Ontem nós assistimos o filme “O ano em que meus pais saíram de férias” e eu fiquei comovida. O filme é simples mas muito bem feito, os atores são excelentes, mas o que mais me impressionou foi a história, que ocorre nos anos 70, na época da Copa do Mundo e no auge da ditadura militar. A história é vista através dos olhos de um garoto de 12 anos, o que deixa o filme leve e cativante, e a abordagem sobre o terror que ocorreu no Brasil aparece de maneira sutil.
No filme os brasileiros, mais uma vez, ingenuamente, têm sua atenção desviada para um assunto banal, futebol, enquanto a polícia persegue, prende e tortura pessoas comuns, acusadas de serem comunistas.
Esta postura dos brasileiros se ocuparem de tolices como o carnaval e futebol, enquanto a situação do país piora a cada dia, me frustra demais. Nunca é o momento para agir porque o carnaval está chegando, porque os jogos do campeonato estadual de futebol estão acontecendo, depois vem o campeonato nacional, carnaval, copa do mundo, etc. Muitos alegam que o coitado do povo brasileiro precisa destas alegrias para compensar tantos problemas. Eu não consigo ver as coisas desta forma. Talvez se a responsabilidade viesse antes do lazer, estes momentos de alegria não seriam ocasionais, poderiam ser uma constante.
Vou contar um segredo aqui. Na copa do mundo passada, eu torci para o Brasil perder. Podem me criticar o quanto quiserem. Prá começar porque deixei de acreditar na seriedade da copa do mundo depois daquela palhaçada da copa de 98 quando os brasileiros claramente entregaram o jogo para a França. Mas eu realmente torci pela derrota do time de futebol, porque tinha uma esperança ingênua de que se o Brasil perdesse, quem sabe isso fosse um balde de água fria para as pessoas acordarem para o que acontece no país e começassem a se unir e agir. Infelizmente são tão poucos os brasileiros interessados em conversar sobre o que realmente precisa ser conversado. Enquanto ainda morava no Brasil, sempre fui rotulada de chata e encrenqueira por querer abordar este tipo de assunto. Cada um só se preocupa com a sua vidinha e acha que as desgraças só acontecem na vida dos outros.
Enquanto isso o céu está caindo, ou melhor, os aviões estão caindo, o Rio de Janeiro vive uma guerra civil, a violência cresce a galope até nas cidades do interior do país, os salários da classe média estão cada vez piores, e a corrupção continua ocorrendo a todo vapor consumindo o dinheiro que poderia ser investido para melhorar o país.
É uma pena.
Mas de qualquer forma o filme, sem dúvida, merece ser visto.
Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
O ano em que meus pais saíram de férias
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
Enquanto isso, no Brasil...
No final do ano alguns brasileiros que moram aqui em Wellington e fazem parte da nossa turma, foram para o Brasil passar o Natal e ano novo com a família.
Um deles sofreu uma tentativa de assalto em Porto Alegre e levou um tiro no ombro. Por sorte foi de raspão e ele já está de volta sem nenhuma consequência além da cicatriz.
Outro presenciou uma ladrão de carros ser assassinado na frente da casa dele, em Belo Horizonte, quando o dono do carro reagiu ao assalto.
Outras pessoas me escreveram dizendo que agora vêm o Brasil com outros olhos e que podem perceber o quanto tudo está feio, barulhento, desorganizado e perigoso.
O Andreas disse que quando chegou no aeroporto de Guarulhos teve a sensação de ter chegado a um país da África, como vemos nos filmes e noticiários, tamanha a desorganização...
Coisas da Nova Zelândia
Além da situação inusitada que eu comentei no outro tópico dos rapazes que levaram um sofá para o parque para assistirem o concerto, tem outros "eventos" que só acontecem aqui.
Um deles foi de um homem que foi parar a polícia acusado de dirigir máquina de cortar grama bêbado...
Outro foi na semana passada no waterfront. Um garotinho de 7 anos estava andando de skate e de repente ele escorregou e o skate dele foi parar no fundo do mar. Ele começou a pedir a ajuda do pessoal em volta, mas todos se recusavam a mergulhar na água gelada. Então ele ligou para sua mãe, chorando e lamentando ter perdido o presente de aniversário. Depois de desligar o telefone, ele se dirigiu à guarda costeira e de repente apareceram 2 mergulhadores profissionais da guarda costeira para resgatar o dito do skate e a história teve final feliz. Um amigo da Tabatha fotografou a cena e ganhou 100 dólares do Dominion Post pela reportagem...
