Terça-feira, 23 de Junho de 2009

New Zealand por Diogo Freire

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Li um post muito interessante no blog do Diogo onde ele faz reflexões sobre como enxerga a vida na Nova Zelândia. Ele responde todas as perguntas que costumo fazer nas entrevistas e muito mais. Sendo assim, decidi colocar aqui, o link para o post dele. Espero que ele não fique brabo comigo por causa disso.

Como sempre, este rapaz, que para quem conhece pessoalmente sabe que é a cara do Selton Melo, foi brilhante nas suas colocações e o post vale a pena ser lido.

Sou fã do Selton Melo e deste sósia dele também.

http://travel.diogofreire.com/index.php/afinal-como-viver-na-nova-zelndia

Domingo, 21 de Junho de 2009

Conflitos existenciais de um imigrante brasileiro

Pesquisa sobre trabalhos em fazendas na NZ

Sempre recebo diversos emails de brasileiros interessados em vir trabalhar em fazendas aqui na Nova Zelândia. Eu já conversei com alguns brasileiros que trabalharam com isso e os feedbacks que eles me deram sobre esta experiência não foram positivos. Mas eu nunca realmente me aprofundei neste assunto já que o perfil das pessoas com quem convivo aqui é bem diferente.

Acontece que esta semana eu recebi um email de uma brasileira me perguntando sobre o assunto e me contando que entrou em contato com a empresa MBrasil e foi informada que não teria problema nenhum ela trazer a filha de 1 ano e seis meses pois poderia deixá-la em uma creche.

Eu já tinha ouvido muitas informações negativas sobre esta empresa, e fiquei muito indignada com tanta irresponsabilidade e inconsequência ao incentivarem uma moça a vir para cá com uma criança tão pequena.

Então, quero abrir um espaço aqui neste blog para receber informações de brasileiros que trabalham ou trabalharam em fazendas seja em colheita ou empacotamento para podermos alertar outros brasileiros que estejam querendo seguir este mesmo caminho iludidos por promessas deste tipo de empresa.

Agradeço qualquer informação que vocês puderem me dar a respeito.

Obrigada.

Dicas sobre bagagem para viagens entre a NZ e o Brasil

Geralmente quando fazemos uma pesquisa de preço de passagem do Brasil para a Nova Zelândia ou vice-versa, apesar de sabermos que em termos de serviço a Lan Chile é muito superior, sempre concluímos que a Aerolíneas Argentina é a melhor opção em termos de preço.

Acontece que existe um detalhe que normalmente não levamos em consideração: o quanto pagaremos por excesso de bagagem ao utilizarmos a Aerolineas.

O limite para o trecho internacional é o mesmo para as duas empresas: 2 malas de 32kg por pessoa. Acontece que, utilizando a Aerolíneas, só podemos comprar a passagem a partir de/até Auckland e o trecho nacional precisa ser comprado separadamente. Quando o trecho nacional é comprado separadamente, o limite de bagagem para este trecho é 1 mala de 23kg. O excesso é cobrado separadamente e geralmente é 10 dólares por kilo extra. Se a pessoa trouxe/está levando 2 malas de 32kg vai pagar NZ$410!!! Se forem 2 pessoas, isso fica em NZ$820 dólares e assim compensa até alugar um carro para o trecho doméstico.

Além disso, se os trechos domésticos no Brasil foram comprados separados também, se aplica a mesma regra, exceto pelo fato de as empresas aéreas brasileiras serem bem mais flexíveis para negociar o excesso de bagagem.

Estou fazendo este alerta pois passei 2 vezes por esta situação. A primeira foi quando eu cheguei em Auckland com o Julio, o Felipe e a Ana e tivemos que desembolsar mais de 800 dólares e a segunda foi quando cheguei com o Marco e, apesar de eu já ter pago o trecho nacional de Auckland para cá, ainda assim compensou alugar um carro e vir dirigindo, do que pagar pelo excesso de bagagem. Apesar da viagem de carro para nós ter sido uma opção muito boa, para muitas pessoas pode ser muito complicada depois de uma viagem tão cansativa.

