Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Wellington amarelinha

Hoje a cidade de Wellington estava repleta de balões amarelos! Foi o dia da campanha de arrecadação de dinheiro para ajudar as pessoas no tratamento do câncer. Em cada esquina tinha um voluntário usando um avental amarelo e com um baldinho, arrecadando o dinheiro. A maioria dos voluntários eram simpáticas velhinhas de cabelinho branco. Ao participar, as pessoas ganhavam esta florzinha amarela, que meu ursinho está usando, para colocar na lapela. Eu acabei comprando também este ursinho muito fofo! Repare no bordado no pézinho dele.
Então hoje, eu diria que pelo menos 90% das pessoas que andavam pelo centro da cidade e mesmo dentro das empresas, usavam estava florzinha. Achei tão bonito ver as pessoas unidas por uma única e tão positiva causa.
Este movimento é necessário porque, como comentei anteriormente, infelizmente o país tem carência de médicos, especialmente oncologistas e as pessoas que precisam de tratamento precisam ir para a Austrália para receber tratamento especializado. Aliás, saiu até no jornal que a Nova Zelândia está precisando de milhares de médicos nos próximos anos. Inclusive na ilha sul um hospital foi fechado por falta destes profissionais. Nem tudo pode ser perfeito...
Olha só que bacana: o tópico que postei sobre o amigo do Julio que tinha leucemia e faleceu na semana passada motivou pelo menos 1 pessoa a doar sangue para se candidatar ao transplante de medula óssea. Esta pessoa foi a minha amada cunhada Nara que tem um coração maravilhoso e se comoveu com a história. Para quem não sabe, achar um doador compatível para o transplante de medula é algo extremamente difícil, pois a probabilidade é de 1 para 100 mil... Talvez, se mais pessoas se candidatassem como doadores, este menino poderia ter achado um doador compatível e poderia estar ainda vivo.
Para quem se interessar, o site do ministério da saúde que trata do assunto no Brasil é:

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Trabalhar no BNZ

Nunca pensei que você tão bom trabalhar em um banco. Prá começar recebi um notebook, um monitor LCD, um teclado e um mouse todos novinhos, na caixa. Os sistemas do banco são excelentes. Eles realmente gerenciam os projetos e tem uma metodologia que não é perfeita mas que é muito melhor do que as outras organizações que trabalhei aqui.
Existe uma grande preocupação com a satisfação dos empregados e os profissionais são de um nível muito bom e é evidente que todos gostam de trabalhar lá onde tudo é muito moderno incluindo os sistemas, equipamentos, telefones, metodologias, etc. Vai dar para aprender coisas de última geração trabalhando lá. Me sinto em outro mundo. Aliás, o BNZ me lembra muito a Compaq que até agora tinha sido a empresa que mais gostei de trabalhar.
Além disso, os filhos dos empregados sempre entram lá para esperar os pais numa boa, as 5h já não tem mais quase ninguém trabalhando, eles têm convênio com uma série de lojas e academias, tem programas para incentivar o cuidado com a saúde, tem até 2 dias por ano que o banco libera os empregados para prestarem trabalho voluntário.
Querem mais? Hoje às 3:30 eu fui chamada para assistir um filminho sobre o banco, mais propriamente sobre a história de alguns empregados do banco e tinha pipoca e refrigerante para todos. Às 5:30, fui convidada para integrar o time do Andreas em um Quiz que é um jogo de perguntas e respostas. Fomos à um grande salão, dentro do banco, onde os grupos ficavam sentados juntos ao redor de uma mesa e as pergutas e respostas eram projetadas em um telão. Obviamente o Andreas deu um show. O pessoal aqui de casa já até o apelidou de Google pois ele sempre tem as respostas para as perguntas mais difíceis! Durante o jogo foi servido vinho, cerveja e refrigerante e, quando eu menos esperava, chegaram umas 20 caixas de pizza! Dá para acreditar?!
Na próxima semana já recebi um convite do meu gerente para uma festinha entre os gerentes de projeto.
Claro que não está sendo fácil aprender sobre tudo que preciso: nova metodologia, novos processos, localização das pessoas, nova cultura, utilização dos softwares, até a configuração do telefone, nome das pessoas, e tudo isso em inglês! Mas creio que vai valer a pena.

Notícia excelente

Hoje temos uma notícia muito boa: o Felipe recebeu o passaporte dele com o visto renovado até maio do próximo ano!!! O que significa que o serviço de imigração acatou o meu pedido de exceção à política! O que significa também que agora o Felipe pode ficar tranquilo esperando pelo visto de residência. O que significa também que eu posso relaxar com relação a este assunto que tanto me incomodava.
Agora acabou a nossa pressa para obtermos a residência. Mais um problema resolvido. Bom motivo para abrimos um vinho e comemorarmos!

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Carteira perdida

Logo que entrei na Project Plus, eles estavam redecorando a empresa e, também que eu estava mobiliando a
minha casa, me perguntaram se eu poderia guardar alguns móveis para eles. Obviamente que respondi que sim. Só realmente não esperava que quando eu pedisse a conta eles fossem imediatamente pedir os móveis de volta. Mesmo porque são móveis bem surradinhos e eles nem tem onde colocar na empresa. Na verdade são 2 escrivaninhas, 2 cadeiras e 1 mesa de centro. Fiquei um pouco chateada pela atitude deles pois pareceu uma revanche.

De qualquer forma na semana passada compramos outros móveis para substituir estes e nem gastamos grande coisa pois compramos tudo no Trademe, site que as pessoas colocam coisas usadas para vender. Em uma escrivaninha, bem melhor que a da Project plus, pagamos 15 dólares! :-D

No sábado fomos buscar os móveis. Uma das escrivaninhas tinha uma estante junta e era um móvel grande que não cabia dentro do carro. Resultado: tivemos que colocar em cima do carro e amarrar bem. No caminho o Andreas parava a todo instante para eu conferir as cordas. E foi nestas paradas que eu perdi a carteira dele, que estava comigo.

