Sábado, 30 de Setembro de 2006

Oriental Bay



Hoje fizemos um passeio a pé, pelo Oriental Bay, através do qual eu pude ver e sentir como esta cidade é maravilhosa! E fiquei muito animada e com a sensação de querer viver por aqui para sempre. Mas vou contar um segredinho. Apesar de toda beleza que vocês poderão ver nestas fotos, talvez o principal motivo para eu estar me sentindo assim, seja o fato do meu filho Felipe e da minha norinha querida terem decidido vir para cá em dezembro passar 1 ano com a gente. Tenho certeza de que eles tomaram a decisão certa!
Confiram as fotos!


Olha a vista maravilhosa que tivemos da cidade passendo por aqui.













Achei maravilhosa esta árvore pelo caminho...




Telefone Kiwi?
Não, um marisco que encontramos pelo caminho. Dêem uma olhada no tamanho do bicho!





Vocês não fazem idéia do vento nesta região!!!
A gente chega a perder o equilíbrio, de verdade!













Esta placa parece piada, mas não é não...


















Vocês não fazem idéia do que é isso... É um elevador, muito comum por aqui. No "terreo" tem o estacionamento, e para subir para a casinha dele, o dono instala um elevador! Incrível!
Região perto do aeroporto de Wellington.

Placas que encontramos no caminho e que ficam nas praias...

Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006

Nem tudo são flores...

O Andreas ganhou o tradicional bolo de chocolate no primeiro dia de emprego. Sabiam que eles fazem isso por aqui? Pois é, mas ele também ganhou uma grande decepção neste mesmo dia. Ele descobriu que todos os desenvolvedores pediram a conta semana passada porque após receberem um treinamento de meses em uma nova tecnologia, a diretoria decidiu contratar outra empresa para fazer o novo desenvolvimento. Isso significa que estes desenvolvedores teriam então agora que ficar dando manutenção no sistema velho e muito provavelmente seriam demitidos quando o novo sistema entrasse em produção. Por este motivo eles ficaram revoltados e decidiram pular fora. Estranho né? Mas o pior é que o Andreas ficou sozinho nesta e se sentiu enganado porque o dito gerente não comentou nada sobre esta situação quando a entrevista foi feita.
Além disso, o Andreas ficou estarrecido pois na primeira reunião que ele participou, um dos caras estava descalço e ficava o tempo todo cutucando o pé.... No dia seguinte a situação piorou pois os colegas dele não tem o menor constrangimento em soltarem arrotos e gases barulhentos (arghhhhhhh!!!) no ambiente de trabalho. Será que isso é normal aqui???
Bem, ligamos para uma agente muito bacana e que veio da Inglaterra morar aqui com o marido há pouco tempo, para descobrirmos como o Andreas deveria proceder. Ela nos convidou para um jantar em um barzinho. (Antes de continuar, deixe-me fazer um comentário: sempre que esta agente me ligava eu entrava em pânico, pois eu não conseguia entender quase nada do que ela falava. E ela sempre ligava para mim, mesmo que fosse para mandar algum recado para o Andreas. E eu queria que ele falasse com ela pois ele não tinha problemas para entendê-la. Neste jantar, ela comentou que preferia sempre falar comigo pois não conseguia entender o inglês do Andreas, que segundo ela, é muito americano. Então olha que engraçado: eu fugia dela e ela fugia do Andreas...;-) Mas continuando a outra história anterior, o jantar foi muito legal e o casal ficou estarrecido com a história do emprego do Andreas e o aconselharam a esperar um tempo neste emprego e logo buscar um novo. Acontece que o Andreas não sabe esperar. E ele já foi brigar com a agência que colocou ele nesta furada e já está a todo vapor procurando uma nova colocação.

Toda esta história fez um desânimo temporário bater em nós. Afinal, já tínhamos ouvido falar que os kiwis não são muito chegados à limpeza, mas isso também seria demais. Além de tudo, a agência foi muito desonesta em não abrir o jogo com o Andreas e achávamos que aqui eles seriam pessoas muito mais corretas. Ao saber disso tudo, a minha mãe já ficou dizendo que deveríamos pensar em voltar ou em não trazermos o Julio para cá, que no final de semana ela e meu pai foram visitar um conhecido que tem uma casa maravilhosa no Brasil e que se eles estão tão bem lá no Brasil nós também teríamos como ficar, etc, etc. Coisas de mãe com saudades...
Pensamos bem e decidimos que não será na primeira decepção ou dificuldade que desistiremos de tudo. Afinal, isso faz parte do jogo. Jogo, aliás, que já está rendendo uma graninha com o “maravilhoso” emprego do Andreas. Então, decidimos o seguinte: estando com trabalho, chova ou faça sol, nós ficaremos aqui no mínimo até o final do próximo ano. Afinal eu acredito que a Nova Zelândia ainda tem muito a nos oferecer: em 1 ano e meio trabalhando aqui, conseguiremos um inglês fluente; em 1 ano e meio vivendo aqui, nós teremos a chance de conhecermos lugares fabulosos. Depois disso, eu gostaria de pelo menos passar uma temporada no Brasil. Quem sabe até lá o mercado de trabalho em Curitiba já está mais aquecido? Melhor ainda, quem sabe Floripa vira realmente um pólo de desenvolvimento de software como todo mundo comenta e a gente pode voltar a morar lá?
Bem, que o Andreas não leia isso pois ele jura que nunca mais quer botar os pés no Brasil. Mas, até o final do próximo ano, eu ainda terei muito tempo para convencê-lo do contrário. Ou quem sabe, neste tempo, ele possa me convencer a mudar de idéia...