Outra situação para lá de surpreendente aconteceu uns dias depois da Tabatha chegar na Nova Zelândia. A casa em que ela mora tem uma varanda de frente para o mar. Neste dia, chegando em casa, ela encontrou uma ilustre visitante em frente a porta do quarto dela, uma foca! Vejam as fotos:

Festival de verão
Ontem fui com a Aline e a Tabatha em um concerto do festival de verão, que aconteceu no Jardim Botânico da cidade. Tive a impressão de que Wellington inteira estava lá, de tanta gente que tinha. As famílias e grupos de amigos espalhados pela grama, cada um com sua cestinha de piquenique, alguns tomando vinho, outros cerveja, além das frutas, sanduíches e outros petiscos.
Apesar da quantidade de pessoas, o ambiente era de total harmonia, sem bagunça, sem bebedeira, enfim, sem nenhum problema.
Quanto anoiteceu, umas luzes coloridas iluminavam as árvores criando um efeito muito bonito.
Ficamos ali, conversando e curtindo o inacreditável calor que tem feito por aqui, e comentando o quando esta cidade é maravilhosa. A Tabatha comentou comigo que em março ou abril, o musical da Broadway, Cats vai estar se apresentando em Wellington. Esta semana também teve o show do The Police. Enfim, além da cidade ser linda, tranquila, agradável, ainda oferece muitas opções de cultura e lazer..jpg)
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Reparem na folga destes rapazes. Estávamos lá sentadas na grama, quando vimos eles entrando no parque carregando este sofá. Levaram o sofá para o festival no parque, imaginem! Só aqui mesmo... ;-).jpg)
Sábado, 19 de Janeiro de 2008
Carteira de motorista, finalmente!
Na sexta-feira passada fui fazer novamente meu teste prático de motorista e desta vez até que enfim eu passei.
Honestamente eu estava super nervosa, morrendo de medo de reprovar de novo. Até as minhas pernas tremiam... Não consigo nem explicar de onde vem tanta insegurança. Afinal, dirigi por mais de 20 anos no Brasil e sempre me senti muito segura no volante. Talvez tenha sido o fato de eu ter ficado mais de 1 ano praticamente sem dirigir aqui. Talvez o medo por estar em um outro país. Talvez porque com a idade a gente vai ficando mais medrosa, sei lá.
Mas estou orgulhosa de mim mesma pois mesmo com todo o medo, mesmo tendo falhado mais de uma vez, eu não desisti. Tem uma frase que gosto que diz mais ou menos assim: a verdadeira coragem não vem da ausência do medo, mas sim quando você segue em frente, apesar do medo.
Então, mais um desafio superado!
Amizade
Ontem me bateu uma saudade grande de alguns amigos que deixei no Brasil. Para aquietar meu coração, comecei a pensar nas novas amizades que fiz aqui na NZ. Me dei conta de que conhecemos muitas novas pessoas, mas aos poucos, apenas algumas delas continuam fazendo parte da nossa vida. Fiquei pensando qual seria este "filtro" que a gente usa para escolher os amigos.
Primeiramente me ocorreu que talvez fosse a falta de convivência. Mas logo eliminei esta possibilidade por ter desenvolvido fortes amizades com pessoas com quem trabalhei há anos atrás e que não vejo há bastante tempo, mas cada vez que conversamos, seja através do MSN ou de email, a amizade continua a mesma.
Percebi que alguns conflitos de opiniões aos poucos nos afastaram de algumas pessoas aqui na NZ. Será que então os amigos precisam ser pessoas que tem as mesmas opiniões que nós? A resposta veio imediatamente quando eu lembrei de grandes amigos com quem tenho grandes debates e que pensam muito diferente de mim. Aliás, isso me ajudou a aprender muita coisa e a crescer.
Para entender qual seria este "filtro", talvez então fosse melhor entender melhor o que amizade significa para mim.
