Sábado, 28 de Outubro de 2006

Mundo pequeno

Hoje estava chovendo, prá variar, e passamos praticamente o dia todo em casa. Pela manhã, depois de tomarmos um café delicioso com um pãozinho orgânico que o Andreas achou no mercado, lemos e-mails e demos uma geral no ap. Fiz um macarrãozinho com carne moída e brócolis, que aprendi com a minha mãe para o nosso almoço e obviamente abrimos um vinhozinho. Após o almoço fizemos algo que estávamos adiando há dias: contas! Tá complicado manter uma casa aqui e outra no Brasil, ainda mais considerando que ficamos um tempo sem renda nenhuma. Chegamos à conclusão que precisaremos apertar o cinto até dezembro, o que não foi nenhuma surpresa.

À tarde fomos tirar uma fotos de uma casa que a Universidade Victoria ofereceu para um casal de amigos nossos que estão na Alemanha e que vêm estudar aqui. Na verdade, a gente se conheceu pela Internet através do Orkut. Ela me localizou e começou a me pedir umas dicas. E desde então temos trocado e-mails e ela me parece uma pessoa muito querida. Mais amigos chegando na Nova Zelândia. O Orkut tem ajudado muita gente que procura apoio de pessoas que estão em outros países. E é impressionante como a gente encontra pessoas prestativas. Nós, por exemplo, pudemos contar com o apoio de duas meninas, a Gisele e a Mônica, que conheci pelo Orkut e que me deram dicas importantes. Isso sem falar no André, que conheci em Floripa e que atualmente mora em Auckland e também nos ajudou prá caramba nos passando informações que nos ajudaram a tomar a decisão de virmos para NZ.

Aliás, nós estávamos comentando como este mundo é pequeno.

A Leninha que mora na Alemanha e é casada com um alemão, como eu, é paranaense, como eu e pelo que li no blog dela, também é estabanadinha como eu. Ontem até recebi um e-mail dela falando que viu a foto da minha norinha no Orkut e que achou ela linda! Olha a Anabel fazendo sucesso na Alemanha!!!

Outro dia, achei uma menina muito bacana no Orkut e perguntei se ela sabia de algum curso de inglês com valores mais acessíveis e ela prontamente me respondeu e me deu umas dicas muito boas. Ela descobriu que eu era de Ponta Grossa e comentou comigo que estudou na UEPG. Pode?

O Andreas faz parte de um grupo de discussão de procura de empregos do Yahoo e ele comentou no grupo que viemos para cá e inclusive tem compartilhado a nossa experiência com as pessoas deste grupo. Uma delas, o Giovanni, estava em Camboriú passando o final de semana com a mãe dele e comentou sobre um cara que tinha ido para a Nova Zelândia e estava passando informações sobre a nova vida dele. A mãe dele disse a ele que a filha da amiga dela e o marido também estavam na Nova Zelândia. Bem, obviamente não demorou muito para descobrirem que estavam falando da mesma pessoa. Que coisa hein?! Mas não termina aí. O Giovanni tem uma amiga que está vindo exatamente para Wellington estudar e assim ele pôde indicar o meu nome para ela tirar todas as dúvidas que precisar.

Esqueci de comentar com vocês que semana passada eu tive a minha primeira experiência de dirigir um carro com a direção do lado oposto. Foi tranquilíssimo! Posso garantir que lidei com isso bem melhor que o Andreas, modéstia à parte... ;-)

Uma coisa negativa sobre o pessoal daqui é que eles não gostam muito de contato físico. Ninguém troca beijinhos quando se encontra, como fazemos no Brasil. Até vi hoje um video clip muito lindo que fala sobre isso. Quem quiser conferir, vale a pena: http://www.freehugs.org/

Ontem eu comentei com o pessoal do escritório que não entendia muito bem porque tinha um velhinho cantando para ganhar um dinheirinho no calçadão e outras pessoas que às vezes nos paravam na rua pedindo dinheiro para o ônibus. Eles me explicaram que estas pessoas que pedem dinheiro para o ônibus, estão mentindo e na verdade elas querem dinheiro para jogar em uma casa de jogos eletrônicos pois são viciadas em jogos. Fez sentido pois elas ficam exatamente na frente de um fliperama. Eles também comentaram que os poucos mendigos que moram na rua o fazem por opção própria pois o governo dá abrigo e ajuda financeira. Isso também se aplica ao velhinho do calçadão. Incrível não é?

Agora estamos em casa e há pouco o Andreas estava lendo o contrato com as regras do novo emprego e ficamos embasbacados com os excelentes benefícios que o tal banco oferece: isenção de tarifas (inclusive a anuidade do cartão de crédito), plano de saúde, previdência privada, ajuda de custo em cursos universitários, estacionamento (que é bem caro aqui), e outros. Agora que o Andreas não volta mais para o Brasil!

Beijos!!!

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

Na onda alta


Oi meus queridos,

Preciso primeiro comentar que estou escrevendo depois de ter tomado uma taça de vinho no escritório e agora estar tomando mais vinho em casa.