Sendo assim, antes de comprar sua passagem, faça as contas levando estes fatores em consideração para não acabar gastando mais por um serviço inferior.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Outra visão dos kiwis

Acompanhando todos os comentários feitos para o tópico anterior, fiquei pensando se daqui há alguns anos vou passar a olhar os kiwis de outro modo, como aconteceu com o Marcelo. Decidi então, ligar para a Zelita, brasileira que mora aqui há 12 anos para perguntar como ela se sentia a respeito desses assuntos.

Inicialmente perguntei se ela alguma vez tinha sentido alguma forma de discriminação por parte dos neozelandeses. Ela pensou, pensou e disse que uma vez, quando recém tinham chegado, o filho dela, ainda criança, foi empurrado por outro menino quando tentou abraçá-lo no playground. Contou também que uma vez tocou em uma colega que disse que não gostava que a tocassem. Eu argumentei com a Zelita que isso eram diferenças culturais e não atitudes de discriminação. Afinal, eles teriam a mesmíssima reação se este comportamento partisse de um outro kiwi. Ela acabou concordando comigo.

Perguntei o que ela achava sobre a generosidade dos kiwis. Ela me contou que quando ainda morava em Auckland e grávida de gêmeos, ela foi surpreendida pela bondade das pessoas. Os bebês nasceriam em janeiro e, a partir de novembro ela não precisou cozinhar mais pois todos os dias alguém levava comida pronta para ela não precisar se preocupar com a comida. Eles levavam até biscoitos caseiros para ela servir para as visitas depois que os bebês nasceram. Aqui em Wellington, ela participa de um programa de mães que tem filhos gêmeos, e todas as semanas elas procuram voluntárias para levar comida pronta para as mães grávidas de gêmeos ou que que recém deram a luz. E este programa é organizado pelos considerados tão “frios” neozelandeses.

A Zelita me disse que os kiwis podem ser ótimos amigos depois que eles te conhecem bem. Fiquei pensando que talvez a Zelita visse as coisas dessa forma por ser casada com um kiwi. Depois lembrei que o Marcelo também é.

A Zelita e o marido estão indo passar uns dias em Fiji, mas depois que eles voltarem nós já combinamos que irei na casa dela para que ela me conceda uma entrevista para este blog.

Depois me lembrei do “orfanato” de gatos abandonados, que diga-se de passagem é melhor do que um orfanato que eu prestava trabalho voluntário no Brasil, das pessoas que decidiram criar esta instituição para acolher os animaizinhos abandonados, das pessoas que doam dinheiro para manter o local, dos organizadores e dos voluntários que doam seu tempo para ir lá ajudar na limpeza e dar carinho para os bichinhos. Sejam frios ou não, pessoas com atitudes de tanto amor e generosidade, estão muito longe de serem do mal…

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

New Zealand por Marcelo e Gayle

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Eu ainda não conheço o Marcelo pessoalmente. O nosso contato começou quando ele colocou alguns comentários neste blog bem críticos, duros e  nem por isso menos interessantes. Decidi me corresponder com ele para melhor atender o ponto de vista dele.

Este tópico com certeza vai gerar bastante polêmica pois o casal tem opiniões bem diferentes que a maioria das pessoas que entrevistei anteriormente. E eu acho isso muito bacana pois vai enriquecer o conteúdo do blog com pontos de vistas diferentes. É interessante ver como as pessoas podem ter opiniões tão diferentes sobre os mesmos assuntos!

Vamos à entrevista que, apesar de ter sido respondida apenas pelo Marcelo, reflete também a opinião da esposa dele.

1. Por que NZ?

Resposta: Escolhi a Nova Zelândia para estudar porque queria experimentar algo diferente do típico USA, UK, Canadá. Vim como estudante e gostei do país por ser bem organizado e muito bonito.

2. Há quanto tempo moram aqui?

Resposta: Eu e minha esposa estamos na Nova Zelândia há 6 anos, porem contando o tempo que entrei e saí do país já faz 16 anos que conheço a NZ.

3. Maiores dificuldades encontradas

Resposta: Sem duvida alguma encontrar um emprego. Quando chegamos à Nova Zelândia em 2003 levou “apenas” 1 ano para eu conseguir emprego na minha área, após 125 vagas que me candidatei e menos de 10 entrevistas para as quais fui chamado. Já tinha inglês fluente, experiência internacional, visto de residência, mas mesmo assim não foi o suficiente.

