqueles(as) que você pode conversar sobre a sua vida.

É preciso reconhecer e aceitar as diferenças. O que é inútil é querer analisar qual o comportamento cultural é melhor e qual é pior, embora a gente também faça isso. Não existe melhor ou pior e nunca chegaremos à conclusão nenhuma sobre isso. Mas o assunto gera sem dúvida muitos debates.

Na semana passada eu fui assistir à uma palestra apresentada na embaixada brasileira que o Taciano, brasileiro que mora há muitos anos aqui na NZ, é PhD na área de psicologia, e é professor da Victoria University. O Taciano é doutor na área, já publicou muitos artigos e tem um curriculum admirável: http://www.milfont.com/

A palestra era justamente sobre as diferenças culturais entre a NZ e o Brasil e foi baseada em modelos culturais e pesquisas realizadas por estudiosos da área, antropólogos, sociólogos, psicólogos como Triandis, Edward Hall, Schwartz, Mukerjee, Kluckhohn, Spates, etc. Apesar destes pesquisadores usarem alguns critérios diferentes para entenderem as diferenças culturais, alguns deles são comuns nas pesquisas. Para resumir as pesquisas o Taciano apresentou a seguinte tabela:

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A questão de respeito à autoridade se deve à forte característica cultural brasileira com relação à hierarquia. Aqui na NZ não existe muito isso pois, independente do cargo/profissão/situação financeira, via de regra todo mundo se vê como igual. E isso é uma das coisas que eu mais gosto neste país.

Em uma das pesquisas que o Taciano apresentou, o Brasil ficou bem perto do Japão, indicando similaridades culturais. Eu estranhei a princípio, mas no outro dia conversei com meu colega maori que morou 12 anos no Japão e entendi. É que no Japão também existe um sistema hierárquico muito forte similar em alguns aspectos com o do Brasil.

Utilizando um diagrama/técnica que a antropóloga Kate Fox utilizou em seu livro “Watching the English” para ilustrar a cultura dos ingleses, o Taciano utilizou os dados dos trabalhos dos pesquisadores já citados, para criar um diagrama da cultura brasileira e da kiwi.

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Vejam que a “Tall Poppy syndrome” já comentada neste blog, apareceu com destaque no diagrama da cultura neozelandeza.

O Taciano foi muito didático nesta palestra e sempre demostrou neutralidade na apresentação destas diferenças culturais. O interessante foi que, apesar de ter sido realizada na Embaixada brasileira, tinha mais kiwi do que brasileiro na platéia. Eu adorei a palestra porque eu acho este assunto interessantíssimo e enriquecedor. Parabéns Taciano!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Indice de Prosperidade

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O meu amigo Marcelo me enviou o link para este site muito interessante,  que compara países em seus níveis de prosperidade, analisando certos fatores como democracia, segurança, educação, saúde, etc. A Nova Zelândia está na posição 10 e o Brasil na 41 no relatório de 2009.

“The Legatum Prosperity Index is the world’s only global assessment of wealth and wellbeing; unlike other studies that rank countries by actual levels of wealth, life satisfaction or development, the Prosperity Index produces rankings based upon the very foundations of prosperity – those factors that help drive economic growth and produce happy citizens over the long term”

Para quem tiver interesse em dar uma olhada: http://www.prosperity.com/default.aspx

O site permite permite comparamos países específicos. Claro que não é muito justo compararmos um país de primeiro mundo com um do terceiro. Mas eu não resisti. Abaixo o gráfico comparativo entre o Brasil e a NZ.

http://www.prosperity.com/prosperiscope.aspx?sel=BR,NZ&index=prosperity&year=2009

Brasil, o país do futuro?!

O lado feio da Nova Zelândia

Eu acho que já escrevi neste blog que aqui na NZ os trabalhadores ganham salários dignos que permitem com que eles tenham uma vida com um certo conforto.  Mesmo ganhando o salário mínimo de $12.50 por hora, trabalhando-se 8h por dia, temos um salário bruto mínimo mensal de $2,000. O salário líquido (considerando um salário anual de $24,000) ficaria em $1,653 por mês, o que obviamente é muito mais do que o salário mínimo no Brasil. Então um casal ganharia $3,300 por mês, o que dá para ter uma vida razoável por aqui.