Voltei para o bairro, parei em todos os lugares que eu lembrava que tínhamos parado e nada. Foi uma tensão pois tinha cartão de crédito, cartão do banco e outros documentos.

Acordei de madrugada lembrando que deveria cancelar os cartões de crédito. Por sorte ninguém tinha feito nenhuma compra.

Na segunda-feira o Andreas foi até a polícia central registrar a perda.

Hoje, quarta-feira, o Andreas já está com a carteira de volta, com todo o dinheiro que tinha dentro, documentos e cartões. Uma pessoa achou-a na rua e foi até a polícia para devolvê-la, como é costume aqui.

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Aranha na calcinha

Hoje eu comecei mal o dia e a semana. Ao sair do banho vi que tinha uma coisa escura na calcinha que estava secando em um trubisco de pendurar toalhas que fica na parece que é elétrico e aquece para secar mais rápido as toalhas. Fui olhar de perto e quase tive um treco! Tinha uma aranha preta, de patas grossas, peludona, toda aconchegada na minha calcinha. Sai correndo do banheiro que nem uma louca e tive que acordar o Felipe para ir lá matar a dita cuja. Fiquei traumatizada o dia todo e qualquer coisa diferente que eu sentia nas pernas ou nos braços me dava à impressão de ser a aranha. Felizmente meu herói veio ao meu socorro e matou a peluda e conseguiu salvar a calcinha, apesar de ter sido difícil fazer a aranha desgrudar .

O pior é que não é a primeira vez que isso acontece. Uma noite dessas, quando estávamos jantando, vimos uma aranha dessas passeando no meio da sala. Chegamos a batizá-la de Geórgia.

Fico pensando que é só questão de tempo até um de nós colocar um chinelo, sapato ou uma roupa com uma aranha dessas. Acho que se isso acontecer comigo vou precisar de uma ambulância, pois só de pensar já me dá ânsia de vômito.

É... viver em uma casa perto de uma colina cheia de grama tem seu preço.

Serviço de imigração da NZ - ineficiência e descaso

Eu odeio o serviço de imigração da Nova Zelândia.

E este sentimento é compartilhado com outros estrangeiros que moram aqui, mesmo os ingleses. Ficamos revoltados porque eles parecem não estar em um país com tanta escassez de mão-de-obra, pois fazem da nossa vida um inferno. As regras não são claras e eles não se importam com as nossas dificuldades. Além disso, é quase impossível conseguir uma informação sobre o status de uma aplicação.

Vejam o caso da Ana: 4 meses esperando uma resposta para receber uma negativa. Se a resposta chegasse antes, alternativas poderiam ser colocadas em prática, mas como demora tanto tempo para chegar, as alternativas ficam escassas. Agora a Ana vai aplicar, com a job offer para helpdesk, mas não sabemos se a resposta chegará antes do visto de turista vencer. Quando liguei para a imigração para entender como ficaria esta situação dela, eles me responderam que ela ficaria ilegal no país, mas que tendo uma aplicação em andamento, geralmente a imigração é mais tolerante com o caso. Só que, quando entreguei a documentação do Julio para o visto de estudante 1 dia antes de vencer, a própria moça do balcão a imigração me disse que tendo entregue a documentação e dado entrada no processo, eu poderia ficar tranqüila que ele não estaria em uma situação ilegal. Dá para entender?

No dia que ela levou a job offer lá para saber se poderia tirar o visto na hora, como nós tiramos, eles informaram que não e que levaria de 4 a 6 semanas. Mas o pior foi que ela encontrou com um amigo nosso, que ao receber esta mesma resposta, ligou para o agência de recrutamento que tinha um amigo no escritório de imigração em Auckland e que, imediatamente, enviou um fax para o escritório informando que a empresa pedia a emissão imediata do visto. Pois é, com este fax ele saiu com o visto na hora! Não parece o tal do "jeitinho brasileiro"?

O caso do Felipe é outro que me deixa muito irritada. O Felipe foi incluído na aplicação para residência, mas corre o risco de ter que voltar para o Brasil enquanto rola o processo porque o visto de turista dele vai vencer no próximo mês e pela política de imigração não pode ser renovado mais uma vez. Então, seguindo instruções da imigração, entreguei um pedido de exceção à política. Pois bem, na sexta a guria que eu achei que era a nossa oficial me mandou um email dizendo que não sabe do que se trata esta exceção à política, que ela não poderia ajudar a acelerar o processo e que a nossa aplicação iria ser processada normalmente (leia-se: empilhada com as outras por ordem de chegada) e quando o oficial fosse designado aí sim eu poderia conversar com ele. Inacreditável!!! Eles querem os skilled workers mas não fazem o menor esforço para ajudar estas pessoas a ficarem com a família no país. Talvez me forcem a ter que mandá-lo de volta para o Brasil só por causa da lentidão e incompetência deste serviço no país.

Mas o pior de tudo é que nós não podemos fazer absolutamente nada. Temos que ficar nas mãos destas pessoas que determinam o nosso destino.

Então agora vamos ficar nesta agonia até recebermos as próximas notícias. A sorte foi lançada e dependemos do bom humor de quem pegar o nosso processo. Dependendo do resultado, a Ana e/ou o Felipe terão que passar uma temporada no Brasil.