Meus filhos, ainda em processo de amadurecimento, acham que amizade são as pessoas com quem eles se divertem, se sentem bem. Concordo com eles em parte. Acho que se sentir bem é obviamente um requisito para uma amizade, mas para mim isso é muito superficial para definir o que é a verdadeira amizade.
Prá começar, em uma verdadeira amizade para mim não existe o conceito "forçar a amizade". O verdadeiro amigo é aquela pessoa que você não se sente constrangido em procurar, mesmo que seja às 4 da manhã. Obviamente, como amigos também são seres humanos, eles podem até ficar irritados com você, mas não vão deixar de abrir a porta ou de atender o telefone se você estiver precisando. Afinal, eles se interessam por você, eles se preocupam.
Se você não se sente à vontade para pedir um favor para alguém, então este alguém não é seu amigo. Amizade te traz esta liberdade.
Outra coisa importante para mim, em uma amizade, é a transparência, a franqueza, a honestidade, que são a fonte da confiança. Isso quer dizer que simpatia não pode ser confundida com amizade. Conheço várias pessoas que são super simpáticas e sempre perguntam pelos meus filhos pelo nome, mas que no fundo eu sei que nem estão muito interessadas na resposta. Aliás, pensando bem, nem sempre a gente se sente bem com um amigo. Tem aquelas ocasiões, que você pisou na bola e que vai encontrar uma expressão de desaprovação no rosto do seu amigo justamente porque ele se importa. Os conhecidos simpáticos não estão dispostos a perder o tempo deles te dando sermão. Mas, mesmo sabendo que você vai ser criticado, isso não te impede de abrir o coração com um amigo. Você sabe que ele não vai te julgar. Mas não vai deixar de dizer que você agiu errado.
Os companheiros de bebedeiras e de festas, podem ser excelentes companhias, mas também nem sempre são seus amigos. Aliás, neste tipo de ocasião, em que todos estão relaxados e felizes é fácil achar que todos são grandes amigos. Basta precisar mesmo de um deles para perceber o engano. Então é muito mais fácil identificar os verdadeiros amigos nos momentos de crise, de dificuldade, quando nem você mesmo se aguenta, do que nos de festa onde tudo é alegria.
Considerando tudo isso, percebi que amigos reais são poucos os que temos na vida. Mas também me dei conta do quanto eles são especiais e o quanto eu sou grata por eles fazerem parte da minha vida.
Sexualidade na NZ
Um comportamento masculino que eu sempre detestei no Brasil era o de alguns homens que "mexem" com as mulheres na rua, muitas vezes dizendo palavras obcenas ou, mais grave ainda, passando a mão no corpo das mulheres e fugindo. Nossa, eu me sentia arrasada quando isso acontecia. E o pior é que não havia o que ser feito. Este comportamento é comum e praticamente aceito dentro da cultura brasileira.
Aqui na Nova Zelândia, as mulheres podem passar até de mini saia e na frente de pedreiros que eles nem olham, que dirá dizer alguma coisa. A Ana e eu sempre comentamos o quanto era legal podermos andar tranquilamente pelas ruas sem ter medo de ouvir alguma obscenidade de algum pervertido.
Mas ultimamente eu tenho refletido sobre isso e comecei a achar que o que ocorre aqui é um outro extremo que também não é bom. As pessoas aqui às vezes me parecem seres assexuados, tamanho o esforço que fazem para não manifestar qualquer sensualidade. Isso explica porque eles têm tanta dificuldade de iniciar um relacionamento amoroso. Afinal, como é possível identificar algum possível interesse com tanta repressão das emoções?! Bem, as mulheres aqui acharam uma resposta: álcool. Sim, elas tomam todas na noite e aí libertam toda a sexualidade. Uma vez saiu uma reportagem no jornal local de que as jovens bebiam demais na "balada" e estavam sendo abusadas sexualmente e que alguma coisa precisaria ser feito a este respeito. Na mesma reportagem um kiwi disse que isso tinha que continuar assim, do contrário os homens aqui não teriam sexo. Imagine o absurdo!
Uma colega kiwi comentou comigo que na NZ praticamente não existe namoro. As pessoas saem à noite e transam. Nossa isso me pareceu um comportamente de animais, não de gente.
Será que não seria possível encontrar um meio termo entre o ambiente pervertido do Brasil e o repressivo da NZ?