Susto na madrugada

Tivemos uma noite de aventura semana passada. Era mais de meia-noite quando os nossos vizinhos de parede começaram a brigar. Sei que um não queria abrir a porta para o outro e “fuck” virou verbo, adjetivo e substantivo pois para cada 5 palavras que eles gritavam, 6 eram “fuck”. O Andreas não teve dúvida e ligou para a síndica. Ela veio imediatamente para o andar e eles latiam (literalmente) para ela que chamou a polícia. Nós ficamos dentro do ap e o Andreas parecia estas mulheres fofoqueiras que ficam nas janelas olhando o que acontece na vida dos outros pois ele ficou plantado observando o que acontecia através do olho mágico. Sabemos que a polícia ficou batendo ali por um bom tempo mas não sabemos se eles abriram a porta ou não. Como nem a equipe do CSI, nem a do SVU chegou aqui, o Andreas concordou em ir dormir...
Acontece que às 3:30 da manhã nós acordamos com um alarme super alto que não fazíamos idéia de onde vinha e uma voz dizendo sem parar: “evacuate the building”. Olha, nós não sabíamos o que fazer. Fiquei pensando se deveria levar as coisas mais importantes junto, ou sair com a roupa do corpo. Enfim, vestimos um casaco e descemos pelas escadas. Encontramos com todos os moradores do prédio lá embaixo, com cara de sono e de pijamas. Ficamos uma ½ hora esperando os bombeiros chegarem para constatarem que era alarme falso provocado por alguém que fumou nas escadas. Que susto! Depois ficamos sabendo que isso é meio normal aqui pois como as casas são de um material bem inflamável, eles são bem preocupados com incêndios. É por isso que a gente vê com tamanha frequência aqueles carros de bombeiros a toda velocidade, com os alarmes ligados e com as lâmpadas coloridas acesas dando aquele show pelas ruas.

Coisas da vida

Definitivamente a mão inglesa é uma mania do país... As escadas rolantes estão na mão inglesa: a que vai está do lado esquerdo e a que vem, do lado direito; as portas do mercado também: a do lado esquerdo é a entrada e a do lado direito é a saída.

Se é difícil se acostumar com a mão inglesa, é fácil se acostumar com a simplicidade dos processos por aqui. Para conseguir um número de IRD, o equivalente ao nosso CPF, basta preencher um formulário e enviar pelo correio. Para transferir um carro que você comprou para o seu nome, basta ir ao correio, preencher um formulário com os seus dados, pegar a assinatura do vendedor e receber no próprio correio o novo documento do carro. Tem um ÚNICO cartão chamado FlyBuys que você acumula pontos em tudo que você pode imaginar: mercado, telefone, energia elétrica, passagens aéreas, tarifas bancárias, posto de gasolina, etc. O serviço de imigração aceita cartão de crédito! O serviço oficial do governo para tradução de documentos, também aceita. O imposto de renda que você paga é aquele descontado do seu salário no final do mês e não precisa pagar mais nada e nem fazer declaração no final do ano... Acho que nós podemos nos acostumar com a mão inglesa... ;-)

Também poderemos nos acostumar facilmente com os cafés daqui. Nossa, eu achava que o café brasileiro era bom. Não acho mais. Os cafés daqui são muito melhores pois são cremosos. Além disso você tem uma variedade de opções para escolher. A cafeteria que eu mais gostei se chama Kafee Eis e fica no porto. O café é uma delícia e a localização é muito legal! Além disso eles também servem sorvetes saborosos, parecidos com a sorveteria Fredo de Curitiba. Quando a minha mãe vier para cá, a primeira coisa que quero fazer é levá-la para tomar um café desses. Tenho certeza de que ela irá adorar!

Falando em mãe, olha só que legal o esforço que a mãe do Andreas, Lorenza, fez para se comunicar com a gente. Como ela não sabe usar a Internet, ela escreveu uma carta, muito carinhosa por sinal, e o marido dela "scaneou" e nos passou por e-mail. Depois disso não aceitamos mais nenhuma desculpa de dificuldades para darem notícias para a gente.

Se tem uma coisa com a qual eu não terei que me preocupar aqui é com concorrência ou chifres. As mulheres daqui estão longe de se enquadrarem nos nossos padrões de beleza. É raríssimo ver uma mulher muito bonita. Muito ao contrário de quando morei em Florianópolis onde, cada vez que eu encontrava um desses seres superiores (loiras bronzeadas com pernas de 1,2m) eu ficava deprimida...;-)

Derrubei mais um mito: o de que não tinha feijão ou de que era muito difícil achar feijão por aqui. Achei feijão preto, em grãos, igualzinho ao nosso no mercado.

De vez em quando a gente encontra uns "homeless" (sem teto, mendigos) por aqui. Eles fedem demais... Mas, pelo que andamos sabendo, todo mundo conhece estes caras e eles vivem na rua por opção. Portanto devem ser malucos...

Semana passada assistimos um filme tailandês que, por incrível que pareça, eu adorei. O nome do filme é The legend of Suriyothai. Vale a pena conferir!

Também assistimos um programa bem interessante e triste que falava sobre a triste vida que levam os animais que viram a carne do nosso prato. Os defensores dos animais explicavam, e o programa mostrava, os cubículos em que estes animais passam a vida toda. Uns porquinhos não conseguiam nem deitar, só cabiam em pé no espaço que tinham para ficar. Foi legal que apareceu um desenho em que um cara oferecia duas pílulas para um porquinho: uma azul e uma vermelha. Se ele escolhesse a vermelha ele descobriria toda a verdade sobre a vida. Foi o que ele fez. Aí ele pode ver umas mangueiras ligadas às tetinhas das vacas que ficavam presas o tempo todo, os porcos e galinhas confinados e depois indo para o abate. Lembrou alguma coisa? Claro, Matrix!

Falando em porcos eu lembrei dos atleticanos... brincadeirinha! Sabiam que aqui é proibido levar ou consumir bebidas dentro dos estádios de futebol? E que é bem comum você contratar um motorista para ir buscar você e o seu carro e te levar para casa quando você exagera em um bar? Outra coisa: uma carteira de cigarro aqui custa NZ$10,00, o mesmo preço de uma caixa com 15 cervejas. Isto é um grande incentivo para parar de fumar, afinal deixando de comprar 100 carteiras, você compra um carro 1987, com cara de 2005, com ar condicionado, câmbio automático, direção hidráulica, enfim, completo. Se você fumar 1 carteira por dia, com esta economia em 3,5 pode-se comprar um carro e ainda garantir mais anos de vida. Que tal?