A dor da perda de um amigo

Na sexta-feira passada tivemos uma notícia muito triste. Um amigo do Julio, de 16 anos, faleceu. Ele estava com leucemia e tinha passado vários dias no hospital. Mas na semana passada o Julio ficou feliz pois conversou com ele pelo MSN e ele tinha voltado para casa. Ele ainda estava certo de que conseguiria um transplante de medula.

O Julio ficou arrasado e incrédulo. Inspirado na dor da perda, ele compôs uma música para o amigo André Alves Machado, cujo apelido era Fuh.

A letra diz o seguinte:

I cry for an angel that would make him come back to life
I'd sell all my duties just to see once again his smile

I don't know what he've done to deserve this tragedy
Now my friend is just gone so are the words he said to me

I'm screaming inside
Please come back to life
I just can't live apart
Without your beatiful heart

What about the things you still had to do
What about our planning to make a barbecue

All that is just now gone with the air
And you are going to understand if you are up there

I'm screaming inside
Please come back to life
I just can't live apart
Without your beatiful heart

You, we are all gonna miss
So please Fuh, rest in peace.

Quem quiser conferir:




Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Ap mobiliado para alugar no centro de Wellington com garagem

As flatemates de um casal amigo, nosso gente finíssima por sinal, estão saindo no começo de setembro, então a Katarina pediu para eu dar uma força e anunciar aqui.
O quarto é para 2 pessoas e custa R$200 por semana (100 para cada) . Esse quarto pode ser para um casal, duas pessoas que queiram dividir o mesmo quarto para baratear custos ou até mesmo, uma só disposta a pagar sozinha o preço total do quarto.
O quarto é totalmente mobiliado e tem a opçao de duas camas de solteiro já com colchões ou um colchão de casal.Se alguém se interessar pode ligar para a Katarina, telefone (04 4738143). O apartamento tem geladeira, fogão, microondas, tv, lavadora e secadora de roupas, aquecedores nos quartos, telefone e internet broadband e até 1 vaga de garagem.

Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

BNZ

Pois é, esta semana comecei a trabalhar meu emprego novo e estou adorando. Incrível mas me senti muito mais "em casa" do que no outro cuja empresa era bem pequena. Provavelmente porque passei 5 anos na minha vida trabalhando na Compaq e HP que eram empresas grandes também.

O pessoal parece ser muito legal e todos foram muito receptivos comigo. Ganhei um notebook novinho, na caixa, super fininho e que posso tirar do banco quando precisar trabalhar em casa.

O meu chefe também é super tranquilo. Perguntei a ele qual era o horário de trabalho e ele disse que desde que eu trabalhe as 7.5 horas por dia, eu tenho flexibilidade para fazer o meu horário. Que maravilha pois assim posso só levantar da cama quando já é dia pois se tem algo que me deixa de mal humor é quando tenho que sair da cama ainda no escuro!

Na Project Plus, apesar de ser uma empresa pequena o dono era super exigente e não dava a menor flexibilidade para horários e trabalhar em casa nem pensar. Detesto "micro-management", sabe esta coisa ridícula de ficar controlando as nossas atividades, horário de almoço, entrada e saída, arghhhhhh....

Outra vantagem é que no BNZ a sexta-feira é casual day o que significa que posso ir bem à vontade, de tênis, calça jeans e moletom.

Então, até agora, só teve saldo positivo.

Meu Gato Gordo

Meu pai me enviou umas fotos do meu gato, chamado Gatogordo, e eu não resisti... tive que publicá-las aqui. Vejam se não é maravilhosamente fofo! Por que será que achamos lindo os bichos bem gordos e a mesma regra não se aplica aos seres humanos?!

Que saudade do meu foto... Pena que para trazer para cá custaria mais de mil dólares para a quarentena exigida pelo governo neozelandes, fora a passagem aérea. Infelizmente isso é totalmente inviável financeiramente.


Sábado, 18 de Agosto de 2007

Passeio de trem

Ontem meu dia foi mais tranquilo. Depois de sair da reunião da Onslow, fui para Karori em um salão que uma amiga russa me recomendou para cortar e pintar meu cabelo.

Como eu já estava em Johnsonville, peguei o trem para o centro. Foi um passeio bem agradável. Esta primeira foto mostra o trem por dentro.
Quanto mais passeio pela cidade mais verde eu vejo. Esta foto eu tirei de dentro do trem. Acho que vocês não conseguem enxergar mas tem um rio passando lá embaixo e até na foto aparece uma ponte mas que tá bem difícil de ver :-(
Nesta região tem uma trilha para caminhada. Deve ser muito bonito o percurso.
Aqui a estação de trem por dentro. Tem até um mercado New World, uma entrada para a Victoria University e um café bem legal onde tomei meu tradicional moccachino.


Não vou recomendar o cabelereiro, que por sinal é francês, porque não gostei do trabalho dele. Agora virei morena... :-(

Boa nova :-D

Pois é, depois de toda choradeira que eu fiz na prefeitura sobre a situação da Pimentinha, um colega se sensibilizou e me passou o contato para uma vaga de helpdesk. Passei a informação para a Ana mas ela se recusou a ligar argumentando que não ia adiantar, não ia dar em nada, etc, etc. Dei uma bronca nela dizendo que mesmo achando que a chance de conseguir um job offer ligando para lá seria baixa, ainda assim seria maior que não ligando. Mas ainda assim ela não quis tentar.

Pois bem, como eu não estava com este espírito de derrota, no dia seguinte liguei lá, conversei com a mulher e enviei o curriculum da nossa Pimenta. Como eu já comentei, no mesmo dia marcaram a entrevista.

Esta semana ela foi lá e fez bonito! Resultado: hoje o meu colega da prefeitura me ligou para me dizer que ela foi selecionada e vão dar o job offer para ela.