Domingo, 13 de Janeiro de 2008
New Zealand x Australia x Canada
Muitas pessoas me escrevem me perguntando porque escolhemos a Nova Zelândia e não o Canadá ou a Austrália. O motivo foi bem simples: para irmos para a Austrália ou Canadá, teríamos que enfrentar um processo mais caro, mais demorado e mais burocrático ainda estando no Brasil. E o nosso momento de mudança era aquele, quando estávamos sem emprego e não podíamos portanto ficar esperando e muito menos gastar dinheiro com isso sem termos nenhuma renda.
Hoje vejo que a escolha foi ótima. Pelo que converso com canadendes que vivem aqui, a Nova Zelândia é parecidíssima com o Canadá, tanto em termos de paisagem, como em estilo de vida, cultura, ambiente multicultural e clima.
Já a Austrália é um país pelo qual nós não temos muita simpatia por ser uma espécie de "colônia" dos Estados Unidos. Além disso tem problemas sérios com a falta de água, tem os animais mais venenosos do planeta (e isso me aterrisa), e as melhores cidades são as maiores e que já tem diversos dos problemas comuns às cidades grandes. Duas histórias que me contaram aqui me deixaram arrepiada com relação à Austrália. A primeira foi de uma moça que disse que estava passeando com os sobrinhos no parque, quando uma aranha enorme e peluda caiu no ombro dela de uma árvore. Ela começou a gritar e pedia para os sobrinhos fazerem alguma coisa mas obviamente eles estavam também apavorados. Então ela mesma teve que tirar a aranha do ombro. Bem, mesmo que a aranha não fosse venenosa, eu teria morrido de um ataque cardíaco... ;-) A NZ, apesar de ter também muitas aranhas, só tem 1 tipo que é venenoso e bem raro de ser encontrado. A segunda história foi daquela francesa que conhecemos no camping em Queenstown. Ela contou que por lá tem muitos mosquitos e é preciso tomar cuidado para eles não entrarem na sua boca. (arghhhhh) Ela disse que um dia estava no ônibus e engoliu um mosquito. Ela teve que sair do ônibus e foi tomar alguma coisa para tentar "limpar" a boca...
Por outro lado a Austrália tem salários melhores que os da NZ. Mas, como estamos muito bem por aqui e damos preferência ainda à paz e tranquilidade, não vemos nenhum motivo para pensarmos em nos mudar. A única grande vantagem que eu pessoalmente teria em morar na Austrália seria o clima mais quente. Para os solteiros e/ou que gostam de viver em cidades grandes, a Austrália sem dúvida oferece muito mais opções.
Sábado, 12 de Janeiro de 2008
SAIU O NOSSO VISTO DE RESIDÊNCIA!!!!
Hoje quando o Julio e eu estávamos saindo para jogar tênis, eu pedi a ele para olhar na caixa de correspondência para ver se tinha alguma coisa. Ele me entregou aquele envelope como se fosse uma correspondência qualquer. Quando eu vi que vinha do Serviço de Imigração, eu gelei. Abri rapidamente e quase nem conseguia ler. Depois de 6 meses de angústia, finalmente recebemos o nosso tão esperado visto de residência!!!! :-D
Corri para dentro de casa e gritei para a Ana "Saiu o visto de residência"!!! Liguei para o Felipe, que ficou extasiado e a seguir liguei para o Andreas, que está no Brasil para uma audiência trabalhista. Ele não conseguia acreditar... Yahooooooo!!!!
O que isso significa para nós?
- Significa que meus filhos poderão fazer uma faculdade aqui como estudantes domésticos, isto é, podendo ter um financiamento do governo para o valor da faculdade, o material e mais $150 por semana para ajuda de custo, valores que serão pagos depois que eles começarem a trabalhar;
- Significa que todós nós, incluindo meus filhos, poderemos trabalhar no que quisermos;
- Significa que poderemos usar o sistema público de saúde;
- Significa que se finalmente eu resolver fazer meu mestrado eu pagarei o mesmo valor que um neozelandês;
- Significa que daqui há 3 anos nós poderemos ser "sponsors" dos nossos pais e irmãos, extendendo a eles o mesmo visto;
- Poderemos financiar a compra de uma casa;
- Poderemos ter nosso próprio negócio (se desejarmos);
- Poderemos adotar um animal de estimação;
- Mais do que tudo, significa que eu estou dando aos meus filhos uma segunda opção, caso eles decidam não voltar mais ao Brasil. Afinal aqui, independente da profissão que eles escolherem, eles sempre poderão ter uma vida com conforto.