Realmente o povo por aqui é muito prestativo. Olha só: a Angela e o Glenn se propuseram a nos emprestar uma TV, DVD, colchões, lençóis e toalhas e até uma geladeirinha para não termos que gastar muito com a mobília da casa, além de já terem colocado na agenda o dia da nossa mudança para nos ajudarem. A Anita do meu escritório se propôs a nos levar no final de semana a diversas lojas que ela conhece onde poderemos comprar nossa mobília. E um colega do escritório do Andreas deu, isso mesmo, deu uma van para ele. Confiram a foto ao lado. A questão é que os carros aqui são tão baratos que para o cara não vale a pena gastar nos concertos que serão necessários neste carro. Agora poderemos transportar a família toda de Auckland para cá!

Também descobrimos que aqui a gente não paga conta de água, que é grátis!

A minha família anda preocupada por eu ter demorado tanto para atualizar o blog. Estão dizendo que eu não vou ter tempo para escrever o fim da "novela". Bem, espero que não tenha fim mesmo!

Hoje foi liberada a velocidade de ADSL (banda larga). Nós agora poderemos utilizar toda velocidade possível pelo mesmo preço. Isso está deixando o Andreas muito feliz e por isso estou comentando.

Também hoje o Andreas recebeu o contrato do banco para o qual ele vai trabalhar e provavelmente ele estará assinando este contrato na próxima semana.

Conversamos pelo MSN no final desta tarde com meu irmão e não conseguimos entender o que o prende no Brasil e porque ele não se muda logo para cá. Ele e a minha cunhada Nara nem tem filhos e podiam aproveitar a oportunidade. Que teriam a perder? Por que tanto apego à coisas que eles nem gostam de fato? Por que não correr o risco de vir para cá, conhecer um outro país, uma nova cultura, uma nova realidade? Quando nós estávamos pensando na idéia da mudança, ele me disse que não entendia porque ainda não tínhamos ido. E para eles seria ainda mais fácil uma vez que já estamos aqui. Será que ele vai conseguir se libertar destas raízes e dificuldades imaginárias que o prendem lá? Confiram nos próximos capítulos!!!

É isso por enquanto!

beijos

J&A

Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Good news

Olá pessoal!

O Andreas recebeu um job offer (oferta de trabalho) de um banco neozelandês muito boa e para trabalhar com o que ele gosta (administrador UNIX). Agora sim ele está animado! Na verdade ele está se sentindo "a última coca-cola gelada no deserto" porque mais duas grandes empresas estão interessadas nele e talvez também apresentem ofertas de trabalho.

Outra excelente notícia é que já assinamos o contrato de locação de uma casa muito legal!!! Vejam as fotos abaixo. Fica em um vale, no meio de umas montanhas que parece um condomínio fechado. Um sonho! Vamos nos mudar em meados de novembro.

O duro é que precisaremos comprar toda a mobília... Na verdade, vai ter que ficar tudo meio no improviso pois ainda está difícil financeiramente para nós, tendo que manter uma casa aqui e outra no Brasil. De qualquer maneira, já teremos como acomodar a família toda. Aliás, sempre que perguntam quem está vindo, a gente responde nossos 3 filhos, 2 meninos e uma menina...;-) e o Andreas adora dizer que a sogra vem também.

Também fiquei animada quando fui conhecer a escola que o Julio vai estudar pois eles são fortes em teatro, artes e música. Quando fomos lá, a escola estava fechada mas uma moça muito simpática nos mostrou as salas de música. Acho que tem umas 20 salas com aulas de piano, violão e outros instrumentos. Pelo que vi eles tem até um estúdio de gravação. Acho que o Julio vai fazer o maior sucesso lá!

No meu trabalho eu ainda estou na fase de "reconhecimento de área". Estou devagarinho conhecendo as pessoas. Tem uma moça aqui muito legal e divertida que tem me ajudado muito e tem me dado boas dicas sobre escolas, bairros bons para morar, lojas boas para comprar, etc.

Beijos!

J&A

Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

Owhiro Bay


Esta baía fica no sudeste da ilha sul e é a entrada para uma trilha que pode ser feita com carros 4x4, como vocês poderão ver na última foto.
Infelizmente as fotos não traduzem toda a beleza do local, mas nos sentimos um pouco mais próximos na terra do Senhor dos Anéis.




Breaker Bay

Na nossa busca por um lugar para morarmos, encontramos alguns lugares pelo caminho que fotografamos para compartilharmos com vocês. Este é o Breaker Bay onde o Andreas acha que foi filmada uma das cenas do filme King Kong. Confiram!


Procurando a nossa casinha


Como tivemos um final de semana prolongado, na sexta-feira decidimos alugar um carro para darmos uma olhada nos distritos dentro da grande Wellington e vermos em qual deles gostaríamos de morar.

O primeiro bairro que vimos chama-se Chutton Park e fica a uns 10 minutos do centro. Mas parece uma outra cidade... Ficamos pasmos com a beleza do lugar. Parecia um pequeno vale cercado de montanhas com casas lindíssimas. Parecia um sonho morar naquele lugar...