Faz tempo que eu não via a Pimentinha tão animada! Contou a mesma história sobre o que falou na entrevista umas 4 vezes, chorou, ficou mais estabanada do que nunca, me abraçou agradecendo, etc, etc.

Vamos torcer agora que com este job offer ela finalmente consiga o visto!!!

Esta situação me fez lembrar uma outra que aconteceu há muito tempo atrás na minha vida. Eu trabalhava no CPD da universidade de Ponta Grossa, tinha sido recém aprovada como programadora e soube de um concurso que iria ocorrer na Telepar para uma vaga de Analista de Sistemas. Comentei com a minha mãe, que me incentivou a prestar o concurso. No último dia de inscrição ela veio me perguntar se eu tinha me inscrito. Eu, ainda meio zumbi com o na época chorão do Julio no meu colo (ele devia ter uns 4 meses de idade), que não me deixava dormir, disse que seria perda de tempo já que todos os meus colegas do CPD iriam fazer o concurso e a maioria deles já era analista de sistemas há mais de 5 anos. Falei que até meu coordenador e a minha gerente iriam fazer o concurso portanto eu não teria a menor chance. Minha mãe me perturbou para ir lá fazer. Ela ficou com o chorão enquanto eu datilografava na maior pressa o meu CV. Errei um montão e tive que corrigir com errorex. Cheguei na Telepar uns minutos depois do horário e implorei que aceitassem a minha inscrição. Alguns meses depois recebi a notícia que de todos os meus colegas, só eu e meu coordenador havíamos passado no concurso. Nem mesmo a minha gerente passou.

Pois bem, esta decisão de pelo menos tentar, mesmo que em cima da hora e devido à pressão da minha mãe, determinou tudo que aconteceu em diante na minha carreira. Sei lá onde eu estaria se não a tivesse ouvido. Isso me fez acreditar que por menor que sejam as chances, temos sempre que acreditar na possibilidade e jamais deixar de ir à luta.

Mais uma vez, obrigada Mãe!

Fotos da Onslow

Aproveitei a ida na escola para a conversa com o Peter para tirar umas fotos de lá. Confiram abaixo e não esqueçam que é uma escola PÚBLICA e portanto GRATUITA:
Dêem uma olhada no mapa da escola:




Área do break:


Estacionamento:
Campo para esportes:

Onslow - Orientação vocacional

Conforme comentei no outro post, eu agendei uma conversa com um professor da Onslow chamado Peter, responsável por dar orientação vocacional aos alunos. Ele é o que eles chamam de career advisor. Confesso que fiquei impressionada, principalmente pelo fato de estarmos falando de uma escola pública.

Cheguei na escola e o Julio já estava me esperando. O Peter nos levou para a sala dele e iniciou a conversa nos explicando com o sistema NCEA funciona. Ele disse que as matérias núcleo são matemática, ciências e inglês. Se você exclue uma delas da lista de matérias que vai estudar, estará também excluindo possibilidades de carreira. Por exemplo, se excluir ciências, não terá os créditos para fazer graduação na área de saúde. A vantagem é que isso vai também melhor definindo a sua carreira. Ele também disse que na verdade, depois dos 20 anos, qualquer kiwi/residente pode estudar em qualquer curso que quiser nas universidades. O problema é que o primeiro ano da facultade é um filtro e vai eliminar os alunos menos preparados. Sendo assim, se você não tiver a base adquirida no segundo grau, dificilmente terá a base necessária para sobreviver na faculdade até o segundo ano.


Então ele fez algumas perguntas para o Julio para tentar entender as áreas de interesse dele. Obviamente não conseguiu muitas respostas pois o Julio não sabe ainda o que quer da vida. A única coisa que ficou clara é que o Julio gosta de computadores. Se baseando nisso ele começou a falar sobre os cursos de computação mas eu comentei com ele que achava que este interesse do Julio era simplesmente pelo fato do Julio adorar ficar jogando e acessando a Internet. Papo vai, papo vem, considerando oa tendência artística que o Julio tem, associado ao gosto por computadores, chegamos à conclusão que talvez o Julio deva escolher as matérias visando fazer uma universidade na área de Design gráfico.

Assim, o Peter apresentou os folders deste curso das melhores universidades do país, a Victoria e a Massey. Novamente fiquei impressionada com a qualidade do material.

Depois disso, nos baseando nesta idéia de carreira, ele ajudou o Julio a escolher as matérias para o próximo ano. Ele perguntou quais as matérias que o Julio definitivamente queria manter para o próximo ano. O Julio respondeu que queria manter drama (teatro) e computação. Ele explicou que tanto drama quanto música não garantem uma carreira e dependem da sorte de cada um. Disse que conversou com o professor de drama, que valoriza prá caramba a atuação do Julio, e que ele recomendou que o Julio continue a atuar, procure grupos alternativos mas que também invista em uma carreira que possa garantir o futuro financeiro dele. Achei bem coerente.
O Peter recomendou que o Julio fizesse as seguintes matérias: matemática para estatística, computação e design. O único problema é que como este ano o Julio não fez design, no próximo ano ele teria que começar no nível 1, que normalmente teria sido feito neste ano e não vai poder fazer o nível 3. Mas mesmo assim ele já terá uma boa base. As outras matérias que o Julio escolheu foram teatro e espanhol.

Fiquei um pouco triste pelo fato do Julio ter desistido de música. Conversei bastante com ele que me confessou se sentir desconfortável nestas aulas por não ter a base da teoria musical. Tenho certeza de que se ele se esforçasse um pouquinho tiraria isso de letra. Mas acho que o Julio quer mesmo tocar do jeito dele e as músicas que ele gosta. Hoje mesmo ele estava compondo uma música nova. E agora todas elas são em inglês.