Museum of Wellington city & Sea

No sábado nos permitimos não fazer nada. Acordamos quase 2h da tarde e só saímos para fazer um lanchinho. Acabamos escolhendo um bar super maneiro e tomamos uma sopinha com uma taça de vinho (shiraz para mim e merlot para o Andreas, como sempre). O interessante é que cada vez que a gente pede um prato dos cardápios destes restaurantes, a gente nunca tem bem certeza o que virá. É sempre uma surpresa. Mas até agora, até que têm sido surpresas boas.

No domingo fomos conhecer um museu chamado Museum of Welllington city & sea. Especialmente para quem gosta de história, este museu é bem interessante. Aliás, aqui na Nova Zelândia, eles realmente registram a história do país. Neste museu tinha relíquias de 1900 para cá. Por exemplo, o raio-x do pulmão de uma escritora muito famosa que morreu de tuberculose em 1923; brinquedos encontrados no fundo da areia do primeiro playground construído em 1941; a cabine do capitão de um navio chamado Te Anau construído em 1879; a história da rua Cuba que se tornou um calçadão depois que os comerciantes, percebendo que enquanto ela ficou fechada para os carros para uma reforma as vendas aumentaram significativamente, e então fizeram um abaixo-assinado para mantê-la assim.

Além disso, tinha uma exposição contando a história de uma greve violenta de 8 semanas dos trabalhadores do porto de Wellington. Os empregadores se uniram e chamaram os fazendeiros que também tinham interesse em acabar com a greve para continuarem exportando as suas producões e usaram de muita violência para tentar acabar com o movimento. Não sei se os trabalhadores conseguiram o que queriam mas o fato é que o governo trabalhista eleito em 1936 incluía 4 dos líderes da greve. Nesta exposição tinha os cacetetes usados para controlar os "rebeldes", a lista de feridos e quais os ferimentos, uma carta estritamente confidencial escrita pelo ministério da justiça dando instruções à polícia, fotos e um filminho.

Também tinha uma outra exposição sobre um navio que naufragou chegando no porto de Wellington, devido a um forte vendaval de 160km/h em 1968. O navio trazia 734 passageiros e 51 deles morreram. Como os moradores da cidade viram o navio afundando, muitos heróis perderam sua vida ao pegarem seus barquinhos para tentar salvar as pessoas. Nesta exposição tinha coisas que sobraram do navio, fotos, o jornal da época, nome das pessoas que morreram e também um filminho.

Achei bem legal o museu. Fico pensando se estes tipos de museus não existem no Brasil ou se nós nunca fomos motivados à visitá-los... Mas aqui eles fazem a maior propaganda deles e super valorizam os mesmos. Mas vale a pena conferir!

Quase lá!!!

Na semana passada o Andreas ficou correndo atrás dos documentos para conseguir o “work permit” (permissão para trabalho) e eu continuei com as entrevistas. Na quarta-feira fiz uma entrevista em uma empresa que dá treinamentos e consultoria em gerenciamento de projetos e, como eles gostaram de mim, decidiram dar prosseguimento ao processo seletivo. Aí a mesma pessoa que me entrevistou, agendou uma outra entrevista (por telefone porque ela estaria fora de Wellington) para a sexta-feira. Eu não entendi nada... Por que a mesma pessoa me entrevistar novamente??? Só entendi mesmo na sexta quando ela me ligou e me fez diversas perguntas sobre gerenciamento de projetos, inclusive situacionais. Quer dizer, a primeira entrevista foi só para me conhecer e talvez avaliar o meu inglês. Já a segunda foi para avaliar o meu conhecimento em gerenciamento de projetos. Confesso que fiquei impressionada com o processo de avaliação, pois às perguntas que ela me fez, só responde quem realmente tem bastante experiência prática na área. Achei o processo muito bem elaborado. No final da entrevista, ela falou algumas coisas que eu não entendi e não quis perguntar com medo de estragar a impressão dela com relação ao meu inglês, uma vez que até então eu tinha entendido tudo que ela tinha falado. Enfim, desliguei o telefone e o Andreas perguntou quando eu começaria a trabalhar e ele riu muito de mim porque eu não soube dizer qual tinha sido o resultado da entrevista e muito menos qual seria o próximo passo... Que fiasco!!! Mas........ no mesmo dia recebi o resultado por e-mail. A nota variava entre 1 (Considerable development required for competence) e 6 (Highly competent). Pois é, a minha nota ficou entre 5 e 6 e ainda a avaliadora me fez uns elogios! Incrível, considerando o meu inglês... Agora preciso esperar para ver o que acontece, pois o diretor da empresa estará na Austrália esta semana. Uma coisa que já aprendi, é que aqui as coisas demoram muito para acontecer...

Sexta-feira divertida

Sexta-feira passada fomos convidados para tomar uma cervejinha no backpacker onde os nossos amigos brasileiros estão hospedados. Foi muito legal pois tinha duas alemãs (uma delas eh a loira de preto da foto ao lado) um chileno, dois argentinos, um inglês, um neozelandês e nós brasileiros. Apesar de todos estarem conversando no mesmo idioma, foi interessante observar que cada um tinha um comportamento diferente e bem definido: as alemãs eram as “liberais”, o chileno era meio introvertido e humilde, o neozelandês estava alheio à conversa, os argentinos eram os mais “nariz empinado” e os brasileiros os mais festivos, animados. Já o inglês era bem divertido e educado. Não parece que eu estou escrevendo sobre as características dos países de origem de cada uma dessas pessoas?
NOTA: Obviamente o Andreas nesta análise foi considerado como sendo brasileiro.




Como voces podem ver ao lado, a noite foi bem animada...
Este é o chileno que comentei. O nome dele é Francisco (não dá para esquecer este nome porque tenho um pai, um irmão e um tio com este nome...)
Eu e a Jaça que infelizmente já está voltando para o Brasil... :-(











Domingo, 17 de Setembro de 2006

Biodiversidade em Wellington - Parte I


Chamei de parte I porque com certeza devo trazer muito mais fotos sobre o assunto aqui neste blog. Realmente é de espantar o que encontramos no modo de se vestir das pessoas por aqui. Como tem gente do mundo inteiro, cada um provavelmente segue a moda do seu país de origem.