O problema no entanto, são as condições de trabalho a que os estrangeiros não qualificados nas áreas de carência do país precisam se submeter aqui para ganhar este salário. Existem vários restaurantes e cafés que se aproveitam da necessidade e insegurança dos estrangeiros. E o mais chocante é que os donos destes estabelecimentos geralmente são estrangeiros também.

Vou citar dois exemplos aqui:

Tem um café aqui, cujo dono é um francês que não tem o menor respeito pelos seus empregados. O trabalho de dishwasher (lavador de louça), por exemplo, exige entre 10 a 12h de trabalho por dia em pé lavando louça de pelo menos 3 padeiros, 5 confeiteiros e ainda tem a responsabilidade de limpar o chão do local no final do expediente. Quem começa à 1h por exemplo, vai ter que limpar o chão lá pela meia noite do mesmo dia. Parece que o cara paga as horas extras no mesmo valor que as demais, mais fica furioso se achar que o coitado do dishwasher está fazendo corpo mole após 8h lavando louça pois ele assume que a pessoa está fazendo isso para ganhar mais dinheiro. O primeiro dia de trabalho é considerado treinamento e a pessoa não recebe pelas 10-12h trabalhadas. O pior é que ele não avisa antes. E aí muitas pessoas trabalham todas estas horas no primeiro dia, percebem que é desumano e resolvem desistir. Só que nunca vão receber o dimdim por estas horas trabalhadas. E evidentemente vai ser difícil conseguir colegas para testemunharem no caso de uma ação judicial, pois todos são estrangeiros e morrem de medo de enfrentar os chefes. E assim o dono se dá bem.

Na entrevista em um restaurante indiano bem popular aqui, pelo menos o dono já adverte: 8 a 10h por dia, sem tempo para break, portanto sem comer este tempo todo, mas com direito a levar uma marmitinha para comer em casa. E os primeiros 4 dias são treinamentos e portanto sem direito a pagamento.

É importante que os trabalhadores saibam dos seus direitos aqui na NZ. E estas informações estão no site: http://www.dol.govt.nz. Atualmente os trabalhadores tem direito a ½ hora de almoço e 2 breaks de 10 minutos. O problema é que os estrangeiros por medo/insegurança/necessidade, acabam abrindo mão dos seus direitos, abrindo espaço para empresários aproveitadores cada vez mais. Outro problema é que eu já percebi que o direito trabalhista aqui no país não é lá aquelas coisas e pode piorar. Dêem uma olhada neste artigo: http://money.msn.co.nz/article/921144/hungry-for-money-lunch-breaks-axed-und

Eu sei que este tipo de situação existe no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Mas isso não ameniza nem um pouco a minha revolta. Ainda mais acontecendo em um país que está entre os primeiros na lista de IDH (Indice de desenvolvimento humano).

domingo, 1 de novembro de 2009

Família Almeida na Ilha Sul

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Nossa viagem para a ilha sul, como já era de se esperar, foi maravilhosa. Chegamos em Christchurch na hora do almoço e apressamos o passo pois a viagem seria longa e queríamos chegar no Lake Tekapo ainda com sol. O dia estava lindo o que nos permitiu admirar todas as paisagens pelo caminho.

Chegando no Lake Tekapo compramos um vinho e umas cervejinhas e fizemos um piquenique com queijos e salgadinhos.

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A igrejinha cartão postal da NZ.

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Depois passamos pelo Lake Pukaki para mais fotos, apesar da reclamação dos homens da turma.

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Chegamos em Queenstown já à noite e fomos fazer o check-in no backpacker chamado Nomades, por sinal muito bom. Bem novinho, bem localizado, super limpo, com banheiro no quarto, muitos computadores para acesso à internet na recepção, mesa de sinuca e pimbolin. A nossas únicas queixas foram: o box do banheiro que não tinha porta e cada vez que alguém tomava banho alagava o chão. Era um estilo bem moderno de box que na minha opinião não funciona; e uma prateleirinha colocada na parede, logo acima da pia, que era muito curtinha. Esta combinação tornava difícil o acesso à pia com o rosto o que dificultava lavar o rosto ou escovar os dentes. No restante o backpacker era nota 10.