Bem, acho que a super mãe aqui deu o encaminhamento que tinha que dar. Agora só depende do Julio aproveitar bem as oportunidades!

Autenticação de documentos

Olha só uma dica legal que a minha amiga Lesith me deu: podemos autenticar documentos gratuitamente no 6o. andar do prédio da "Justice Court" que fica na Balance St, quase esquina com a Lambton Quay. Basta levar as cópias dos documentos e o original, obviamente.

Bad day

Ontem e hoje estou de folga antes de começar no meu novo trabalho. Mas nem deu para sentir que eu estava de folga já que fiquei a maioria do tempo atrás da papelada da imigração.
Mas ontem especialmente foi um daqueles dias que você chega a conclusão de que não deveria ter saído da cama.

1. Amex
Tudo começou ainda na madrugada quando, após receber um email do meu pai informando que recebeu uma carta do cartão American Express informando que estava mandando meu nome para o Serasa, entrei em contato com a central de atendimento do Amex.

A história é a seguinte: em dezembro do ano passado eu liguei para eles para pedir uma tranferência do cartão para a NZ. A transferência foi feita e o meu cartão foi cancelado no Brasil. Como eu tinha compras parceladas (as passagens aéreas) eles me informaram que eu poderia continuar pagando em parcelas fazendo um depósito identificado em uma conta que eles me informaram. Entrei em contato com a gerente do meu banco todos os meses pedindo a ela para efetuar o tal do depósito.

Então, como efetuamos os depósitos todos os meses, fiquei surpresa com a dita carta e por isso liguei para eles que me informaram que o processo estava com uma empresa de cobrança para quem tive que ligar a seguir. Esta empresa me informou que eu poderia desconsiderar a dita carta e que eu só tinha pendente depósitos ainda a vencer. Voltei a ligar para a Amex passando esta informação. A guria do Amex disse que ela não tinha mais nenhuma informação sobre a minha dívida visto que eu tinha feito uma acordo com a empresa de cobrança. Eu falei que NUNCA tinha feito nenhum acordo com a empresa de cobrança e que o único acordo que fiz foi com a Amex. Ela teve a coragem de me dizer que não constava nenhum registro de nenhum acordo que eu teria feito com a Amex e que por atrasos de pagamento eles encaminharam para a empresa de cobrança.

Vocês podem imaginar a minha revolta. Fiquei louca da vida, quase mordi o telefone ao ouvir aquela guria falando comigo deste jeito. Eu poderia nunca mais ter pago a dívida visto que estou em outro país mas, com muito esforço, fiz questão de honrar meu compromisso e eles fazem isso???!!! Depois de me esgoelar no telefone e ficar ouvindo uma "máquina" estúpida do outro lado da linha, desliguei o telefone.

Depois disso voltei a ligar para a empresa de cobrança pois percebi uma divergência nos valores. Aí a mulher me disse que se eu pagasse as duas parcelas que faltavam ela me daria um desconto de quase R$500!!! Isso em uma conta de R$3000.

Conclusão: no Brasil é melhor deixar de ser besta e ficar fazendo esforço para pagar as contas em dia. É mais negócio deixar as contas vencerem, irem para uma empresa de cobrança e deixar eles se incomodarem em ir atrás de você. E no final das contas você ainda ganha um puta desconto que não ganharia se pagasse em dia...

2. Computador travou
Depois de ter ficado até às 2 da madrugada quase mordendo o telefone, acordei bem mau humorada. Fui pagar uma conta do Bradesco antes de sair e quando estava finalizando o computador travou.

3. Estacionamento em local não permitido
Fui ao centro de carro e quase entrei em uma contramão de uma rua movimentada. Cheguei na clínica fazer a reconsulta para pegar os resultados dos exames e depois de ficar dando voltinhas, estacionei o carro atrás da clínica de onde tive que tirar pois não era permitido.

4. Exame esquecido
O Andreas e eu fizemos a consulta e esperávamos trazer também o resultados dos meninos. Acontece que esqueci de levar os formulários do Julio para o médico assinar...

5. Outras
Saímos da clínica e colocamos o carro em um estacionamento e fui caminhando resolver as pendências. Esqueci o celular no carro... Fui na biblioteca pegar um livro e não estava lá. Fui tirar cópias autenticadas e descobri que tinha que levar as cópias juntas.

6. Cone suicida
Ao sair do estacionamento ouvi um barulho no carro super estranho. Fiquei apavorada. Saí do carro e vi que eu estava levando um cone embaixo do carro que passei por cima... Tive que pedir ajuda do cara do estacionamento para tirar a droga do cone. Puts que vergonha.

Depois de tudo isso resolvi voltar logo para casa antes que alguma coisa pior acontecesse...;-(

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Contador de acessos

Dia 14 de maio deste ano, por curiosidade, eu resolvi colocar um contador de acesso no meu blog e fiquei impressionada com a quantidade de acessos: de lá para cá foram mais de 10.000 acessos, o que significa uma média de mais de 100 acessos por dia. Uau! Parece que a nossa vida na Nova Zelândia tem despertado o interesse de muita gente.

Rotina de sábado

Todos os sábados nós temos já temos uma rotina: vamos levar o Julio para o futebol, que ultimamente temos assistido embaixo de um guarda-chuva, depois vamos até Petone pegar água mineral em uma fonte que fica no meio do centrinho do bairro. A seguir vamos ao mercado Pack'n save e depois voltamos para casa.



Neste sábado aproveitamos a ida para Petone para darmos um pulo em Lower Hutt e ficamos impressionados com o parque, meio escondido que encontramos por lá. Aliás, o que não falta aqui nesta cidade são estes parques.