Enfim agora me sinto mais integrada ao país. Não precisaremos mais ficar extendendo visto e teremos praticamente todos os direitos de um neozelandês.
O ano de 2008 começou muito bem para nós!
Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Viagem para a ilha sul - FIM
Pois é, acabou-se o que era doce...
Chegamos em Wellington no domingo e começamos a trabalhar em uma semana chuvosa em Wellington, para nos deixar ainda mais deprimidos...
Fazendo uma avaliação da viagem:
- Cidades mais bonitas: Wanaka, Queenstown e Nelson
- Cidade do roteiro que eu abriria mão de visitar: Christchurch
- Lugares maravilhosos: Milford e Lake Tekapo
- Passeios divertidos e imperdíveis: jetboat (shotover), rafting e luge
- Melhores Backpackers: Banyard (Te Anau) e Double Dutch
- Backpacker mais criativos: Jailhouse (Christchurch)
- Piores backpackers: Wanaka Bakpaka (Wanaka) e Adelphi Lodge (Kaikoura)
Dizem que a melhor forma de se conformar com o fim de uma viagem é já ir planejando a próxima. Adotando esta estratégia já estamos pensando em ir para Queenstown no inverno para ver a cidade coberta de neve e esquiar. A Pimenta e o Felipe planejam fazer outro salto de paraquedas por lá.
Viagem para a ilha sul - dia 15 (Kaikoura)
5/1/2008 (nosso último dia... snif, snif)
Há uns 15 Km antes da Península de Kaikoura, a rodovia volta a encontrar o mar, numa costa bonita e rochosa onde predomina o calcário. Em decorrência dessa rara combinação geológica, os montes não muito altos, se encontram com as águas do Pacífico, fundindo-se em várias e pequenas piscinas protegidas do mar aberto por formações que afloram das ondas. A própria existência da península, constiruída dessa espécie de rocha porosa, é um desafio à ciência, como dizem os moradores de Kaikoura.
A cidade não é muito bonita mas tem uma vista fabulosa. Fomos à uma praia de onde é possível ver baleias, obviamente se você tiver muita sorte. Não foi o nosso caso. Mas aproveitamos para relaxar. O sol esquentava as pedrinhas da praia e era muito gostoso deitar e sentir este calor.
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Viagem para a ilha sul - dia 14 (Akaroa)
4/01/2008
Partimos sem pressa para Akaroa, que fica a 75km de Christchurch, e no caminho paramos para tomar um café no Blue Duck Cafe. Eu fiquei impressionada! Além dos lanches serem deliciosos, ainda os pratos eram super produzidos, uma gracinha. Quem for nesta direção, vale a pena parar lá para se deliciar. O Julio se empolgou e pediu uma torta de côco e maracujá e um chocolate quente. Depois de devorar a torta chegou à conclusão que queria algo salgado e pediu um tipo de empanado de galinha e mushroom. A atendende perguntou se ele queria salada junto e ele respondeu que sim, o que me surpreendeu. Cheguei a questioná-lo e ele me garantiu que realmente queria a dita salada. O prato chegou com muita salada e ele relutou, sofreu, mas comeu tudo. Depois desabafou que só tinha concordado porque não quis dizer "não" para a atendente... Estes adolescentes tem cada uma! Bem, ao menos neste caso as consequências foram boas.
O caminho para a cidade é muito bonito, mas infelizmente estava meio nublado. A Península de Banks é um apêndice de formação vulcânica, de forma circular, que avança sobre o Pacífico. Toda sua costa é recortada por pequenas entradas ou baías, com escarpas elevadas. O seu ponto mais alto é o Monte Herbert, com quase mil metros, que pode ser alcançado através da trilha do mesmo nome, partindo-se da Baía de Lyttelton.
A cidade está situada no coração da Península Banks, nas margens de uma baía pequena, com um pequeno porto. Essa baía interior se liga ao mar por um canal largo e curvo, de uns dez quilômetros de comprimento. Assim, só o efeito das marés a alcança, não o do movimento das ondas.