Depois conhecemos Tawa que não é tão lindo quanto o Chutton Park mas também é super arborizado e bem agradável.

Almoçamos em Porirua e, como já tinham comentado conosco, não nos pareceu uma boa opção para se viver por ser muito urbanizado e voltado para população de baixa renda.

Fomos então conhecer Whitby que também é muito legal e mais próximo ao mar. Na verdade fica nas margens de uma baía.

Andamos mais um pouco e chegamos na região chamada Hutt, que é toda margeada por um rio lindo, super transparente. Adoramos um bairro chamado Avalon. Já pensou que charme seria eu dizer que moro em Avalon? Me lembrei dos livros que li, "As brumas de Avalon", sobre a história do rei Arthur. A foto ao lado é do Parque Avalon.

Lower Hutt e Petone são mais urbanizados mas também agradáveis. Tem a vantagem de parecerem uma mini cidade com comércio e diversas opções de restaurantes. Na verdade, Lower Hutt é considerado um distrito dentro da grande Wellington, assim como Porirua, Hupper Hutt e Tawa.

A foto abaixo foi tirada na região de Lower Hutt.


Bem, ficou difícil agora... Onde seria melhor morar, em um vale cercado de montanhas, na beira de uma baía ou na beira de um rio transparente?

Ontem decidimos ir um pouco mais ao sul, passando pelos bairros de York Bay, Days Bay, Eastbourne e Muritai e voltamos a nos impressionar com as casas, cheias de árvores, lindas, parecendo coisa de filme.

Eu jamais vou desfazer da beleza do Brasil mas eu preciso mencionar que aqui a diversidade de tons de verde nas árvores e plantas é algo impressionante. Tenho certeza que a minha mãe, que por ter como hobby a pintura, vai amar esta diversidade de cores.

Bem, saindo da fantasia e entrando na realidade, também ficamos muito preocupados com os valores dos aluguéis e chegamos à conclusão que precisaremos baixar um pouco o nosso padrão para podermos alugar uma casa que possamos pagar.

Então, conforme comentei com um amigo, eu acredito que iremos morar em uma casa com um padrão inferior ao que tínhamos no Brasil, não poderei nem sonhar em ter uma empregada como tinha no Brasil, não poderei ir ao salão fazer as unhas toda semana como fazia no Brasil, mas por outro lado, não vou viver com medo de assaltos e sequestros como eu tinha no Brasil, vou viajar por estradas bem conservadas, não vou encontrar crianças pedindo dinheiro e cheirando cola no sinaleiro, não precisarei trabalhar mais de 10h por dia para garantir meu emprego, e não ficarei revoltada por saber que uma fatia do meu salário está sendo usada para sustentar as mordomias de políticos. Resumindo, teremos uma vida com menos mordomias mas com outros ganhos que ainda teremos que aprender a valorizar. Vale a pena? Ainda não sei dizer. Confesso que muitas vezes ainda sinto falta da mordomia que tinha no Brasil. Mas no mínimo vale a pena passar um bom tempo aqui para enxergar o mundo através de um novo paradigma.

Primeira semana de trabalho

Olá pessoal!

Demorei para escrever porque a semana passada foi muito tensa e ocupada para mim, já que comecei a trabalhar. No primeiro dia, logo da chegada, tivemos uma reunião e eu fui apresentada ao grupo. Descobri que um colega e uma colega também tinham começado a trabalhar nesta empresa recentemente.

Depois da reunião, soube que o meu laptop não havia sido configurado ainda apropriadamente, e a Karen, diretora, me deu algum material sobre a empresa para eu ir me ambientando. Foi muito chato ficar o dia todo trancada em uma empresa lendo documentação. Também recebi um documento para assinar onde eram especificadas as regras da empresa. Se a empresa do Andreas parece informal demais, esta em que estou trabalhando é prá lá de formal. Neste documento dizia inclusive que não podemos ir trabalhar de calça jeans!

No segundo dia o chefão da empresa chegou, me deu as boas vindas e no meio da tarde me chamou para uma conversa. Primeiro ele perguntou se eu poderia ajudar nos treinamentos e eu respondi que sim. Depois ele me mostrou 2 solicitações de propostas de serviços para o governo. A primeira delas se referia à uma análise de riscos com simulações de diversos cenários. Me senti muito insegura neste momento, achando que ele esperava que eu soubesse como fazer o serviço. Dei minha sugestão de como isto deveria ser feito e quando comecei a falar sobre desvio padrão, curva beta e Monte Carlo, descobri que ninguém na empresa dominava o assunto. Fiquei pensando como eles conseguiram a certificação PMP já que este é um assunto de prova. Depois de ler novamente o documento, informei a eles que precisaríamos de um software específico para realizarmos o serviço.