Abaixo um parquinho bem simples e rústico mas do tipo que eu adoraria brincar se ainda fosse criança.
Infelizmente o campo inteiro de futebol, aliás os campos de futebol, não couberam na foto. Fico impressionada com o tamanho destas áreas de esportes que eles tem por aqui e que geralmente estão ocupadas com a criançada jogando.


Avaliação do Julio

Na semana passada eu recebi um email da professora responsável pelo Julio, a Fatemeh, me dizendo que esta semana ocorreria uma reunião dos pais com os professores e se eu quisesse conversar com algum deles, o Julio deveria agendar um tempo para mim com os professores.

Ontem eu liguei para o Julio para saber os horários que ele tinha conseguido para mim e ele me disse que agendou com 3 professores: o de matemática, a de ciências e com a própria Fatemeh, que é de computação. Ele só me deu o sobrenome do professor de matemática e não lembrava do nome da professora de ciências.

Cheguei lá e os professores estavam em mesinhas em um grande pavilhão. Tinha até um mapinha com o nome deles indicando onde estariam. O problema era que eu não sabia o primeiro nome deles... Depois de ficar que nem uma barata tonta perdida por lá, um professor veio me salvar. Perguntei se todos aqueles professores eram do ano 11 e ele confirmou. Perguntei então qual era o de matemática. Bem, ele me disse, tem 4 que são de matemática. Ai meu Deus! Bem, tivemos que consultar o computador para descobrir os nomes.

O professor de matemática me disse que o Julio é brilhante mas, que apesar de não ter as habilidades necessárias, ele foi mal na última prova por falta de atenção na aula. Perguntei se o idioma poderia estar dificultando as coisas e ele fez uma cara de espanto e disse que de jeito nenhum. Ele também comentou que ficou feliz que esta semana o Julio o procurou pedindo ajuda e que hoje seria a prova final. Bem, o Julio já a fez e foi muito bem.

A professora de ciências me disse que é um prazer ter o Julio na turma dela, que ele é muito caloroso, alegre e que é mais maduro que a maioria dos alunos. Ela recomendou um livro para ajudar o Julio já que a matéria é bem difícil e hoje eu comprei o dito cujo. Realmente tenho que concordar com ela, é difícil mesmo. O livro inclui física, química (arghhh) e biologia. Descobri que o método de ensino aqui é todo baseado no National Certificate of Educational Achievement (NCEA), que publica os livros de todas as matérias, inclusive as não tradiconais como drama, agricultura e espanhol.

A professora de música fez mil elogios à performance do Julio como cantor. Ela disse que ficou impressionada quando ouviu ele cantando. Mas também recomendou que ele se esforce mais para aprender melhor a parte teórica da matéria.

Quando conversei com a Fatemeh falei que quem estava precisando de suporte era eu pois estava perdida na metodologia de ensino deles. Ela me recomendou uma apostila para eu ler. Ela comentou comigo que o Julio precisará entregar até a próxima sexta-feira as matérias que ele escolheu para o próximo ano. O problema é que ele não escolheu. Ou melhor, ele escolheu, mas eu não tenho certeza se são as melhores opções. No próximo ano a única matéria obrigatória é inglês e as outras 5 que ele escolheu são: teatro, música, computação, espanhol e, por pressão minha, educação física (na verdade educação física inclui uma parte teórica de estudo do corpo humano). Sugeri educação física para ver se isso desperta o interesse do Julio por esportes. Mas eu fico pensando, e as outras matérias??!! Não seria importante ele estudar geografia, matemática, fisica, etc? Bem, comentei o meu dilema com a professora e ela sugeriu que eu agendasse um horário com o "career advisor", isto é, o professor que ajuda vocacional aos alunos. O nome dele é Peter e já agendei um horário com ele para sexta-feira. Achei isso bem bacana.


Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Último dia no Wellington City Council

Amanhã será meu último dia trabalhando na Prefeitura de Wellington. Na quinta e na sexta ficarei de folga e na segunda já começo no BNZ. Posso dizer que guardarei ótimas lembranças destes 3 meses que passei no WCC gerenciando um projeto chamado EDRMS (Eletronic documents and records management system). Nós tínhamos a nossa sala dedicada ao projeto onde eu ficava com a minha equipe.


Abaixo a Desna, especialista em Records, além de ser compositora e cantora na Nova Zelândia. A Desna sempre me ajudou a escrever emails de comunicação mais animados para enviar para a organização. Ela sempre se esforçava bastante para pronunciar meu nome corretamente, o que não é fácil para eles. Todos os dias quando chego no trabalho sou recebida com um Bom dia, em português mesmo, pois ela adora aprender palavras no meu idioma.Aqui a querida Paula, especialista no sistema EDRMS, inclusive com mestrado na área, que veio da Inglaterra com toda família. Aliás ela tem um filho com o mesmo nome que o meu, pelo menos na pronúncia: Philip. A Paula é uma simpatia só e sempre me deu a maior força, principalmente nos emails que eu precisava mandar para a imigração. Todos os dias ela sempre me enviava um email de piadinhas do Dilbert ou outras para começarmos o dia rindo.Esta é a Kym, business analyst, super competente. Muita gente considera ela muito franca e direta e até se sentem amedrontados com o temperamento forte dela, mas nós duas nos demos sempre muito bem. Ela faz degustação de vinhos em uma loja onde também trabalha e é especialista no assunto. Estando aqui tão longe de muitas pessoas que amo, como é bom ter todo este carinho e estar conquistando novas amizades. Vou sentir muita falta deste pessoal... :-(

Tirei esta foto de um cartaz que tem dentro da prefeitura. Obviamente é da cidade de Wellington na virada de ano.