4. Boas experiências na NZ

Resposta: As viagens a lugares muito bonitos, organização, a preservação do meio ambiente, a segurança que é relativamente boa, rodovias excelentes e boa quantidade de informações sobre qualquer coisa.

5. Coisas que não gostam

Resposta: Sem duvida a principal é o relacionamento com os kiwis. Em geral achamos que são pessoas extremamente individualistas e independentes. A cultura do “cada um por si” é o que mais se vê por aqui além que não se pode contar com ninguém. Informação vale muito na Nova Zelândia, e é preciso tomar cuidado com quem você fala e o que você fala.

Além disso, a Nova Zelândia é um país que ainda tem dificuldades de lidar com estrangeiros, que paga mal, que tem alto custo de vida, onde você dificilmente vai conseguir comprar uma casa, onde você dificilmente vai conseguir um emprego em sua área e se conseguir vai ficar para sempre no mesmo cargo, que faz frio, chove e venta forte 10 meses por ano, e quem nasce aqui enfrenta uma crise de identidade, inferioridade e insegurança bem grande.

6. Como conseguiram o visto e com o que trabalham?

Resposta: Consegui visto de residência sem problemas em 1995, no Brasil. Fiquei longe da NZ por 8 anos até que em 2003 consegui o visto de residência novamente quando nem morava aqui. Hoje tenho cidadania neozelandesa.

Eu trabalho como “Technical Account Manager” para uma multinacional alemã do ramo de transporte. Minha esposa com decoradora para uma livraria de Auckland.

7. O que mais sentem falta do Brasil?

Resposta: Sem duvida o calor humano, a forma fácil e direta de se relacionar com as pessoas, algo impossível de se fazer na Nova Zelândia. A comida, maravilhosa e barata, e também um senso de identidade que nós temos e que falta no neozelandês.
Uma outra coisa é o ambiente de família que não existe na NZ.

8. Teve alguma experiência de discriminação?

Resposta: Se eu for contar todos os casos de discriminação por que passei, poderia escrever um livro. Na maioria das vezes foi uma discriminação onde se “lê entre as linhas”, mas onde fui tratado claramente como “persona non grata”. Porém, algumas vezes me disseram diretamente para “voltar para meu país de 3º mundo já que aqui não é meu lugar”

9. Qual a impressão geral sobre os kiwis?

Resposta: Como disse no item #5, creio que são pessoas muito frias, individualistas e que é muito difícil saber o que estão pensando já que ninguém fala abertamente o que pensa. Na sua frente são cordiais, gentis, amáveis, mas ao virar as costas eles mudam completamente o comportamento. Outra coisa que percebi é a síndrome narcisista que afeta o neozelandês já que geralmente falando, cada pessoa se acha o centro do universo, a pessoa mais importante que existe no mundo.

Além disso, o kiwi em geral não tem consideração com a família que para eles não vale nada. Talvez seja por isso que exista por aqui um altíssimo índice de suicídios, violência domestica, violência contra crianças, elevadíssimo problemas com drogas e também problemas psicológicos. Os maoris (também kiwis) são diferentes, muito mais voltados a família, mais próximos um dos outros, mas são em geral extremamente “sossegados”.

10. Futuramente desejam mudar para outro país?

Resposta: Absolutamente. Não sabemos quando, mas estamos trabalhando nesse sentido. Certamente não queremos viver aqui para sempre.

Sabemos que não existe paraíso na terra, cada país tem seus problemas, porém, há vários outros países com qualidade de vida tão boa senão melhor do que a NZ e muito mais dinâmicos e com mais oportunidades de emprego e desenvolvimento profissional.

11. Algum conselho para quem quer vir para cá?

Resposta: Para tomar cuidado porque o que seus olhos vêem não necessariamente representa a realidade. A Nova Zelândia atrai muita gente pelas belas paisagens, boa qualidade de vida, relativa segurança (muito diferente do Brasil) e organização. Porém, quem vem se estabelecer por aqui enfrenta uma outra realidade e enxerga as coisas de uma forma diferente de quem vem como turista ou estudante.