Indo: moça de shorts, meia fina e tênis verde.

Vindo: moça de jaqueta, saia amarela florida e havaianas. (detalhe: tava frio prá caramba...)

Ao lado a foto de umas meninas com o uniforme escolar.


Esta auréola rosa na cabeça da menina parece que virou moda por aqui pois já vimos várias vezes inclusive mulheres utilizando.... Vá entender...

Foto - Barzinho


Este barzinho/restaurante é um dos que fica perto do nosso ap. Para aquecer as pessoas que ficam nas mesas do lado de fora eles colocam um aquecedor. Reparem no teto do lado direito.

Museu Te Papa

Olá meus queridos!

Ontem fomos conhecer o museu Te Papa, tão comentado por aqui. Te Papa em maori, significa algo como o criador. Realmente valeu a pena conhecer este museu pois além de tudo, é de graça! Dá para aprender muita coisa lá dentro. Tem uma apresentação de como ocorreu a separação dos continentes, como a Nova Zelândia se tornou o que é hoje, tem uma apresentação sobre tsunamis, uma simulação de um terremoto da forma que ocorreu aqui, tem um espaço para as crianças se divertirem com microscópios, enfim é uma fonte riquíssima de cultura e entretenimento. Abaixo seguem algumas fotos que tiramos de lá.

Olha a raia em cima do Andreas. Me lembrei do meu tempo de colégio pois os livros didáticos que usávamos de história e geografia sempre eram baseados na história de dois irmãos que viajavam nas costas de uma raia. Quando na semana passada eu soube que um famoso caçador de crocodilos aqui da NZ foi atacado por uma raia, comecei a achar que elas não eram tão boazinhas como eu pensava. Mas no museu, eles explicam que esta foto é de uma raia "Manta" que é dócil e que inclusive algumas pessoas realmente nadam nas costas dela. Legal hein?!

Olha que perfeição este tubarão. Chega a dar medo!


Olha o tamanho da ossada de uma baleia!!!!


Este é um artefato muuito interessante que os chineses criaram em 132DC para poderem saber de que região um terremoto tinha se originado. Eles espalhavam vários desses "equipamentos" pelo país e faziam uma triangulação daqueles cuja bolinha tinha caído dentro da boca do sapo.

Olha que legal a simulação de um ataque de uma águia a um pássaro gigante pré-histórico.


Mais um pássaro pré-histórico.

O famoso pássaro Dodo que infelizmente já está extinto.

Olha que lindo este albatroz!!!

Estes são os famosos KIWIS. É por causa deles que o povo aqui é chamado de Kiwi. Este bichinho estranho bota ovo mas também amamenta seus filhotes. Eles tem o tamanho mais ou menos de um coelho grande.

Vejam dentro da ossada o tamanho do ovo em relação ao corpo.

Achei bem bonitinhos!

Novos amigos de Curitiba



Domingo passado conhecemos um casal de namorados brasileiros e que moram em Curitiba, por sinal no mesmo bairro que nós. Eles são bem mais jovens que nós, se chamam Jaça e Rômulo e passaram 10 meses aqui na Nova Zelândia viajando. Trouxeram dinheiro de economias e da venda de um carro. Quando acabou o dinheiro e estavam a ilha sul, trabalham como colhedores de maçãs e cortadores de árvores, ambos trabalhos árduos. Tinham que colher no mínimo 3000 maçãs por dia. Quando não agüentavam mais este tipo de trabalho vieram para Wellington e trabalharam em restaurantes. Ele contou que passou em um mesmo dia 11 horas lavando louça.
Agora eles decidiram procurar emprego na área de TI, mas estão com dificuldade de achar emprego por serem muito jovens. Na verdade o que pudemos perceber é que eles estão mesmo é com vontade de ir embora, afinal, no tempo que ficaram aqui não criaram nenhum vínculo com o país, nenhum lugar para chamar de lar. Admiramos a coragem deles. Eles sabem realmente viver. Uma viagem como esta, não tem preço. Eles comentaram sobre uma caminhada que fizeram para um local chamado Mildford. Foram três dias de caminhada. Mas, segundo eles, é tudo muito bem sinalizado e no caminho tem inclusive umas cabanas disponíveis para os viajantes passarem a noite. Nestas cabanas tem até madeira cortada para fazer fogo na lareira. Nós não vemos a hora de podermos ir conhecer a ilha sul e fazer esta caminhada. Quem sabe a faremos junto com mais pessoas da nossa família. O Chico e a Nara com certeza adorariam! Segundo o Rômulo que é um mochileiro experiente, este foi o lugar mais lindo que ele já conheceu. Vejam mais uma foto abaixo:

O duro que para ir para a ilha sul, só de ferryboat são 3 horas. Para chegar nesta cidade da caminhada para o Mildford são 2 dias de viagem. Quer dizer, só dará para fazer nas férias mesmo. Mas nossos amigos nos falaram de uma caminhada mais rápida (7 horas) perto do lago Taupo. Já estamos começando a planejar a viagem, já que é aqui perto. Outra viagem que o Andreas queria fazer é para Nelson uma cidadezinha no norte da ilha sul cheia de vinícolas. Mas ele está preocupado com um possível coma alcoólico... ;-) O Chico sugeriu que ele levasse uma seringa com glicose...
Abaixo mais umas fotos do sul da ilha que pegamos com nossos novos amigos:

Entre tombos e ganhos

Como eu já comentei anteriormente, aqui têm muitos restaurantes orientais. Mas a comida japonesa não tem o mesmo sabor que tem a que comemos no Brasil. Assim sendo, esta semana eu decidi comprar os apetrechos e ingredientes para fazer os meus sushis em casa. Afinal, além de tudo eu tenho que praticar para não esquecer o que aprendi no curso que fiz em Curitiba. Os sushis vendidos por aqui têm muito arroz, pouco salmão e não levam gergelim. Além disso, não vi nenhum sushi doce. Então comprei um pedaço de salmão por NZ$9,00, gergelim, arroz japonês, queijo philadelfia e fiz uns 30 sushis. Como eu não achei aqui a nossa goiabada, eu usei uma geléia de framboesa para fazer os doces e até que ficou bom.
Notamos um comportamento interessante nos kiwis. Assim como os carros andam do lado esquerdo das ruas, as pessoas também andam do lado esquerdo das calçadas. Nós temos uma tendência a ficarmos do lado direito e sempre nos sentimos na contramão... ;-)

