Prá começar tenho que contar, com muita vergonha, que reprovei novamente no teste prático de direção... Obviamente fiquei arrasada. Mas desta vez até vou me dar um desconto, pois errei em algo que é difícil assimilar. Eu estava em uma via rápida, duas mãos, e o avaliador pediu para eu dobrar à esquerda. Fui para a pista da esquerda que é exclusiva para quem está dobrando. Na esquina tem até um triângulo indicando o cruzamento e não existe nenhuma placa de preferêncial ou de STOP. Chegando ali, eu simplesmente dobrei à esquerda. Acontece que o carro que estava vindo no sentido inverso, e ia dobrar à direita, tinha a preferência. Esta é a regra aqui e é bem difícil assimilar, principalmente quando se está preocupado em não esquecer de dar pisca (com a mão esquerda), olhar os espelhos a cada 10 segundos, se manter a 50km/h, etc. Se deixar de dar o pisca 1 vez, reprova. Bem, já marquei a próxima mas desta vez a farei no mesmo bairro que o Felipe e o Andreas fizeram que é bem mais tranquilo. Será no sábado, dia 15. Torçam por mim!
No trabalho, depois de eu assumir o projeto de uma gerente de projetos que era contratada, fiquei sabendo que encerraram o contrato com ela. Fiquei muito triste pois não gosto de uma situação que as minhas conquistas estejam associadas à tristeza/decepção de outras pessoas. O que me consola é que vai ser muito fácil para ela conseguir uma recolocação já que o que não falta aqui no país é emprego na área de TI.
Apesar de ter sido uma experiência bem desgastante, assumir este projeto me ajudou a conhecer rapidamente muitas pessoas e os processos envolvidos na condução de um projeto no banco. Para falar bem a verdade, depois de mais de um ano aqui, pela primeira vez eu me sinto realmente gerenciando um projeto. Pela primeira vez me senti no controle de uma reunião, por exemplo. Mas não é fácil. O esforço é sempre dobrado quando o idioma não é a sua primeira língua. De qualquer forma posso agora dizer que estou me sentindo útil e atuando na minha profissão. E isso traz uma sensação muito positiva!
Amanhã estou indo para Auckland acompanhar a implantação do sistema. Vamos ver no que dá.
A Ana e o Felipe já começaram a comprar umas coisinhas para a futura casa nova deles. E só de pensar isso me parte o coração. Ah como é difícil para uma mãe deixar os filhos seguirem suas vidas... :-( Apesar de sabermos racionalmente que esta independência só irá fazer bem para eles.
Tem feito dias ensolarados e maravilhosos por aqui. Hoje por exemplo, todas as janelas da casa estão abertas pois está bem quente. Eu não sinto muito calor mas ontem a Anabel estava se abanando aqui. Ela até fez um comentário que faz muito sentido: se tivéssemos as mesmas temperaturas aqui, que temos no Brasil, o calor seria insuportável. Isso porque aqui o sol é muito forte, muito ardido devido à pouca camada protetora de ozônio sobre a NZ e Astrália. Por isso que não dá para entender porque a Austrália não assinou o tratado de Kyoto junto com os Estados Unidos. Falando nisso um dia desses o banco promoveu uma sessão do filme "Uma verdade inconveniente" e fiquei arrepiada ao assistí-lo.
Esta semana eu finalmente terminei o planejamento da a nossa viagem para a ilha sul em 22/dez e já efetuei todas as reservas. Só para dar uma idéia: dia 22 pegamos o ferry, em cuja travessia, dependendo do tempo, poderemos ver até baleias, e vamos dormir em Nelson, passeando por várias praias que ouvimos dizer que a água não é gelada. Depois iremos para Franz Joseph e Fox Glacier onde passaremos o natal e faremos uma caminhada pelos glaciares. Seguiremos viagem passando por Wanaka, Te Anau e em Milford faremos um passeio de barco onde dizem estar as paisagens mais lindas do país. Em Queenstown passaremos o ano novo e faremos o passeio de jet boat que promete ser emocionante. A próxima cidade será Dunedin e depois Mount Cook, Lake Tekapo, Chirstchurch, Akatoa e Picton onde pegaremos o ferry de volta. Serão 14 dias de viagem e percorreremos quase 4.000km. A previsão de gastos é a seguinte: ferry: NZ$1.100; gasolina: NZ$800; acomodação em hostels e campings: NZ$1.900; comida: NZ$2.800; passeios: NZ$ 1.400. Isso vai dar uma média de NZ$1.500 por pessoa. Não vejo a hora de começarmos a fazer as malas!!! Melhor ainda é saber que quando voltar não vou ficar triste pois estarei bem perto de ir buscar meus irmãos e minha cunhada no aeroporto.
Esta semana também recebemos o nosso visto de trabalho renovado por mais dois anos, o que significa que já podemos fazer uso da saúde pública e podemos ter o plano privado de saúde que o banco oferece.
Também já ficamos sabendo quem é o nosso oficial de imigração que nos passou a informação que não temos nenhuma documentação pendente e que ele só está esperando o retorno da avaliação médica. Isso quer dizer que provavelmente teremos mais um motivo para comemorarmos daqui há algumas semanas.
Neste momento estou aqui escrevendo para vocês e o Andreas e as "crianças" estão ali fora brincando com dardos que ele comprou ontem.
Enfim, fora a saudade e os meus fracassos nos exames de motorista, vai tudo muito bem por aqui!
Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Novidades da semana
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4 comentários:
Oi Jeanine
Eu estou torcendo por vc. Fiquei feliz em ler esse seu último post. Boa Sorte no próximo teste.
"tudo vale a pena se a alma não é pequena"... tá, super clichê, mas vale igual :) Não desanima não, daqui a uns dias vc está com a carta de motorista com certeza... e quem sabe também com outras cartas, ainda melhores! Um abraço do Brasil,
Oi, Jeanine!
Eu e meu marido vamos para NZ em dezembro e passaremos dois dias em Wellington! Já que vocês estão morando aí, será que teriam algumas dicas de lugares legais na cidade?
Beijos!
Olá amiga,
Continuo a visitar-vos.Que maravilha! Faz tão bem....
Amiga não fiques triste na próxima vais conseguir com certeza passar no teu exame. É muita pressão, é normal. Quantos não se atrevem sequer a conduzir??? Vou torcer por ti.
Já cá tenho a minha filhota brasileira...regressa ao Recife a 23 de janeiro.
Um abtaço a todos,
Lena
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