Como a idéia seria eu assumir uns treinamentos, eles sugeriram que eu assistisse um curso ministrado por uma instrutora contratada por eles, na quarta e na quinta-feira. Foi o que eu fiz. O curso era para um setor do governo. Os alunos pareciam com os alunos de cursos que já ministrei para o governo/prefeituras no Brasil. Eles tem vontade de trabalhar com gerenciamento de projetos mas a estrutura da organização não permite. Então achei o curso bem básico e quando tentei trocar idéias com a instrutora, cheguei a duas conclusões: eu entendia muito mais do assunto de gerenciamento de projetos do que ela mas eu tive muita dificuldade de expressar as minhas idéias. Decidi que vou dizer a eles que não estou ainda preparada para ministrar treinamentos porque preciso desenvolver mais o meu inglês.

O pessoal da empresa me parece bem bacana e a esposa do dono, que também trabalha lá, me deu várias dicas sobre escolas e bairros bons para se morar. Na terça-feira ainda, ela começou a falar sobre uma mudança que teria na sala ao lado e que nós poderíamos pegar o que quiséssemos dali. Uma colega sugeriu que eu ficasse com um "rita". Eu não entendi nada... Só na sexta-feira que descobri toda a história: tem uma sala ao lado no mesmo andar do nosso escritório, que eu ainda não conhecia, que será alugada para uma outra empresa. Esta sala precisaria ser desocupada. Então, ela estava dizendo que poderíamos levar para as nossas casas o que nos interessasse e o tal do "rita" (e é exatamente assim que eles pronunciam) se referia a um heater (aquecedor). Meu Deus!!! Fiquei pensando que se eu tive dificuldades para entender uma situação simples como essa, imagine quando encarar um projeto...

A sexta-feira foi bem tranquila. Pela manhã fiquei traduzindo um artigo que escrevi para uma revista da área de gerenciamento de projetos do Brasil para o inglês, a pedido na minha nova gerente. À tarde o vendedor da empresa me mostrou uma proposta de um serviço de GP para uma empresa de caminhões, em que o meu nome foi indicado. O cliente fica em Chrischurch e ele me perguntou se eu me importaria de viajar. Obviamente eu falei que não pois seria uma excelente oportunidade de conhecer esta cidade na ilha sul, que todos dizem ser maravilhosa. Mas fico pensando na dificuldade que terei de fazer uma reunião dessas visto que não conheço nenhum dos termos técnicos em inglês relacionado a caminhões. Que desespero! Mas, vou encarar como um grande desafio e seja o que Deus quiser...

No final da tarde da sexta o pessoal do escritório abriu um vinho para tomarmos. Parece que este ritual da sexta é padrão por aqui. Gostei da idéia!

Terça-feira, 10 de Outubro de 2006

Oriental Bay - novas fotos


Meu irmão Francisco comentou comigo que pelas fotos que publiquei, não achou muito bonita a vista da cidade do Oriental Bay. Então eu dei uma olhada e tive que concordar com ele. Decidi esperar um dia ensolarado para conseguir fotos melhores e aí estão!!!




Novos amigos

Oi pessoal!

Este final de semana fomos ajudar nossos novos amigos Angela e Glenn, a fazerem uma mudança. Fiquei impressionada com a casa que eles deixaram e com a nova casa também. Me deu uma vontade de morar também em uma casa... Mas eu sei que por enquanto precisamos ficar no nosso cubículo para podermos economizar. Afinal, para nos mudarmos daqui precisaremos de dimdim para comprarmos um carro e toda a mobília.

Antes da mudança, almoçamos juntos no JJ Murphy por conta dos nossos amigos. Falando nisso, deixa eu comentar uma coisa bem legal: aqui não se paga gorjeta em lugar nenhum! Bacana isso né?

Antes da comida chegar, a Angela estava mexendo na bolsa dela e de repente ela deu um grito e jogou a bolsa em direção ao Andreas (neste momento o Glen tinha ido buscar as cervejas). Demorou um pouco para entendermos que ela tinha achado uma barata dentro da bolsa...

Durante o almoço, ela começou a contar do quanto ele reclamava do modo que ela dava as direções enquanto ele dirigia. Ele contra-argumentou dizendo que ela falava muito e ele não conseguia se concentrar. Ela voltou a responder dizendo que só queria informar a direção correta. Enfim, rimos muito ao perceber que a maioria dos problemas entre homens e mulheres são universais... ;-)

A mudança foi fácil pois eles não tinham muita coisa ainda aqui. A maior parte vai chegar do Chipre, onde eles moraram por alguns anos. Este casal é interessante: ele é australiano e ela é inglesa. Viveram juntos por alguns anos e decidiram casar. Para que o casamento ficasse no "meio do caminho" para ambas as famílias, realizaram a cerimônia aqui na Nova Zelândia, bem antes deles se mudarem para cá. Aliás, eles estão aqui há praticamente o mesmo tempo que nós. Então eles também quase não tem amigos e, assim como nós, estão felizes com o início desta nova amizade.

A Angela, que já trabalhou no passado como cabelereira, me ajudou a pintar meu cabelo. Ficou um pouco mais escuro do que eu planejada, mas ficou legal!