Esta semana nos sentimos melhor com relação ao nosso inglês quando a mulher de uma das agências, que é da Inglaterra, comentou que tem dificuldades de entender o inglês neozelandês. Ela disse que muitas vezes ela tem que pedir para ver o número, pois não consegue entender o preço informado por eles. Ela estava com uma assistente neozelandesa na sala e várias vezes ela ficava corrigindo-a. Por exemplo, a assistente falou bitter para better. É incrível como eles trocam o som do “e” por “i”. Até que no fundo faz sentido pois o “e” quando soletramos em inglês, realmente tem som de “i”, não é?

O Andreas anda preocupado com o que dirá para a minha família quando eu conseguir efetivar as minhas tentativas de me machucar. Para quem me conhece, isso não é novidade, eu sempre tive um sério problema de equilíbrio (físico, para deixar bem claro). Eu vivo tropeçando nas ruas, tropecei no pé da mesa e quase cai dentro da máquina de lavar louças, derrubei água quente no pé e quando fui colocar a jarra de volta no suporte bati com a cabeça na porta do armário, fui pegar um talher e passei o dedo por uma faca afiadíssima e meu dedo não parava de sangrar. (Nesse, e em vários outros aspectos, a Anabel podia ser a minha filha, pois é tão estabanada quanto eu). Um dia desses, eu realmente consegui cair. E nem sei como. Do ponto de vista do Andreas, eu estava do lado dele e de repente eu desapareci. Ele foi me achar literalmente deitada no chão. Como estava chuviscando, eu molhei toda a minha roupa. A minha sorte foi que não tinha ninguém por perto. O problema destas minhas “estabanadices” é que aqui por enquanto nós não temos plano de saúde. Então pode custar caro...

Ao mesmo tempo em que é interessante ir ao mercado porque tem muita coisa diferente para conhecer, é uma dificuldade fazer compras pois os nomes dos produtos nem sempre são reconhecíveis. Outra dificuldade é que a maioria das comidas aqui, como molhos e congelados, são apimentados. Então eu sempre tenho que olhar bem no rótulo para me certificar que não tem pimenta. Apesar de existirem produtos dos vigilantes do peso, não existe uma sessão de produtos light/diet. Nós rótulos ainda não constam as gorduras trans. Me parece então que a obesidade ainda não é uma grande preocupação deles. É interessante ver a variedade de frutas e verduras disponíveis. Tem um kiwi diferente, chamado kiwi golden. A casca é lisinha e a fruta é amarelinha e muito mais doce do que a que conhecemos.

Até o momento ainda não conseguimos ter um telefone fixo e uma banda larga instalada aqui em casa. Infelizmente o monopólio na área de telecomunicações faz com que os serviços na área sejam péssimos. Fizemos o pedido pelo site da Telecom e trocamos vários e-mails com eles para obtenção de informações. O prazo para instalação da linha era de 7 dias úteis. Como o prazo não foi atendido nós ligamos para a Telecom. A atendente me pediu o endereço e quando eu falei, ela disse que nós tínhamos informado o número errado do apartamento na solicitação. Eu tentei argumentar dizendo que no e-mail que enviamos o número estava correto, mas ela simplesmente me ignorou e disse que agora levaria mais 7 dias. Infelizmente neste aspecto a Nova Zelândia é igual ou pior que o Brasil onde apesar de não ter mais monopólio, ainda tem uma péssima qualidade no atendimento. Quem já ficou plantado por um tempão sendo transferido de célula para célula do callcenter da BrasilTelecom ou ainda vivenciou a falta de informações do atendimento da GVT, sabe do que estou falando.

O Andreas está viciado em um joguinho que vêm em umas revistas, chamado SUDOKU. É um tipo de xadrez ou quebra-cabeça. Bem, é uma boa maneira dele se distrair enquanto eu escrevo para vocês.

Soubemos que serão filmados aqui dois novos filmes do Peter Black, diretor da trilogia Senhor dos Anéis e do filme King Kong. Um deles se chamará Dambuster e The Hobbit. O Chico comentou que o Julio seria um excelente candidato para o papel do hobbit (engraçadinho...).

Ontem fomos ao cinema assistir Silent Hill. O filme é muito ruim. Em uma das cenas eu achei que iria começar a tocar aquela música “Thriller” do Michael Jackson quando as enfermeiras zumbis começaram a dançar... Realmente lamentável...

Falando do que interessa: eu já fiz entrevistas em 7 agências e 2 empresas. Até agora ainda não recebi uma proposta de trabalho. Eu já previa que na minha área seria mais complicado achar um trabalho, pois a comunicação é essencial.O Andreas, desde que chegamos na NZ, já fez entrevistas em 11 agências. Imagine o quanto cansa ficar respondendo as mesmas perguntas 11 vezes. Fora que cada vez que ele vai para uma entrevista ele tem que colocar o uniforme dele: camisa, blusinha, calça social e sapato. E tem que ir caminhando até as agências. Mas ele sempre vai todo animado. E deu resultado, pois esta semana ele já recebeu uma oferta de trabalho. O que significa que em breve já estaremos com o nosso visto!!!
Sabem, apesar de eu estar com muitas saudades da minha família e dos meus amigos, sinto que esta distância contraditoriamente causa uma aproximação maior. Sempre estamos todos ansiosos e interessados para termos notícias uns dos outros o que nem sempre acontece quando estamos todos pertos. Isso acontece provavelmente porque quando estamos perto uns dos outros, sabemos que a comunicação é fácil e que todos estão ali, disponíveis para quando quisermos conversar. Mas nem sempre conseguimos fazer uso desta facilidade e passamos muito tempo sem conversarmos com amigos que curtimos e sem dar a devida importância ao que está acontecendo na vida das pessoas que amamos. O ser humano realmente é um bicho muito estranho. Então, estar longe, traz junto com a saudade, o ganho gostoso de uma nitidez na percepção das coisas importantes da vida.
Beijos,
J&A


Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

Foto - Hotel em Wellington



Prá vocês terem uma idéia da surpresa que tivemos, tá aí a foto do hotel que foi reservado para nós e que ficamos nos primeiros dias aqui em Wellington...