Se você é do tipo de pessoa que gosta de sua carreira, que quer crescer profissionalmente, que gosta das coisas feitas de uma forma profissional, que está ganhando bem no seu emprego no Brasil e que gosta muito de sua família e rol de amigos, eu diria para pensar mil vezes antes de se estabelecer na Nova Zelândia.

Porém, se você só está a fim de sair do Brasil apenas porque se cansou da violência, desorganização dos governantes e não se importa com mais nada, a NZ pode ser o lugar ideal para você.

12. Planos para o futuro

Resposta: Conseguir um emprego fora da Nova Zelândia o mais breve possível. Voltar aqui talvez só para passear e talvez morar novamente quando estiver aposentado.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

New Zealand por Isabella e Rogério

  2008-10-02 011

A Isabella e o Rogerio, brasileiros de Pirenópolis, uma cidadezinha histórica no interior de Goiás, entraram em contato comigo em janeiro de 2008 para obter informações sobre a NZ, já que o Rogério conseguiu uma bolsa de estudo para fazer mestrado na Victoria University e pretendia trazer a família toda.

Pouco tempo depois que chegaram aqui a Isabella já tinha formado uma banda com outros brasileiros chamada Brazealand sobre a qual eu sempre comento aqui no blog.

Segue a entrevista.

1. Por que NZ?

Pela qualidade da indústria e ensino na área de turismo, área na qual o Rogerio veio se aprofundar; pela oportunidade da bolsa de estudo que o país oferece cobrindo a vinda das respectivas familias; e também por ser um país de lingua inglesa propiciando o aprendizado bilingue de nossos filhos.

2. Há quanto tempo moram aqui?

1 ano e 4 meses, com retorno para o Brasil em janeiro de 2010.

3. Maiores dificuldades encontradas

Adaptação com o frio e com o sotaque kiwi.

4. Boas experiências na NZ

Intercâmbio cultural na area de música com atuação da Isabella em 2 bandas que interpretam ritmos brasileiros; viagens a lugares lindos com oportunidade de conhecer a neve e esquiar com a familia pela primeira vez; convivência dos filhos com várias nacionalidades e culturas diferentes nas escolas; conhecimento da cultura Maori.

5. Coisas que não gostam

O frio!

6. Como conseguiram o visto e com o que trabalham?

O visto foi conseguido através do programa de bolsas do NZAID (Agência de desenvolvimento internacional da NZ). O Rogério é estudante exclusivo. A Isabella da aulas particulares de português e atua na área musical.

7. Do que sentem falta do Brasil?

O clima, a comida, a familia, os amigos e o humor dos brasileiros.

8. Tiveram alguma experiência de discriminação?

Não

9. Qual a sua impressão em geral sobre os kiwis?

São honestos, receptivos, simples e durões (cultura tough). Gostam de atividades ao ar livre como camping e tremping (longas caminhadas) e esportes, especialmente rugby, netball, cricket, remo, vela. Andam muito de preto mas são bem tolerantes com as diferencas de estilo (falando da capital). Menos machistas e homofóbicos do que os brasileiros. Abertos e curiosos à diversidade cultural.

10. Futuramente desejam mudar para outro país?

Para o BRASIL, de novo e sempre, mesmo que existam outras temporadas overseas.

11. Algum conselho para quem quer vir para cá?

Procure conhecer mais o proprio Brasil antes de vir. Cada região tem diferentes realidades e oportunidades que podem estar mais ao seu alcance. Se decidir arriscar uma nova vida, traga na bagagem essa diversidade cultural para compartilhar com o povo daqui.

12. Planos para o futuro

Levar para o Brasil o que acumulamos neste tempo de experiência procurando colaborar com o desenvolvimento cultural, social e ambiental do nosso pais.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Vingança do pipoqueiro

Na semana passada o Felipe e a Pimentinha, e mais de 600 outras pessoas, participaram de uma caça ao tesouro bem diferente aqui em Wellington. Tinha que ser aqui na “Nova Disneylândia”…

O tesouro neste caso era um anel, avaliado em 5 mil dólares, que o neozelandês Anthony Gardiner comprou para pedir a noiva em casamento. Como a moça recusou o pedido, ele decidiu promover a tal da competição como forma de se livrar do anel demostrando toda a sua indignação. No Brasil a gente chama isso de “vingança do pipoqueiro”. ;-) (Nem sei qual a origem desta expressão…)

O noivo rejeitado escondeu o anel aqui em Wellington e foi revelando pistas sobre a localização do mesmo no site Twitter, começando às 8h da manhã do sábado passado. O Felipe foi a campo, enquanto a Pimentinha acompanhava as novas pistas pela Internet de casa e mantinha o Felipe informado.