A cidade de Akaroa foi fundada pelos franceses em 1838. O projeto fracassou, mas muitos deles não retornaram à pátria distante, misturando-se com os colonizadores ingleses.
O Andreas foi matar as saudades do BNZ... ;-)


Olha o Mr Julius...


Na loja abaixo a Ana e eu cometemos um pecado, mas dos bons... Depois de mais de meia hora olhando, incomodando as vendedoras e tentando fugir, não resistimos e gastamos... Ela comprou um anel de prata, pérola e rubi e eu de prata, pérola e água marinha. Lindosssss!!!!
Depois nada melhor do que um café para comemorar a compra... A Ana e o Felipe foram de espumante.
Tivemos companhia...
No final da tarde fomos para Okains Bay, onde ficava o nosso backpacker chamado Double Dutch. Olha, é um crime chamar este local de backpacker. A casa era novinha, com mobília de primeira qualidade. Tudo era novo inclusive os talheres, panelas e pratos, que por sinal eram lindos.
Vista do nosso quarto:
Olha o capricho da dona, ela colocou flores secas em cima das nossas toalhas. Não é uma gracinha?

Os donos do hotel são um casal holandês muito simpático que moram em uma casinha ao lado desta. Ele era bibliotecário na Holanda e eles tinham um terreno pequeno, mas muito valorizado por lá, que venderam para se mudarem para a Nova Zelândia.
O dia seguinte amanheceu ensolarado o que nos permitiu tirar uma foto mais bonita.
Só um detalhe: apesar da vista bonita eu achei estas estradas bem perigosas por serem estreitas e cheias de curvas.Viagem para a ilha sul - dia 13 (Christchurch)
Depois fomos passear pela Cathedral square:

E visitamos o jardim botânico que fica em um maravilhoso parque na cidade:
Aqui tinham rosas de todas as cores...
Orquídeas...
Olha o bondinho da cidade
Praia de Christchurch

Tínhamos reservado um backpacker camado Jailhouse e eu estava até com medo de chegar lá pois achei que seria uma porcaria. Entretanto tivemos uma grata surpresa. O backpacker funciona em uma REAL antiga e obviamente desativada penitenciária. E eles mantiveram toda a "decoração" de segurança. Confiram:
Portão do backpacker:
Corredor:
Aproveitamos para tiramos umas fotos interessantes... ;-)Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Viagem para a ilha sul - dia 12 (Mount Cook e Lake Tekapo)
2/1/08
Saímos já com saudades de Queenstown rumo à Mount Cook. Depois de termos visto tanta beleza já não acreditávamos que algo novo pudesse nos surpreender. Até vermos o Mount Cook.
O Mount Cook tem 3.754 metros de altura e é a montanha mais alta das ilhas. Muitos alpinistas morrem tentando escalar esta montanha devido principalmente a mundaça brusca de tempo no alto das montanhas. No jornal do dia em que chegamos lá havia uma notícia de um alpinista que morrera no dia anterior.
Sobrevoando estas montanhas é possível ver o Fox Glacier e o Franz Joseph.
A foto abaixo é especial ;-) Foi tirada depois que a nossa Pimentinha, tentando tirar uma foto do Felipe, foi se afastando e não viu um troco de árvore atrás dela. Levou o maior tombo. Felizmente sem consequência mais graves além do embaraço...
Um beijo para confortar a Pimentinha depois do tombo... A seguir fomos para o Lake Tekapo onde passamos a noite. Ficamos no Backpacker Tailor Made Tekapo, bem confortável e limpinho.
Saímos para uma caminhada pelo famoso e exuberante Lago Tekapo.