Nem tudo são flores... Aventuras têm dessas coisas...

Domingo, 10 de Setembro de 2006

Foto - Euzinha tomando café no copo


Eu realizando um desejo antigo de tomar café nestes copos como nos filmes americanos!

Foto - Rua dos passarinhos


Passeando por estas ruas a gente pode ouvir a cantoria de muitos passáros juntos. É muito lindo!!!

Fotos - Jardim Botânico Wellington


Realmente vale a pena conhecer este lugar pois é maravilhoso e tem jardins lindos de diversas flores: rosas, begônias, tulipas e outras. Caminhando por ele a gente sente o perfume de cada uma delas e o perfume das árvores.


Olha a vista de dentro do jardim botânico, na parte mais alta. Dá para ver o porto e o mar lá atrás.





Fotos - Casas em Wellington

Olha que casas mais lindas!

Foto - Viaduto de Wellington

Fotos - Cemitério Wellington

Pessoal, vejam que lindo este cemitério que foi fundado em 1800 como um lugar público para serem enterradas as pessoas que até então, eram enterradas no fundo da casa da família.

Como os familiares começaram a plantar rosas para os seus entes queridos, foi este cemitério que deu origem ao Jardim Botânico da cidade.








Olha que interessante nesta foto: consta na lápide do falecido John Balmer que ele morreu devido à mordida de um tubarão...
Olha que árvore mais linda!!!

Dia a dia

Acordamos todos os dias relativamente cedo já que não temos muito que fazer à noite, a não ser assistir a algum seriado na TV. Aqui temos 5 canais e um deles é maori. Não sei se vocês sabem, mas maori é o segundo idioma do país e os maoris são os nativos do país, como se fossem os índios no Brasil. Neste canal passam alguns filminhos sem graça, jornal e apresentação de danças folclóricas. Tudo falado e cantado em maori. Não acredito que nem os próprios maoris assistam a este canal... Aliás, eu já perguntei para vários neozelandeses se eles falam maori, mas até o momento não encontrei nenhum que falasse. O legal nas TVs aqui é que têm Lei e Ordem SVU, O desafio, CSI, 24H, etc. E os episódios são da temporada atual. Então nem vale a pena ter Sky que só acrescentaria três canais de filmes. E filmes é melhor pegarmos na locadora. Infelizmente a Sky aqui não tem os canais Fox, Universal, Sony e AXN e sendo assim, não temos possibilidade de assistirmos Lost e 4400...:-( Mas quando tivermos banda larga aqui em casa poderemos baixar da Internet. Também passa os Simpsons e é muito engraçado assistir a este seriado no idioma original.

Voltando a falar sobre a nossa rotina, nós acordamos cedo, tomamos um café em casa mesmo e com um pãozinho integral chamado Vogels que é uma delícia. Depois do café vamos para o “Internet café” procurar empregos. Todos os dias têm vagas novas e nos candidatamos a todas que podemos. Fora isso sempre tem as entrevistas para as quais somos chamados. O Andreas é muito mais requisitado do que eu, mas ele ainda não chegou a fazer entrevistas diretamente com as empresas, somente com as agências. E eu já fiz duas entrevistas com as empresas, uma em Auckland e outra aqui em Wellington. O processo da primeira acabou não tendo continuidade porque nos mudamos para cá. No segundo processo eles preferiram contratar alguém com experiência em projetos relacionados ao governo neozelandês. Na primeira entrevista que fiz em Auckland, cheguei a ficar com dor nas costas tamanha era a minha tensão. Ficava imaginando o que eu faria se não conseguisse entender nada do que o entrevistador falasse ou pior, perguntasse. Aos poucos a gente vai relaxando porque as perguntas basicamente são as mesmas. Pessoalmente é sempre mais fácil. O difícil é quando ligam e começam a te perguntar as coisas pelo telefone. Às vezes dá um desespero e uma vontade de dizer Bye, Bye e desligar...

Outra atividade nossa tem sido arrumarmos os novos CV’s de acordo com as recomendações das agências de emprego. Então os nossos CV's estão cada dia melhores! Na semana passada nós pedimos pedir cartas de referência para o Khouri e para o Fábio. Puxa, eles foram super amigos e prestativos e nos enviaram no dia seguinte. É nessas horas que a gente conhece os verdadeiros amigos, aqueles que sempre que podem nos tratam com prioridade.

Sabemos que quem conseguir emprego antes, não terá a vantagem da escolha. Explico: quando um de nós conseguir a oferta de emprego e por conseqüência a autorização para trabalhar aqui, o outro automaticamente também poderá trabalhar. E com esta autorização em mãos, ficará muito mais fácil conseguir emprego. Então, quem ficar por último, se dará melhor!

Quinta-feira, depois de passearmos pelo porto e visitarmos uma galeria de arte muito sem graça, resolvi deixar o Andreas em casa e sair um pouco sozinha para poder olhar coisas de mulheres sem ter que ver cara feia. Fui devolver um secador que comprei e detestei. O processo foi bem simples, entreguei o produto, expliquei que ele super-aquecia com muita facilidade e me obrigava a ficar esperando 10 minutos para conseguir religá-lo. (Isso quase me fez chegar atrasada a uma entrevista de emprego). Dei o cartão no qual eu tinha feito a compra e eles creditaram o valor do secador de volta. Depois fui a uma loja chamada Farmers e me senti em casa... Tem tudo para mulher: roupas, perfumes, lingerie, produtos para pele e cabelo, eletrodomésticos e tudo mais que nós gostamos de olhar e às vezes comprar. Fiquei olhando com calma para ter idéia dos preços e também para descobrir coisas diferentes. Cheguei a conclusão de que aquele papo que li no Orkut que aqui na NZ não tem a variedade de produtos que temos no Brasil, não é verdade. Tem de tudo e inclusive produtos ainda nem lançados no Brasil. A diferença é que como aqui é uma cidade pequena, em torno de 300.000 habitantes, acredito que não existam muitas lojas como a Farmers. Mesmo mercados, a gente até agora só achou dois grandes: um bem popularzão e um outro chamado New World.