Depois de todo o trabalho, assistimos o filme "The World's Fastest Indian", com o Antony Hopkins, que conta a história de um neozelandês que vai para os EUA realizar o sonho de correr com a moto dele no deserto de Utah. Foi interessante pois pudemos perceber detalhes, que jamais notaríamos se não conhecêssemos a Nova Zelândia. Por exemplo, percebemos a dificuldade que ele tinha de entender o sotaque americano, o quanto a ingenuidade dele se sobressaía no jeito arrogante dos americanos agirem, etc. Aliás, os neozelandezes em geral, nem fazem questão de disfarçar a raiva que têm dos americanos...

Também tomamos um vinho, o casal pediu uma comida por telefone (por sinal extremamente apimentada) e batemos um papo super agradável.

Dá-se início a uma nova amizade na Nova Zelândia!

Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

A minha difícil decisão

Pessoal,
Ontem foi um dia tenso. Fui fazer a segunda entrevista na HP. Dois gerentes de projeto me entrevistaram, um deles estava em Christchurch e participou pelo telefone. A entrevista foi boa mas o gerente que me entrevistou parecia muito ansioso. Não sei se ele é naturalmente assim, ou estava impaciente com meu inglês... Conversamos mais ou menos durante 1 hora. No final da entrevista eu perguntei com era trabalhar na HP da Nova Zelândia e eles comentaram que o ambiente era muito amigável mas também estressante. Perguntei que horas ele costumava ir para casa todos os dias e ele respondeu que saía às 16:30. Isso mesmo, quatro e meia da tarde!!!
O Andreas, que ainda não tem chave do lugar onde trabalha, tem que sair correndo de lá neste horário porque às 17h não tem mais ninguém... Isso que é saber viver hein?! Mas continuando o assunto da entrevista, o gerente me expôs que a vaga para um contrato de 12 meses mas eles tentariam transformá-la em permanente.
[A diferença entre um contratado e um permanente é mais ou menos a mesma que um terceiro e um CLT no Brasil. Exceto pelo fato de que aqui não tem FGTS, nem décimo terceiro salário, mas normalmente tem bônus. Os "permanentes" também contam com os benefícios que variam de empresa para empresa. Os contratados recebem por hora e o valor mensal normalmente fica maior do que o salário das vagas permanentes. Segundo soubemos, é muito raro uma empresa demitir um permanente. Já o contratado tem uma situação mais instável. ]
Eu perguntei quais seriam os benefícios e fiquei sabendo que não inclui plano de saúde e nem previdência privada. Basicamente inclui seguro de vida e substanciais descontos nas tarifas bancárias, nos juros para compra da casa própria, na aquisição de veículos, nas passagens aéreas, hoteis, etc.
Eu comentei que eu estava com uma outra proposta para uma vaga permanente e teria que dar a resposta até o dia seguinte (hoje). Ele disse que o próximo passo seria verificar as minhas referências e então me fazer uma proposta salarial, mas ele não achava que isso fosse possível de ser feito até hoje. Em todo caso, ele iria verificar com a GP responsável pelo processo, a que me entrevistou na segunda-feira, para ver o que poderia ser feito. Saindo de lá liguei para esta GP mas ela não atendeu o telefone. Então vim para casa e mandei um e-mail explicando a minha situação. Enquanto isso, a minha agente de recrutamento, ficava me ligando me pedindo uma decisão pois a outra empresa estava pedindo. E eu não sabia o que fazer...
Se a única coisa que faltava para a HP me contratar era a confirmação das minhas referências, então com certeza eles me contratariam. Então estava mais do que na hora de eu tomar a minha decisão.
Quais seriam as vantagens de trabalhar na HP? é uma grande corporação, eu já conheço todos os processos e a metodologia, se a vaga viesse a ser transformada em permanente eu poderia contar com os benefícios. Também seria bom para o meu curriculum e se nós decidíssemos nos mudar para qualquer outro lugar do mundo sempre haveria a possibilidade de uma transferência.
Quais seriam as desvantagens de trabalhar na HP? é uma grande corporação, provavelmente existe grande competitividade, dificilmente eu teria apoio para as prováveis e quase certas dificuldades que terei em relação ao idioma, eu viveria uma constante tensão com relação à renovação do contrato, eu estaria sujeita a um duplo preconceito pelo fato de ser contratada e imigrante. Por ser contratada eu também não teria direito à férias remuneradas. Além disso eu fiquei bem preocupada quando, durante a entrevista, eu perguntei para o gerente se ele conhecia uma escritora muito famosa na área de GP chamada Rita Mulcahy e eles responderam que nunca ouviram falar...
Quais seriam as vantagens de trabalhar na empresa menor? Me parece uma empresa mais familiar, mais aconchegante, com mais disposição a me ajudar a enfrentar os primeiros desafios que eu terei no meu trabalho. Pela avaliação que eles fizeram comigo, eu pude perceber que eles são muito profissionais. Segundo a agente da empresa de recrutamento, a gerente dela é muito amiga do dono desta empresa. E esta gerente enviou o meu CV para eles, assim que o recebeu. E depois da entrevista, eles gostaram tanto de mim, que resolveram abrir uma vaga para me contratarem. Então eles valorizaram a minha experiência e acreditaram em mim. Segundo a agente, eles estão super animados esperando eu começar a trabalhar lá. Além disso tudo, eles são bem flexíveis com relação à horários e a vaga é permanente!
De repente trabalhar em uma grande corporação neste momento, me pareceu mais desvantagem do que vantagem. Afinal, não estou buscando status mas sim, qualidade de vida, tranquilidade e uma empresa onde eu possa aprender bastante.
Assinei hoje o contrato com a empresa menor e começarei daqui a duas semanas que é o prazo que eles precisam para providenciarem umcelular e um laptop para o meu trabalho.
Hoje eu recebi a resposta do e-mail que enviei ontem para a HP me informando que eu fui aprovada na entrevista de ontem e que eles agora só precisariam verificar as minhas referências profissionais. Informaram também que, apesar de terem ciência da minha situação, muito provavelmente não conseguiriam resolver tudo isso hoje para poderem me fazer a proposta salarial pois tinham que seguir os processos previstos pela corporação. Respondi o e-mail para a HP agradecendo a oportunidade e informando que eu optei pela proposta da outra empresa.
Nunca pensei que eu recusaria uma proposta de trabalho da HP. Será que a Nova Zelândia está mudando os meus valores? Espero que sim.
Beijos
J

Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006

"Linha Direta" Kiwi

[Andreas escrevendo]

Existe um programa de televisão aqui na NZ chamado de "Ten 7". Este programa apresenta algumas histórias policiais veridicas e solicita ao espectadores para ajudarem a resolver alguns casos obscuros. Eles informam um número de linha telefônica (0800) onde é possível passar informações sobre o caso. Bom, como se pode perceber, é o mesmo esquema do "Linha Direta" da Globo.

Agora, o que faz a diferença entre o programa local e o mesmo programa no Brasil são os casos. Ontem passou um caso sobre um incêndio proposital na casa de uma velhinha aposentada em Wellington. Como resultado deste incêndio o conteúdo da casa foi queimado mas a casa ficou de pé. O apreentador (um policial aposentado) motrava a casa ao fundo e ia descrevendo todos os acontecimentos.

Pois bem, agora começa o que mais me chamou a atenção. A casa, por fora, estava intacta, apenas com as janelas quebras e substituídas por tapumes. O conteúdo da casa (móveis etc) estavam queimados, destruídos, mas não haviam virado pó (em tempo: as casas aqui são, em sua maioria, feitas de madeira). O apresentado conversava com o chefe de policia da cidade de Wellington sobre este "brutal" crime e o chefe retrucava que esta pessoa (o incendiário) deveria ser uma pessoa com sérios problemas mentais e é um perigo para a sociedade etc. Foi apreentado um mapa da região dw Wellington, apontando todos os 8 (mais ou menos) incêndiso criminosos ocorridos nos últimos anos. Apresentaram o perfil psicológico da pessoa: que ele deveria ter ficado rondando o local do incêndio; que ele (ou eles) deveriam ter se vlangoriado com alguém sobre o feito; que poderiam estar com apetrechso utilizados neste crime etc.

Em suma, a cidade está em polvorosa com este infame criminoso que coloca a vide de todos em perigo e que a sociedade civil unida deve agir para coloca-lo atrás das grades.

ai ai ai .... eu não sei se rio disto tudo pois o nível de vioência vivido por nós no Brasil é tão grande queuma coisas destas soa como rídicula ou se eu fico impressionado com o fato de que a volência aqui é tão pequena que eles não tem mais nada para fazer.

Neste momento, mais uma vez, me lembro quando muitos anos atrás meu pai falou sobre "choque cultural". E é isto mesmo. Claro que é um choque positivo mas as dierenças entre Brasil e NZ são abissais.

Em tempo, os carros de polícia aqui são brancos com enormes faixas laranja fosforecente e azul pintados nos lados. É impossível não ve-los. No escuro brilham que é uma beleza. Isto sem falar quando os policiais usam os coletes amarelo fosforecente durante a noite e aí fica parecendo escola de samba. Quem já viu filme policial inglês deve imaginar sobre o que estou falando.

Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

Campanha de conscientização

Pessoal,

É incrível a preocupação que o governo neozelandês tem com a direção imprudente. Eles investem realmente pesado em comerciais sobre o assunto.
Em um deles, aparece o depoimento real de um menino de uns 14 anos, na frente de uma estrada vazia, com uma carinha sincera de muito sofrimento, explicando como um motorista em alta velocidade que ao perder o controle do carro, tirou a vida dos pais dele. No final ele diz após um suspiro de dor: "eu nunca vou conseguir entender" e aparece a mensagem "Speeders. They are killing us". É para fazer qualquer um chorar.
Em outro, eles mostram um carro com umas pessoas dentro, flutuando ao lado de um prédio. Eles começam a explicar que os motoristas muitas vezes não têm noção do impacto de uma batida. Eles continuam dizendo que uma batida a uma velocidade de 110Km/h é equivalente a uma queda de um carro do quinto andar de um prédio. Neste momento aparece o pessoal do carro olhando para baixo e percebendo a altura. Uma batida a 125km/h é o equivalente a uma queda do nono andar. E volta a aparecer os tripulantes. De repente, o carro cai... Nossa, é impactante!
Vocês também podem conferir estes comerciais no site: http://www.ltsa.govt.nz/advertising/