O andar onde eu trabalhava:

A recepção no térreo:

Assim estou finalizando esta fase que trabalhei como consultora da Project Plus. Apesar de não ter gostado de trabalhar no IRD, a experiência na prefeitura foi muito gratificante, principalmente por causa das pessoas que conheci. Como sempre o que importa mesmo e o que fica depois de um trabalho desses, são as pessoas que conquistamos e que nos conquistaram.







Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Convite formal para residência

Depois de 6 semanas de angústia, finalmente recebemos o nosso convite formal para a residência. E francamente foi uma decepção pois eu imaginava que depois deste tempo todo nós receberíamos uma documentação padronizada informando exatamente quais documentos precisaríamos apresentar e o que recebemos foi praticamente uma documentação padrão listando os documentos que todas as pessoas precisam apresentar:
- Certificado de antecedentes criminais dos países onde se viveu por mais de 1 ano e dos países que se tem cidadania. Neste caso o Andreas teve que ir atrás do certificado de antecedentes da Alemanha já que, apesar dele ter vivido por lá até os 6 meses de idade, é o país que ele tem cidadania. Achamos mais prático providenciarmos este certificado do que provarmos que ele nunca viveu como adulto na Alemanha. Estamos entregando os atestados da Justiça Federal que pode se obter pela Internet, apesar de no site da imigração eles estarem pedindo da Secretaria de Segurança Pública. Para o visto de trabalho nós já tínhamos fornecido o da Justiça Federal e não tivemos problemas. Obviamente precisamos enviar os atestados para tradução. Temos feito toda a tradução aqui com a nossa amiga brasileira chamada Lesith que é tradutora juramentada e nos cobra um valor muito mais justo do que outros lugares.
- Diploma e reconhecimento do mesmo pelo NZQA
- Certidões de nascimento da família toda
- Comprovante do conhecimento do idioma: estaremos apresentando uma carta dos nossos empregadores aqui na NZ, já que estamos trabalhando há praticamente 1 ano como skilled workers
- Comprovantes de experiência profissional através de cartas de ex-empregadores ou carteira profissional
- Exames médicos, exame de sangue e raio-x: conseguimos achar uma clínica que cobra NZ$100 pela consulta o que é barato considerando que outras cobram mais de NZ$200; o exame de sangue variou entre NZ$120 e 150; o raio-x foi NZ$95.
- Evidências de que eu e o Andreas vivemos juntos há mais de 1 ano
Além disso, enquanto esperamos pela residência que pode levar até 8 meses, nós teremos que renovar os vistos de trabalho e o de estudante do Julio. Pouco importa se a demora é deles. Nós que pagamos literalmente por isso. A carta que veio da imigração foi bem clara. O que nos preocupa agora é a situação do Felipe e da Ana:
- Apesar de termos incluído o Felipe na nossa aplicação, o visto de turista dele vence no próximo mês e pela política do serviço de imigração não pode ser renovado pois o período máximo permitido para turistas brasileiros é de 9 meses. Como o processo de imigração pode levar até 8 meses, estamos em pânico. Além disso o Felipe nem pode tentar conseguir visto de trabalho pois se estiver trabalhando não poderia ser incluído como dependente. Então só existem 2 possíveis soluções: pedir a extenção do visto de turista como uma exceção à política, considerando que ele está no processo de residência OU gastar mil dólares por mês para matriculá-lo em um curso e assim ele poder tirar o visto de estudante enquanto aguarda o de residência. Vamos torcer que o nosso pedido de extenção seja aprovado.
- A situação da Pimentinha é ainda mais complicada: ela só terá direito ao visto de residência se depois de viver um relacionamento conjugal estável com o Felipe por mais de 1 ano. A boa notícia é que, através dos meus colegas da prefeitura, fiquei sabendo sobre uma vaga para Help Desk e enviei o curriculum dela. Na quarta-feira ela fará a entrevista. Vamos torcer que o serviço de imigração aceite esta proposta de trabalho como dentro da área de skilled worker. Me parte o coração ver ela chorando, morrendo de medo de ter que voltar para o Brasil.
Muitas pessoas me perguntam porque nós nos preocupamos tanto em garantir que eles fiquem aqui legalmente já que é muito comum que muitos brasileiros fiquem trabalhando ilegalmente em outros países. Acontece que se eles ficarem nem que seja 1 dia ilegalmente aqui, nunca mais eles poderiam regularizar a situação. Quer dizer, não poderiam fazer uso do sistema de saúde, nunca poderiam estudar por um preço razoável, sempre teriam que trabalhar em sub-empregos. E não é isso que queremos para eles.
Então, vamos passar mais um tempo nesta agonia procurando ajeitar a situação de todo mundo para podermos viver mais tranquilos aqui no nosso novo mundo.

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

A invasão do Brasil

Vale a pena conferir para relaxar, mesmo sendo rindo das nossas próprias desgraças...
http://www.youtube.com/watch?v=JffmWtjxVq8

Coisas da Nova Zelândia

1. Briga no transito:

O Felipe presenciou uma briga no mínimo interessante aqui em Wellington. Foi em uma batida de 3 carros: o primeiro tinha um velhinho kiwi de motorista, o segundo tinha 2 garotas kiwis loirinhas e o terceiro tinha 2 garotas maoris. Pois bem, os 3 grupos começaram a discutir e no climax da discussão uma maori falou para o velhinho kiwi, fazendo aquele conhecido gesto de vá tomar naquele lugar, que ele deveria voltar para o país dele. E ele, tristonho, disse que este era o país dele.
Isso representa muito bem a “mágoa” que os maoris têm e a idéia de que os “brancos” tomaram o país deles. Nem quero entrar neste mérito, mas o fato é que apesar do governo ter uma política protecionista com relação aos maoris, eles continuam sendo os principais representantes das classes mais pobres do país. Na minha opinião eles continuam nesta situação por opção, afinal as escolas aqui são gratuitas até o 2º. Grau e para os maoris, até as universidades são de graça.
Apesar disso eles também representam a violência aqui no país. A útima notícia foi de um padrasto de 17 anos que colocou uma criança de 3 anos na secadora de roupas. No momento a criança está quase morrendo na UTI de um hospital. Aliás a violência infantil foi assunto de primeira página de um jornal aqui e o comentário de um líder de comunidade foi que é necessário parar de fingir que estes casos de abusos infantis não são um problema maori. Ele ainda comenta que dentro da tradição maori é costume esconder entre eles estes casos de violência. E eles pedem desesperadamente que as pessoas denunciem casos de violência contra crianças.