Na mesma noite fomos visitar os nossos amigos Mônica e Rod que estavam nos esperando. A Mônica preparou um delicioso camarão na moranga e para sobremesa serviu quimdin e pudim de leite. Nossa, foi difícil parar de comer. Tava bom demais!!!

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A casa que eles moram é muito gostosa. Tem uma lareira na sala que nos manteve aquecido pois à noite estava bem frio lá, e tem um quintal atrás da casa onde fizemos um churrasquinho no domingo.

No sábado fomos na gôndola e no luge de Queenstown, onde nos divertimos prá caramba descendo a montanha com os ditos luges que parecem carrinhos de rolimã aperfeiçoados.

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Abaixo o Julio provando uma toca um tanto alternativa na lojinha de souveniers do local.

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À tarde fomos para Wanaka que sempre traz suspiros. É linda demais! heater 266

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Em Wanaka nós comemos fish and chips (tradicional prato da NZ) e experimentamos uma cerveja caseira, bem gostosa por sinal, em um café de frente para o lago. Wanaka parece e faz a gente se sentir em uma praia no inverno.

O Julio encontrou um amigo brasileiro por lá e decidiu passar a noite na cidade para ir a uma festinha. No outro dia foi de ônibus para Queenstown.

À noite fomos ao cassino onde os meninos, exceto o Francisco, jogaram poker. O Felipe ganhou mais de 300 dólares e o Marco 140. Mas além do Felipe ganhar no poker, o sortudo do meu filho mais uma vez se deu bem em uma maquininha de fliperama. Há uns 3 meses atrás ele ganhou um video game Wii e desta vez ele ganhou um iPOD touch.

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No domingo tomamos um café maravilhoso em Queenstown, ao som de jazz e de frente para o lago. O Marco escolheu um sanduíche que parecia um misto quente, mas era francês e tinha os seguintes ingredientes: brioche bread, champagne ham e cheddar cheese. Foi o melhor misto quente que já comemos na vida! Que delícia.

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Depois do delicioso café, fomos jogar golf que ao contrário do que imaginava, foi super divertido.

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No final da tarde fomos a um churrasquinho na casa do Rod e da Mônica.

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Desta vez nos nos apaixonamos ainda mais pela casa do casal, tanto pela vista das janelas da casa, quanto pelo parque que fica atrás da casa, como se fosse a extensão do quintal deles. Vejam as fotos.

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Obviamente acabamos bebendo demais no churrasco e o Julio, que não bebeu, foi dirigindo o carro para o backpacker. O Marco, o Felipe e o Chico estavam impossíveis no caminho com as piadas de bêbados… Mas todos recuperaram a sobriedade voltou rapidamente quando vimos um carro da polícia com as sirenes atrás de nós. O Julio encostou o carro e uma policial veio falar com ele. Rimos muito porque o Julio não achava o botão de abrir o vidro. Até a policial acabou rindo. Ela educadamente pediu a carteira dele, pediu para ele falar no aparelhilho que detecta o nível alcóolico (que não é o bafômetro) e nos liberou. Que susto!

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No outro dia acordamos cedo para irmos direto para o aeroporto. Todos estavam tristes que a viagem tinha acabado. Mas, para a alegria (não demonstrada inicialmente) de todos, o nosso vôo foi cancelado devido ao mal tempo de Queenstown. “Infelizmente” só poderíamos voltar no dia seguinte. Que chato, mais um dia de férias em Queenstown… ;-)

Pegamos de volta o nosso “people mover” e fomos patinar no gelo, embora para alguns foi apenas uma tentativa de patinação ;-) O Felipe, a Ana e o Julio deram um show!

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Saindo de lá fomos a uma wine tasting no centro da cidade, onde pode-se comprar pequenas doses de cada vinho, o que nos permite provar até dos vinhos mais caros.