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Depois paramos para uma cervejinha já que ninguém é de ferro! À noite o Felipe estava jogando xadrez com o Julio e um rapaz no sofá estava prestando a maior atenção. Depois de ganhar do Julio o Felipe convidou o rapaz para jogar e perguntou o nome dele e de que país ele era: Andreas da Alemanha. Foi uma gargalhada só! E o rapaz não estava entendendo nada até que o Felipe explicou o motivo do riso. Apesar do tal do Andreas ser alemão e com uma cara de inteligente, meu filhão ganhou as duas partidas que jogaram. Depois o Julio, o Felipe e eu jogamos uma partida de Banco Imobiliário. Nossa fazia muito tempo que eu não jogava este jogo. Foi muito divertido e o Felipe nos deu a maior lavada... :-(
Olha que linda a foto que a Ana tirou do pôr do sol:
Viagem para a ilha sul - dia 11 (Queenstown - rafting e luge)
Fomos dormir bem tarde na noite anterior e quando o celular nos despertou me arrependi de termos marcado o passeio para às 8:30 do primeiro dia do ano. Alguns de ressaca, e todos morrendo de sono, lá fomos nós fazer rafting. Por sorte o dia já amanheceu com um sol maravilhoso o que me deixou mais animada. Chegando ao local tivemos que vestir uma roupa de neoprene e ainda colocar uma jaqueta vermelha e um colete salva vidas. Depois tomamos um ônibus que nos levou até as margens do rio. Este trajeto já foi repleto de emoções. O ônibus foi em uma estrada super estreita com um precipício enorme ao lado. Depois disso entendi porque muita gente vai de helicóptero para lá.
O nosso rafting durou umas duas horas, foi delicioso e com algumas emoções quando descemos algumas cachoeirinhas. O rio é transparente, com uma cor verde azulada e a água é tão limpa que pudemos bebê-la.
Os guias tomam todas as medidas de segurança possíveis e são muito simpáticos. Realmente este passeio vale à pena.
Saindo de lá fomos fazer um almoço leve no shopping, pois sabíamos que teríamos um jantar especial, e passamos a tarde descansando nas barracas. No final da tarde fomos fazer um passeio de gôndola que nos leva ao topo de uma montanha de onde é possível ter uma maravilhosa vista da cidade. No mesmo local tem um restaurante e também o skyline luge, uma pista para descer a montanha com uns carrinhos de rolimã. É muito bacana e imperdível.
Esta foi a gôndola que tomamos para chegarmos ao restaurante.
Depois ainda tivemos que pegar este teleférico para chegarmos no local de partida do luge.

Confiram a pista e a vista!
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Olha o Andreas parecendo uma criança...
Aí o Julio tentando ser mais rápido que o Felipe que vem à toda atrás dele.

Viagem para a ilha sul - dia 10 (Queenstown)
31/12
Acordei cedo no último dia do ano para fazer o meu passeio a cavalo até um lugar chamado "Paradise view", onde foi filmado uma cena do filme Senhor dos Anéis, passando por Diamond Lake e o Dart valley. A cavalgada começa em Glenorchy uma cidade próxima de Queenstown. A empresa vai nos buscar na frente do centro de informações e nos leva de ônibus até lá.
A duração prevista para o passeio era de 3 horas, mas voltamos em 2h15’ o que deixou o pessoal bem frustrado, afinal nós pagamos 25 dólares a mais para o passeio durar mais tempo. Também não achei a guia muito simpática. Ela ficava bem atrás de todos e ia comentando sobre os lugares, mas era bem difícil de ouvir e mais ainda de entender. O que eu adorei neste passeio foi que finalmente eu pude fazer uma deliciosa corrida a cavalo e desta vez no meio de um tapete de flores com a vista de uma montanha com o topo coberto de neve. Nossa a sensação é maravilhosa! Desde criança eu sempre sonhei ter meu próprio cavalo e poder sair com ele correndo por planícies, rios, montanhas. Isso me dá uma sensação tão boa de liberdade. Quando eu tinha uns 12 anos, eu e minha amiga Saionara íamos ao Colégio Agrícola em Ponta Grossa e apostávamos corrida em cavalos de corrida de verdade que eram deixados lá pelos donos para serem exercitados por uns colegas da minha amiga. Puxa eu adorava fazer isso.
Mas se eu fosse fazer o passeio novamente eu optaria por outra empresa. Essa High Country horses me decepcionou..jpg)
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Enquanto eu fui cavalgar o Andreas foi andar em uma moto chamada quadribike. Ele adorou o passeio.+(Small).jpg)
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No estacionamento vimos o carro mais diferente que eu já vi na vida. Olha só que legal!