Os preços das coisas aqui não são tão diferentes dos preços praticados no Brasil, exceto para frutas, verduras e serviços. Só para dar uma idéia eu vi botas por NZ$90 (+-R$125). Está no preço do Brasil, apesar de não serem tão bonitas como as nossas. Uma caixinha pequena de morango é NZ$4,99 (R$7,00) e um papaia é NZ$5,99, o que é muito mais caro do que no Brasil. Mas as frutas aqui são de excelente qualidade. Mas o que me deixou realmente impressionada foi descobrir que para fazer uma escova em um salão você paga NZ$67 (R$90)!!! Tive que pedir para a moça do salão escrever em um papel porque eu não conseguia acreditar neste número... E um corte de cabelo custa em torno de NZ$40 (R$52). Definitivamente não dá para ir em salão aqui na NZ. Só para deixar claro, eu só entrei no salão para perguntar o preço e creio que nunca mais voltarei lá. A não ser que queiram me contratar como cabelereira. Com estes valores eu acho que eu ganharia mais trabalhando em salão do que com gerência de projetos... ;-)

As lojas aqui, exceto as dos shoppings, fecham no máximo às 17:30h. Nesse horário podemos ver as ruas cheias de pessoas indo para casa. Sabemos então que depois deste horário não receberemos mais e-mails ou telefonemas das empresas ou das agências.

A maioria das pessoas respeita os sinais de pedestre para atravessar as ruas. Então, formam-se amontoados de pessoas nas esquinas esperando o sinal abrir. Quando o sinal abre, começa a fazer um barulho alto, tãm-tãm-tãm-tãm-tãm e você precisa atravessar rápido porque o tempo que o sinal se mantém aberto às vezes mal dá para chegar do outro lado da rua. Entretanto, nas ruas menores, onde não tem sinal e tem apenas faixa de pedestre, quando você põe o pé na rua, os carros param. Falando em carros, lemos em uma revista que a Nova Zelândia é um dos países com mais carros por habitantes do mundo! Mas apesar disso, aqui em Wellington não existe problemas com o tráfego.

Ficamos impressionados com a moda de utilização das calças que diversos rapazes aderiram. Sei que no Brasil é moda usar calças baixas com um pedaço da cueca aparecendo. Mas aqui eles exageraram. Eles usam a calça embaixo da bunda. Deixa eu ver se conseguirei explicar: eles colocam o cinto para segurar a calça já onde começa a coxa, entendem? Então em a região da bunda a cueca fica exposta. Eu tentei convencer o Andreas a servir de modelo para eu tirar uma foto e mostrar para vocês, mas ele se recusou...

Tem uma propaganda que sempre passa aqui na TV que se não fosse tão triste, seria engraçada pelo exagero. Aparece um pai levando o filho de carro para um jogo. Eles estão no carro e o velocímetro marca 110km/h em uma região onde a velocidade permitida é 100km/h. (Neste momento, enquanto eu escrevo para vocês, o Andreas está brincando de casinha, com o aspirador de pó, lutando para ver como ele funciona...). O guarda de trânsito manda o motorista parar e aplica uma multa, apesar do motorista alegar que só está um pouquinho acima da velocidade máxima. Depois aparece o menino jogando como goleiro e tomando um gol. No caminho de volta para casa, o pai comenta com o filho que nenhum deles teve um dia de sorte. E neste momento eles vêem um acidente na estrada, em que aparece um carro tombado, uns corpos cobertos e outros bem machucados sendo colocados em uma ambulância e uma mulher chorando e gritando desesperadamente. Obviamente todos eram da mesma família. Então o pai olha para a multa e olha envergonhado para o filho e aparece na tela uma frase de efeito que eu não lembro agora.

Tem sido noticiado em todos os jornais e com bastante freqüência, o crime cometido por um homem que matou a namorada dele a pauladas em Auckland. O rosto do assassino estava estampado em todos os jornais e a busca durou dias. Enquanto a polícia não o prendeu, apareceu no jornal que na região onde o assassino deveria estar, os homens só andavam em grupo e as crianças dormiam com os pais e estavam com medo de irem para a escola. Não chega a ser engraçado, considerando a realidade que vivemos no Brasil, não é?

Falando de coisas melhores, um dia desses eu matei uma vontade que eu tinha há bastante tempo. Enquanto eu esperava o horário de uma entrevista, eu fui em um café chamado Starbucks e pedi um capuccino naqueles copos com tampinha que eu sempre vejo em filmes policiais. Sabe quando os detetives ficam no carro vigiando alguma casa e enquanto esperam tomam um café naqueles copinhos? Sempre me pareceu tão gostoso aquele café e sempre quis experimentar. Me senti em um filme americano tomando naquele copo. Obviamente que nenhum café aqui é tão gostoso quanto o café que eu tomava em casa, principalmente quando meu pai preparava.

Sexta-feira decidimos ir a um bar/restaurante no estilo “pub”. Este que fomos se chamava JJ Murphy, foi inaugurado em 1856 e era todo de madeira, tinha uma lareira, a bandeira da Irlanda presa no teto, uma sala com mesas de bilhar e uma banda tocando músicas do estilo Simon & Garfunkel. Muito legal! Não estava entulhado de gente, mas todas as mesas estavam ocupadas. O Andreas tomou algumas cervejas que ele adorou em um copo do estilo que ele só via em filmes ingleses. Eu tomei umas taças de um vinho Shirah australiano. Comemos um prato de carneiro simplesmente maravilhoso. Na verdade, não era carneiro, era cordeiro. O prato era composto por dois pernis bem temperados e com um molho gostoso em cima de um cremoso purê de batatas. Olha, este prato tirou suspiros do meu marido comilão. Quero colocar a foto do prato aqui no blog. E o prato nem era tão caro considerando que dava tranqüilo para duas pessoas, custou NZ$17,00. Não preciso nem comentar que dormi muito mal esta noite devido aos roncos do comilão. Ele não pode jantar nada pesado à noite que dá nisso.