Um felizardo, que infelizmente não foi o Felipe, achou o anel no meio da tarde do mesmo dia.

Apesar do Felipe e da Ana terem ficado tristinhos, já que o Felipe chegou muito perto do esconderijo, eles acharam bem divertido participar da brincadeira.

Domingo, 14 de Junho de 2009

New Zealand por Roberta e Gabriel

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Conhecemos o Gabriel e a Roberta pessoalmente no ano passado, logo que chegaram aqui. Mas virtualmente eu já conhecia o Gabriel visto que trocamos alguns emails quando ele buscava informações sobre a Nova Zelândia.

Apesar de ultimamente não estarmos nos encontrando muito com eles, já que o Gabriel está super ocupado com as atividades do doutorado, é sempre um prazer quando eles podem juntar-se a nós nos eventos que realizamos.

Aliás ultimamente eu tenho consultado muito o Gabriel sobre a crise financeira mundial. Ele sempre me diz que qualquer um que arrisque um palpite sobre o futuro está dando uma de “futurólogo”. Isso normalmente me dá um alívio pois quem arrisca um palpite são geralmente os pessimistas.

Segue a entrevista.

1. Por que NZ?

Gabriel: Decidi fazer doutorado em economia de regulação. Pesquisei e descobri que a experiência prática e a excelência acadêmica nessa área são muito elevadas aqui na NZ. Claro que a qualidade de vida excepcional do país também ajudou na escolha.

Roberta: Para acompanhar o meu marido e por reconhecer a experiência como muito enriquecedora para mim também.

2. Há quanto tempo moram aqui?

Há 1 ano e 3 meses.

3. Maiores dificuldades encontradas

Gabriel: As maiores dificuldades foram menores do que eu esperava. Elencaria os eternos problemas relacionados a adaptação ao novo idioma. Não adianta. Não sendo nativo, você está sempre um passo atrás nas piadas.

Roberta: As maiores dificuldades foram adaptação à nova cultura e MUITAS saudades da família e amigos.

4. Boas experiências na NZ

Gabriel: O acolhimento das pessoas, não acordar com barulhos de tiroteio num morro vizinho qualquer e a absoluta ausência de problemas sociais, ainda que os kiwis neguem. Eles insistem em mentir, dizendo que existe pobreza por aqui....

Roberta: Com certeza os novos amigos, a vivência e aprendizagem adquiridas ao se morar fora e, claro, a falta de violência.

5. Coisas que não gostam

Gabriel: Saudade dos familiares e amigos do Brasil. Cricket. Churrasco kiwi. Exagero na pimenta e economia no sal. Sistema de saúde local. O fato do Botafogo não jogar no campeonato de futebol daqui...

Roberta: O FRIO!!!

6. Como conseguiram o visto e com o que trabalham?

Gabriel: O meu doutorado garante um visto de estudante de longa duracão que dá direito a um visto de trabalho integral, pelo mesmo período, para a minha esposa. O meu trabalho é o meu trabalhoso doutorado...

Roberta: Consegui o visto de trabalho pelo fato do meu marido já ter tudo acertado para estudar aqui. Trabalhei vendendo produtos da Avon.

7. O que mais sentem falta do Brasil?

Gabriel e Roberta: Sentimos muita falta da FAMÍLIA E AMIGOS.

8. Tiveram alguma experiência de discriminação?

Gabriel: Uma vez só, no aeroporto internacional de Christchurch, uma desocupada qualquer fez uma gracinha com o oficial de imigracão dizendo a ele para não nos deixar entrar no país pois eles ja teriam estrangeiros demais. Bobagem mas me irritou.

Roberta: Nenhuma discriminação

9. Qual a sua impressão em geral sobre os kiwis?

Gabriel: Clichê. Muito educados, solícitos, porém um pouco frios para os padrões latinos. Com muito bem vindas exceções.