Outros desafios a serem superados

Oi Pessoal,
Esta noite eu quase não dormi, pensando. Uma agente de recrutamento muito simpática, aquela que eu não entendo bem o inglês e ela não entende o inglês do Andreas, conseguiu um emprego bem legal para mim. Na semana passada ela me enviou o draft (rascunho) do contrato e teria que esperar o diretor da empresa voltar da Austrália para receber a proposta salarial. Só que enquanto isso, a HP me ligou agendando uma entrevista para esta segunda. A entrevista foi muito boa pois a gerente de projeto com quem conversei era super simpática. Foi legal falar com ela pois me senti confiante, afinal, tudo que ela mencionou sobre as atividades relacionadas à vaga, eram justamente as mesmas que eu fazia quando trabalhava na HP no Brasil. Ela também gostou de mim e me disse que o próximo passo seria uma segunda entrevista com o gerente do escritório de projetos. À tarde, a agente me ligou eufórica para me dizer que eu tinha uma proposta formal de trabalho. Eu tive que falar para ela sobre a entrevista que tive. Obviamente ela ficou muito chateada e tentou me convencer a aceitar a proposta. Falou das vantagens de se trabalhar nesta empresa de quem eu recebi a proposta, da possibilidade de receber bônus, do quanto eles estavam ansiosos para me receber, etc, etc. Eu olhava para ela e não sabia se me concentrava em entender o inglês dela ou em perceber se ela estava sendo sincera... Eu pedi um tempo para pensar. Esta outra empresa a que me refiro, me parece bem mais simpática, mais familiar e com certeza eu me sentiria muito mais "em casa". Mas tudo que eu sei dela é este meu feeling e o que vi no site na Internet. Já a HP é uma empresa famosa no mundo inteiro.
Ontem, ela me ligou para tomarmos um café e ela me entregou o contrato para ser assinado. Conversamos bastante, ela sempre muito simpática até se ofereceu para me ajudar a pintar meu cabelo pois ela disse que já foi cabelereira. Ficamos de almoçar juntas hoje, quando obviamente ela esperava receber o contrato assinado. Acontece que a HP agendou para amanhã a próxima entrevista. E eu não sabia o que fazer... Fiquei pensando se ela estava sendo tão legal por interesse e neste caso, eu seria uma ingênua se cancelasse a entrevista com a HP ou se ela estava sendo super bacana e eu uma crápula se depois de todo o esforço dela eu ainda ficasse considerando a possibilidade de um outro emprego. E a resposta para este tipo de dúvida, não se obtém através de palavras. Eu sempre me considerei sensível o bastante para perceber se a pessoa estava sendo falsa ou não, mas isso era no Brasil. O Andreas comentou comigo que ele percebeu que aqui as pessoas não falam o que realmente pensam e que isso dificulta muito as coisas. Fiquei pensando que isso também acontece no Brasil. Só que lá, a gente já conhece os "sinais" das pessoas. Por exemplo, dependendo da frase com que um representante de uma empresa termina a conversa, você já sabe se o processo terá continuidade ou não. Dependendo das "caras e bocas" que as pessoas fazem, você consegue deduzir se ela está satisfeita ou não, se ela está gostando do seu papo ou está impaciente para ir embora, se ela está sendo autêntica ou está só te puxando o saco. Mas descobri que em outras culturas, os sinais não são os mesmos. É difícil saber então, o que cada um deles significa. Cheguei à conclusão que teremos um desafio de comunicação muito mais difícil do que o idioma. E para este desafio, infelizmente não existem livros e nem cursos disponíveis que possam nos ajudar, vai ter que ser na raça e coragem... Sinto que quebraremos a cara muitas vezes até aprendermos como as coisas funciona. Mas acho um desafio prá lá de interessante, nem por isso menos cansativo!

Voltando à minha história, depois de quebrar muito a cabeça, resolvi que não poderia tomar uma decisão sobre a oferta de trabalho da outra empresa, sem antes ouvir amanhã o que a HP tem a me dizer. Do contrário eu sempre ficaria pensando no que teria acontecido seu eu tivesse feito a entrevista. E eu não gosto destes "o que teria sido.." me incomodando. Decidi também ser bem honesta com a agente. Se ela estivesse sendo autêntica e profissional, ela me entenderia. Do contrário, seria bom ela ver que não sou nenhuma bobinha. Desta vez eu acertei na decisão. Apesar de ter ficado um pouco "brocoxó", ela entendeu perfeitamente e vai esperar a minha resposta amanhã. Ainda assim, ela confirmou o nosso encontro no final de semana para me ajudar a pintar meu cabelo. Parece então que ela é bem bacana mesmo. O que me faz sentir mais vontade de aceitar o contrato dela. Vamos ver no que dá!