Iniciamos a festa de final de ano no camping com um casal com quem fizemos amizade. Ele, muito divertido, era do Zimbábue e ela, muito bonita, era da França, mas ambos vivem na Nova Zelândia há mais de 20 anos. Eu achei bem interessante a proibição das bebidas naquela área. Por outro lado, enquanto eu esperava o ônibus para voltar ao camping eu pude observar que isso não adiantou muito, pois tinham muitos jovens caindo literalmente de bêbados, principalmente mulheres. Infelizmente isso é um problema muito sério aqui neste país e pelo que sei também na Inglaterra.
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008
Viagem para a ilha sul - dia 9 (Queenstown - vinículas)
30/12
Como o dia estava nublado e chuviscando, aproveitamos para irmos visitar algumas víniculas da região selecionadas pelo Felipe. Passamos por um local onde o pessoal faz bungy jump. É bem legal mas eu acho uma diversão muito curta pelo preço a ser pago.
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Viagem para a ilha sul - dia 8 (Queenstown)
29/12
Para nossa sorte não choveu nenhum dia enquanto estivemos no camping, em Queenstown. Ficamos acampados de 29/12 até dia 2/01 para aproveitarmos todas as atrações que a cidade oferece.
Enquanto os “meninos” montavam as barracas, a Ana e eu fomos ao mercado comprar carne, gelo e cerveja para fazermos um churrasco. Ficou delicioso!
No dia seguinte acordamos tarde e tomamos nosso café com calma já que o nosso passeio de Jet boat era às 14h. Fizemos o Shotover Jet e adoramos, vale realmente a pena, apesar do preço. Aliás, todos estes passeios são caríssimos na Nova Zelândia. Este por exemplo nos custou NZ$109 por pessoa! E eu que reclamava de pagar US$50 para passar o dia nos parques da Disney... A minha consciência dói menos se eu pensar que gastamos em diversão o que economizamos por termos nos hospedado em acomodações baratas ao invés de gastamos muito em hotéis. A foto abaixo é nossa mesmo, mas não sei se dá para reconhecer nossos rostos.
Se quiser conferir o nosso vídeo:
Rio Shotover onde fizemos o jetboat:


Depois do passeio almoçamos em um restaurante japonês cuja atendente era brasileira. Aliás, tem muitos brasileiros em Queenstown já que o serviço de imigração concede visto para estrangeiros trabalharem neste tipo de emprego (hospitality), o que não acontece nas outras cidades. Todos os atendentes do Mcdonalds eram brasileiros e todo o pessoal da limpeza do camping também. Vale tudo para ganhar uma grana para financiar a viagem por este país maravilhoso.Depois fomos a uma loja de vinhos no centro da cidade onde se paga para experimentar os vinhos. O legal disso é que nós finalmente pudemos experimentar um vinho cuja garrafa custa mais de 600 dólares!!! Eu sempre quis descobrir se um vinho caro assim seria realmente muito melhor que os mais baratos, mas jamais teria coragem de gastar tanto dinheiro. E infelizmente concluímos que realmente em se tratando de vinho o preço faz muita diferença.



Ainda passeando pelo centro o Andreas aproveitou uma promoção da Katmandu, e comprou uma calça, uma jaqueta e uma camiseta.Depois fomos ao centro de informações para reservarmos outros passeios. Eu optei por um passeio a cavalo, o Andreas por um passeio de quadribike e para a família toda agendamos um rafting para dia 1º.

À noite o casal Felipana foi ao cassino Skycity jogar pôquer. Só o Felipe jogou e saiu no lucro de 83 dólares. Enquanto isso, o Andreas, o Julio e eu fomos a um restaurante chinês que ficava no mesmo prédio e comemos um peixe e um arroz com frutos do mar delicioso. Foi um dos pratos que mais gostei durante a nossa viagem.Viagem para a ilha sul - dia 7 (Milford Sound)
28/12
Acordamos cedo para irmos para Milford Sound. Tínhamos um passeio agendado para às 10:30.
Milford Sound é deslumbrante. Segundo a lenda maori, estes fiordes foram criados não pelos rios de gelo, mas por Tu Te Raki Whanoa, um Deus que veio exercer um poder mágico e proferir encantamentos na terra. Bem, devo concordar que parece uma criação divina mesmo.
Paisagens na estrada para Milford: Encontramos pelo caminho uma Kia que parece com o nosso papagaio:
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