Depois de tomar umas taças de vinho, fiquei meio emotiva e me deu vontade de chorar olhando a foto da família no meu celular. Nesta foto aparece o Gato Gordo, a Lilica que já nem existe mais, o sorriso meigo do Julio, a carinha sempre séria do Felipe e a Aninha que como sempre está linda. Acho que se por algum motivo o Felipe e a Ana um dia decidissem romper o relacionamento, eu precisaria adotar esta menina pois para mim ela já é como uma filha e faz parte da família. O mesmo se aplica à Nara que eu adoro e considero como uma irmã. Fiquei pensando que eu dei muita sorte com as escolhas do meu irmão e do meu filho. Comecei a fazer contas de quantos quartos nós precisaremos ter na nossa futura casa para podermos acomodar todos os membros da família...

Bem, hoje é sábado e estamos indo conhecer o Jardim Botânico da cidade.

Beijos

J&A

Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006

Fotos de Wellington









Foto do nosso ap - Quarto/sala/cozinha

Aqui nosso quarto e nosso "closet"
Aqui os equipamentos "complexos" que comentei....

Aqui a nossa mesa de jantar e a mesa do computador

Foto - Fome


A minha mãe nos perguntou se temos nos alimentado bem por aqui. Acho que esta foto responde à pergunta dela...

Altos e baixos

Temos vivido momentos de empolgação e outros de decepção por aqui. Nos decepcionamos quando sequer conseguimos entender o inglês de quem nos liga para uma oportunidade de emprego e nos empolgamos quando entendemos claramente e conseguimos nos comunicar bem. Nos decepcionamos quando não nos damos bem em uma entrevista e vem uma sensação de fracasso, e dá um medo danado de tudo dar errado. Aí a gente come um pote de Nutella e vai dormir sem muita conversa e no outro dia, mais dispostos, o ânimo volta e voltamos à Internet reiniciar a nossa busca por empregos. E qualquer boa novidade a gente abre um vinho no jantar para comemorar. Confesso que o Andreas consegue se recuperar bem mais rápido do que eu quando as coisas não saem do jeito que a gente espera.
Vamos aprendendo com os nossos erros e tentamos fazer melhor em cada entrevista.

Não seria tudo isso uma amostra da vida? Altos e baixos, acertos e erros que nos ensinam? Afinal, como eu sempre comentei, para mim a vida é nada mais do que uma grande viagem de aprimoramento.

Mudando de assunto, eu tenho me sentindo lisonjeada com os elogios que tenho recebido neste blog.

Da minha querida cunhada Nara:
“Enquanto vou lendo suas novidades, fico imaginando como as coisas são, o Andreas tendo seus ataques, imagino como é a tal máquina, o fogão, as janelas e até já montei seu ap na minha mente, até parece que estou lendo um delicioso romance. Jeanine, você definitivamente está na profissão errada, sua missão neste planeta é escrever e manter as pessoas com a imaginação funcionando, com certeza vc faria muito sucesso como escritora, e saiba que já tem uma fã.”

Do meu sogro Georg:
“Agradeço MUITO seu relatório. Favor mandar todas continuações sem falta!! A Jeanine é uma poeta nata! Um grande talento!! Mandei cópia ao Lorenzo e ao Christian. Se possível, me mandem as continuações diretamente como emails normais. Assim não perco nada”

Do meu cunhado Lorenzo:
“Olá Jeanine, estou muito feliz com o que li. Você é uma jornalista!”

Muito obrigada pelo carinho!!!
Bem, se nada der certo por aqui e eu voltar para o Brasil espero já estar famosa e poder começar a minha carreira jornalística... ;-)

Terça-feira, 5 de Setembro de 2006

Restrições aos fumantes

Antes que eu me esqueça eu só queria comentar que a maioria dos imóveis para alugar aqui trazem uma restrição: fumantes. É incrível mas aqui quase não se vê fumantes e a maioria dos lugares, inclusive bares, não permitem fumar. Entretanto já vimos cachorros grandes nos bares. Presumo que eles são mais respeitados do que os fumantes... ;-)

Então morar aqui vai ajudar quem fuma a parar rapidinho e quem é ex-fumante como nós, não vai ter motivação para voltar ao vício.

Foto - Cuba Street

tem até uma estrelinha vermelha do ladinho...

Fotos - Estas são para a minha mãe

Estas fotos são para tranquilizar a minha mamãezinha de que não estamos em nenhum fim de mundo... Ela viu as fotos do lago Taupo e achou que tínhamos nos mudado para a zona rural....
Diga-se de passagem, nós adoraríamos morar em Taupo em uma casa com vista para o lago e para o Mt Ruapehu...

Ao lado vocês podem ver a rua Cuba sobre a qual já comentei.

Mais "civilização" para acalmar minha mãe...

Foto - Nós passeando em Wellington

Aqui o Andreas tentando se localizar em um nos nossos 101 mapas...

Olha que interessante: colocaram estes assentos porque as pessoas sempre sentavam neste tipo de respirador.

Fotos - Outra igreja e prédio


Foto - Coisas do Andreas

O Andreas fez amizade rapidinho por aqui. Olha a intimidade dele com o Lord Inglês!

Acho que aqui ele estava tentando matar as saudades da Lilica... :´(











Foto - McDonalds


Sim, Ana, Julio e Felipe, tem McDonalds aqui!

Foto - Bondinho



Este veículo com cara de ônibus é o bondinho da cidade. Olha um trubisquinho em cima do bonde que é conectado aos cabos elétricos que tem na rua.
















Fotos - Café e Igreja


Olha que bonitinho o café e a Igreja que ficam na frente da nossa rua. Na verdade o nosso prédio fic