2. Deficiente na vaga de deficiente:
A Ana e o Julio assistiram uma cena que consideraram inédita na vida deles: viram uma pessoa estacionando em uma vaga para deficiente que era realmente deficiente! E o cara, que estava sozinho, após estacionar, colocou a cadeira de rodas no chão, saiu do carro, sentou na cadeira e foi às compras!

3. Trocando compras:
A Ana nos contou que um dia desses uma senhora foi ao mercado e gastou mais de 100 dólares em carnes. Mais tarde ela voltou e disse que tinha mudado de idéia com relação à receita que ela iria fazer aquele dia e agora ela não precisaria mais de uma determinada carne e pediu para trocá-la por frango. O gerente do mercado instruiu a garota do caixa a trocar a carne e, caso fosse mais cara que o frango, ela deveria devolver o dinheiro para a cliente.
Outra situação semelhante ocorreu quando uma outra cliente foi ao mercado pedir para trocar uma tábua de carne que ela tinha comprado há alguns meses atrás, e inclusive tinha perdido a nota fiscal, mas só agora tinha percebido que estava rachada. A tábua foi trocada sem problemas.
Mais uma: uma cliente depois de uma meia hora voltou ao mercado para dizer para a garota do caixa que provavelmente ela teria dado 15 dólares a mais de troco para ela. A cliente perguntou se teria como confirmar na hora e como eles responderam que não, a cliente pediu que eles anotassem o nome e telefone dela para entrarem em contato caso esta diferença de 15 dólares fosse constatada ao final do dia.

Julio na cozinha

Esta história eu preciso compartilhar com vocês.

Com todos nós aqui nunca temos um bom almoço, a nossa principal refeição tem sido o jantar. Um dia desses, eu ainda estava no trabalho, estava frio prá caramba, e eu decidi fazer uma sopinha de feijão. Liguei para casa e pedi ao Julio para colocar 3 xícaras de feijão de molho. Pedi também que ele lavasse bem antes de colocar de molho.

Pois bem, ao chegar em casa, descobri que o Julio havia pego 3 diferentes xícaras e colocado em cada uma delas as porções de feijão de molho. Depois que eu me conformei com a idéia da confusão na interpretação da mensagem, eu perguntei se ao menos ele tinha entendido que era para lavar bem o feijão. E ele respondeu: “O feijão? Eu pensei que era para lavar bem as xícaras...”

Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Certificação ICDL obtida pelo Julio


Como eu já tinha comentado com vocês, uma das matérias alternativas que o Julio escolheu na escola foi informática. Achei estas aulas bem interessantes pois o aluno, com apoio do professor, estuda para tirar uma certificação chamada ICDL, que significa International Computer Driving Licence, e é internacionalmente reconhecida para demostrar a competência em informática. Ele passou nos 7 exames com sucesso e vai receber a certificação em breve. Agora já pode até trabalhar na área aqui na NZ...;-)

Esta semana ele iniciou um módulo avançado de construção de páginas WEB na Internet. Está todo empolgado com o assunto e ontem ficou até tarde construindo a página dele.

Ele também já recebeu, ainda em Julho, um guia com as disciplinas para o próximo ano. Teremos que sentar e conversar a respeito e dar todo o apoio que ele precisa para fazer as melhores opções.

Nas horas livres, fora jogar pela Internet e praticar violão, o Julio estava assistindo a um desenho japonês chamado Death Notes. Ele adorou e nos convidou para assistir com ele e nós também gostamos! Quem não tem novela da Globo assiste desenho japonês... (risos)

O mais legal não é o desenho mas a interação que isso cria entre nós quando começamos a discutir sobre a trama toda dos personagens.

Isso me faz lembrar que quando nos mudamos para Curitiba eu decidi tirar a TV da sala para estimular o diálogo. Depois de um tempo percebi que o que aconteceu foi que cada um ia para seu quarto assistir TV sozinho. Voltei a TV para a sala e percebi que desta forma nós passávamos muito mais tempo juntos inclusive assistindo programas que não seriam a nossa primeira opção, mas só para estar ali juntos.

Sendo bem honesta eu sinto falta daquele momento de descontração quando até o Andreas e o Julio assistiam novela comigo. Todo o dias às 9h nós tínhamos aquele compromisso de sentarmos na sala para acompanharmos o próximo capítulo. E durante os comerciais ficavávamos batendo papo e tentando adivinhar o que estaria para acontecer. Eu não entendo o preconceito que existe com relação às novelas que representam uma mania bem brasileira e que não fazem mal nenhum.

Infelizmente aqui na NZ as novelas são “inassistíveis” de tão ruim que são. Aliás, os nossos canais brasileiros, principalmente a rede Globo, dão de 10 a 0 em qualquer um dos 4 canais daqui com relação à qualidade de produção. O Douglas e o Guilherme nos deram uma dica sobre um programinha que baixamos da Internet e através do qual podemos assistir a Globo Internacional, http://www.sopcast.org, mas infelizmente os horários das novelas não nos permitem acompanhá-las.