Roberta: Muito boa. Quase sempre disponíveis para ajudar!

10. Futuramente desejam mudar para outro país?

Gabriel: Voltamos para o Brasil ao fim do doutorado.

Roberta: Sim. Para o Brasil... J.

11. Algum conselho para quem quer vir para cá?

Gabriel: Planejar o máximo antes de vir e ler todos os posts do Blog da Jeanine. ;)

Roberta: É uma experiência maravilhosa morar na Nova Zelândia,  aprendemos bem uma nova língua, fazemos novos amigos e enriquecemos nossa experiência de trabalho.  VALE A PENA . Agora, é preciso coragem e paciência se não tiver nada certo por aqui.

12. Planos para o futuro

Gabriel: Lá na frente, terminar o meu doutorado tendo a convicção de que aproveitei ao máximo toda a experiência e oportunidade de morar na NZ.

Roberta: Aprimorar o inglês e conseguir um trabalho melhor.

Sábado, 6 de Junho de 2009

New Zealand pela Família DeNoriê

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Quem acompanha meu blog já conhece a história desta família. Inclusive a Marcia tem sido a minha “correspondente oficial” na cidade de Christchurch, gentilmente me ajudando a responder perguntas sobre a cidade e recepcionando os meus amigos brasileiros que decidem ir para lá.

Achei importante colocar o ponto de vista desta família que tem uma realidade bem diferente da maioria dos meus entrevistados anteriores: eles não moram em Wellington e não são da área de informática.

1. Por que NZ?

Família DeNoriê: Não faltaram razões para escolhermos a Nova Zelândia, como nosso novo lar. O mais relevante foi que a Nova Zelândia está no topo de uma avaliação internacional, como um dos países menos corruptos do mundo.

2. Há quanto tempo moram aqui?

Família DeNoriê: Completamos um ano em março passado.

3. Maiores dificuldades encontradas

Família DeNoriê: Nosso único problema é que eu e o Paulo estamos aprendendo inglês aqui.

4. Boas experiências na NZ

Família DeNoriê: Por conta da ausência de corrupção, a lista é grande, mas vamos falar das principais para nós. O dia-a-dia tranqüilo é algo bom demais aqui. Nossos filhos vão à escola sozinhos, em segurança. Aliás, vê-los felizes e adaptados é algo que nos dá imensa satisfação. Fizemos ótimas amizades. Nossos vizinhos são pessoas maravilhosas. O clima é algo que nos agrada bastante. A cidade é linda e bem cuidada, por todos. A educação das pessoas, independentemente de idade, e o respeito com que se tratam nos impressiona muito.

5. Coisas que não gostam.

Família DeNoriê: Nada nos desagrada aqui

6. Como conseguiram o visto e com o que trabalham?

Família DeNoriê: Nos candidatamos a inúmeras vagas, pelo Trademe, até que eu consegui uma vaga de cleaner, em setembro passado. Esperei pelo visto e só comecei a trabalhar em novembro de 2008. Como minha empregadora reduziu minhas horas de trabalho, busquei outra oportunidade e, graças a Deus, consegui um job offer como packer no Pak’nSave, em janeiro passado. Aguardei a chegada de meu visto e comecei a trabalhar em fevereiro. Daí vieram os vistos do Paulo e das crianças.

7. O que mais sentem falta do Brasil?

Família DeNoriê: Dos amigos e familiares.

8. Teve alguma experiência de discriminação?

Família DeNoriê: Nenhuma.

9. Qual a impressão geral sobre os kiwis?

Família DeNoriê: São pessoas muito honestas, solidárias e muito seletivas, principalmente no que diz respeito ao grupo de amigos.

10. Futuramente desejam mudar para outro país?

Família DeNoriê: De jeito nenhum.

11. Algum conselho para quem quer vir para cá?

Família DeNoriê: Primeiramente ter muita fé em Deus e perseverança é essencial. Se for fluente no inglês, tiver profissão em demanda, muita informação e alguma reserva de dinheiro, irá ajudar bastante. Também é bom ter em mente que, embora as regras da imigração sejam as mesmas para todos, cada situação é única.

12. Planos para o futuro

Família DeNoriê: viajar por todo o país num motorhome.