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Depois disso tentamos achar um restaurante italiano para jantarmos mas todos estavam fechados por causa do feriado (vai entender!). Então, fechamos a viagem com chave de ouro em um restaurante mexicano.

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A viagem foi inesquecível. Neste jantar, mais uma vez, meus filhos e eu relembramos a viagem que fizemos para Cancun. Na verdade a viagem foi devido à uma conferência internacional da Compaq. Eles pagariam a passagem aérea só para mim, mas o pagamento das despesas do resort com tudo incluído se extendia à família. Na ocasião eu precisei decidir entre manter os planos de colocar guarda-roupas embutidos nos nossos quartos ou levar os meninos comigo. Passamos o ano seguinte pendurando nossas roupas em araras, mas embarcamos juntos na viagem. Eu duvido que os nossos novos guarda-roupas ainda fossem assunto de momentos como estes e que ainda nos deliciássemos com as lembranças dos quartos mobiliados… ;-) A viagem para Cancum entretanto, assim como esta para a ilha sul e todas as outras que fizemos e que faremos, nos farão felizes não somente durante a viagem, mas em todos os próximos dias das nossas vidas cada vez que pararmos para lembrar os momentos que vivemos e o quanto nós nos divertimos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Planos para o final de semana prolongado

Todo mundo anda meio jururu na família Almeida, exceto o meu irmão Francisco que anda com um pique total. Ele já adotou o estilo kiwi e vai correndo trabalhar, levando uma mochila com as roupas de trabalho. O sapato não precisa levar pois como todo kiwi esportista que se preze, ele deixa um par embaixo da escrivaninha de trabalho. O Francisco também anda estudando alemão pela Internet e já fica se exibindo com as frases que já aprendeu. Enfim, está insuportável! ;-) A Nara e ele já estão procurando uma casa para morarem pois pretendem adotar um gatinho que já foi até reservado no gatil. Não sei se eu já comentei mas os dois são fãs de gatos e no Brasil tinham 4: Fernão, Tom, Jolie e Sofia, sendo que 3 deles foram adotados depois de terem sido achados abandonados. Os gatos ficaram com a mãe da Nara, morando atrás da casa dela em um gatil bem grande, construído especificamente para eles e onde também ficou o meu GatoGordo. Acho que se o casalzinho ainda estivesse no Brasil, há esta altura já teria ampliado bem mais a prole, considerando o número de gatos abandonados que podem ser achados por lá.

Mas voltando ao estado de espírito da família Almeida, eu acho que isso se deve ou ao clima chuvoso, frio e nublado que não acaba mais, ou porque tá todo mundo cansado já que é fim de ano e os feriados daqui são bem poucos.

Mas creio que este final de semana poderemos recuperar a nossa energia. Aproveitando que na segunda-feira é feriado (Dia do Trabalho), matamos também a sexta (amanhã), quando estaremos indo para a ilha sul. Vamos de avião até Christchurch onde alugaremos um “people mover” (carro de 8 lugares) e vamos dirigindo até Queenstown para visitarmos os nossos amigos Rod e Mônica. Pelo caminho encontraremos as paisagens do Lake Tekapo e do Mount Cook para admirarmos e tirarmos muitas fotos. É a primeira vez que o Francisco, a Nara e o Marco irão para a ilha sul e tenho certeza que eles vão adorar.

Tão bom quanto ir visitar um lugar tão lindo e rever amigos tão especiais, é fazer esta viagem em família. Eu acho isso uma curtição. Cada um de nós tem um temperamento bem diferente mas todos nos damos muito bem e nos divertimos muito quando estamos juntos, a maior parte do tempo fazendo piadas sobre nós mesmos. Várias vezes eu pego o Marco rindo sozinho lembrando de alguma coisa que o Francisco ou o Felipe falaram no final de semana. Aliás, o Marco já está mais do que enturmado na família: o Felipe virou o companheiro dele na cerveja e no pocker, o Julio na música e nos seriados de TV (inclusive Pokemon) e o Francisco em assuntos mais intelectuais e nas piadas mais ácidas.

Enfim, espero que esta viagem traga novos ânimos para a família até que os dias de verão cheguem aqui na capital neozelandesa.