Beijos!

Domingo, 1 de Outubro de 2006

Descobrindo novos sabores

Ontem, depois que voltamos da caminhada, fomos jantar em um dos muitos restaurantes, que também são bares, localizados aqui no centro. Sábado à noite é realmente quando o pessoal sai para as "baladas. Todos os bares/restaurantes ficam super movimentados assim como as ruas onde eles estão situados. O restaurante que fomos ontem era bem legal mas ficamos assustados com os preços do cardápio e o Andreas já queria ir para o McDonalds. Insisti para ficarmos pelo menos para tomarmos uma taça de vinho. Desta vez o Andreas pediu um Pinot Noir e eu continuei com o meu Shiraz. Geralmente a taça dos vinhos mais baratos, nem por isso menos saborosos, custa em torno de NZ$8,00. Acontece que ontem eles não tinham a opção do Shiraz neste valor. Então a garçonete, por sinal holandesa e muito bonita, sugeriu um vinho shiraz 2001 feito no vale McLaren na Austrália, cujo nome era Shadowfax e cujo preço era NZ$66 a garrafa. Obviamente eu recusei pois considerei muito caro. Então ela disse que como eles não tinham aquela opção que eu queria, ela faria a taça deste vinho australiano pelo mesmo preço daquele mais barato. Obviamente eu concordei. Ela também sugeriu que pedíssemos o prato do peixe do dia. Como ela disse que daria para 2 pessoas, decidimos encarar. Afinal NZ$28 para um prato que serve duas pessoas, não ficaria tão caro. Ficamos impressionados com o prato. O peixe, chamado moky era super branquinho, sem aquele gosto forte de peixe e com um tempero suave. Por baixo do peixe vinha batata doce e cebola, ambas grelhadas. E o molho também suave tinha um sabor maravilhoso. O vinho australiano era também impressionante, bem diferente, com um leve sabor de vinho do porto. Foi um jantar e tanto! Tenho curtido prá caramba descobrir estes pratos e vinhos diferentes. São sabores que eu nunca tinha sentido antes.

Saindo do restaurante decidimos passar no mercado e comprar mais umas garrafas de vinho para esticarmos a noite no nosso estúdio. Chegando em casa, fui publicar as fotos do Oriental Bay no blog e sem querer, bati na minha taça de vinho e pintei o tapete da sala de roxo... ai ai... Eu realmente sou muito estabanada mesmo... Fico pensando o que vai acontecer com a Ana e eu morando juntas aqui. O Andreas acha que é possível que uma de nós caia dentro da lava-louças e a outra feche a porta da máquina...;-) Aliás, cada dia eu fico mais impressionada em como esta máquina de lavar louças é eficiente! As panelas e mesmo a frigideira ficam limpinhas!
Falando em "estabanadices", ontem, enquanto o Andreas estava limpando o fogão com uma espécie de lâmina parecida com aparelho de barbear, eu fui mostrar uma sujeirinha no fogão e sem querer bati meu dedo na lâmina e obviamente me cortei. Corri para a cama para fazer um draminha e (não sei como) bati a minha canela no canto da cama e quando fui erguer a perna, bati o pé no gaveteiro... Realmente precisamos pensar em um plano de saúde com urgência!

Deixe eu contar uma coisa diferente que temos aqui. Os preços aparecem nas prateleiras do mercado em um painelzinho digital na frente de cada produto. Assim fica fácil mudar os preços sempre que necessário.

Olha, ontem eu realmente tive que me embuir de um profundo espírito de paciência para publicar as fotos no blog utilizando uma conexão de linha discada! Isso mesmo, já conseguimos solicitar a banda larga mas como leva 2 semanas para o modem ser entregue, enquanto isso eles liberam uma conexão dial-up. Como ligações locais aqui na Nova Zelândia são gratuitas, não gastamos nada nos mantendo conectados, mas obviamente a velocidade é bem baixa. De qualquer forma é muito bom ter internet em casa e não precisar sair para ler nossos e-mails ou para atualizar o nosso blog. Assim vocês poderão saber o que acontece por aqui quase que em tempo real...;-) Hoje por exemplo, eu estou aqui me recuperando de uma ressaca, limpando várias vezes o carpet para ver se consigo tirar a mancha enorme de vinho que ficou e me enrolando em qualquer outra atividade para não fazer o que realmente teria que fazer: revisar um artigo que eu escrevi e que será publicado na próxima edição da RBGP (Revista brasileira de gerenciamento de projetos). Preciso entregar esta revisão até domingo à noite. Ainda bem que é o horário do Brasil, porque agora já é domingo à noite aqui. Pensando bem, vocês estão é recebendo uma informação do futuro! Quem olhar o blog agora, estará lendo às 3h da madrugada, sobre o que aconteceu às 18h do mesmo dia... Então vocês estão recebendo informações mais rápido do que em tempo real... ;-) Estão vendo o que eu faço por vocês?

Beijos

J&A