Terça-feira, 25 de Março de 2008

Restaurante especial com comida brasileira

Na semana passada as "meninas" da casa foram as convidadas de honra de um restaurante, aqui em Wellington, muito especial. Quem nos convidou foi a nossa amiga Claudia, que é brasileira e chef de cozinha deste restaurante. O restaurante é especial por diversos motivos:

- Só atende 1 grupo por noite, que pode ser um casal ou até 8 pessoas para jantar. Com isso, os clientes tem a exclusividade do restaurante;
- Você pode ficar lá até amanhecer o dia se quiser, não tem pressa para ir embora e portanto é possível comer tranquilamente;
- O ambiente é composto pela sala de jantar, sala de estar e uma área externa que pode ser bem aproveitada nas noites quentes. Na sala de estar tem uma televisão bem bacana com DVD e você pode levar os filmes que quiser para assistir após ou antes do jantar tranquilamente, inclusive espichado no sofá se quiser... ;-)
- A vista é para o porto de Wellington e é maravilhosa;
- O atendimento é de primeira! Os donos são dois sócios, uma chinesa e um inglês, super simpáticos e que nos deixaram super à vontade!
- Você pode levar a sua própria bebida;
- Mas o melhor de tudo, sem dúvida, é a comida... só de falar já me deu água na boca. Olha só o que nos serviram:
1- Coxinha de frango (maravilhosa), empadinha de palmito (pasme!) e acarajé (dá para acreditar?). A Nara eu eu fomos experimentar acarajé, pela primeira vez na vida, na Nova Zelândia;
2- Um prato feito com um peixe crú, marinado no limão, com alface e pimenta;
3- Uma sopa de feijão apimentada na dose certa e inclusive com paio... que delícia!!! A Nara já estava pedindo para a Cláudia servir a sopa em balde...
4- Duas morangas (abóbora), uma recheada com camarão ao molho branco e outra com carne seca. Nossa, vocês não fazem idéia do sabor destes pratos... Foi servido com um arroz que eu queria saber como a Cláudia conseguiu deixar tão saboroso. Foi difícil parar de comer...
5- Sobremesa: banana flambada coberta com creme de limão, 1 beijinho, 1 cajuzinho e um brigadeiro!!!

Sem dúvida nenhuma eu afirmo categoricamente que este foi o MELHOR restaurante que já fui aqui na Nova Zelândia e melhor em todos os aspectos!

Mas quem por acaso não curtir este tipo de comida, também pode reservar outros estilos.

O preço é NZ$95 por pessoa, o que não é nada caro para os padrões da cidade e inclui uma noite inteira neste lugar tão bacana. Estou louca para organizar um jantar com meus amigos kiwis para eles se lambuzarem com a maravilhosa comida brasileira.

Esta é a sala de jantar:
Aqui é a área externa onde saboreamos a sobremesa.
A Cláudia nos explicando como serviria os pratos.
Uhmmmmmmmm.... o camarão na moranga!
As "meninas" se sentido princesas e esperando a foto ser tirada para atacar os pratos!

Abaixo a sala de estar, onde se pode relaxar depois de tanta comilança:
A TV e DVD para curtir um filminho. Quando chegamos lá estava tocando Marisa Monte. Dava para ser melhor do que isso?! E para os mais românticos, ainda existe a opção de pernoitar no local após um jantar à luz de velas. O preço para o casal é NZ$300 e inclui o jantar e o café da manhã.

O nome do restaurante é Dine and Dream e fica no Mt Victoria. Vejam a brochura abaixo com mais informações:




Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Quer trabalhar na Nova Zelândia?

Muitas pessoas estão acompanhando, já há mais de ano, a “trama” de sucesso que Jeanine, Andreas, Felipe, Júlio e Ana tiveram até agora. A “trama” interessa não só parentes e amigos, mas também outras pessoas que, por um motivo ou outro, gostariam de deixar o Brasilzão e tentar começar uma nova vida em um País desenvolvido. São os “aventureiros”.

Por isso mesmo, e apenas no intuito de prestar uma espécie de “serviço de utilidade pública”, eu gostaria de apresentar uma breve visão do desenrolar dessa “trama”, da perspectiva de alguém que ainda a está vivendo.

Quer construir uma carreira de sucesso na Nova Zelândia? Você só precisa de duas coisas – e uma delas é uma carreira de sucesso. A outra, obviamente, é falar inglês.

Já fui a mais de uma dezena de entevistas, já me candidatei (os neobrasileirandeses falam “aplicar” para uma vaga, numa curiosa “tradução” do verbo “to apply”) a mais de uma centena de vagas, e ainda não consegui ser contratado, apesar de ser fluente na língua inglesa. Sabe o que me falta? Uma carreira na área de informática no Brasil, antes de ter vindo para cá.

A minha “trama” particular é um pouco complicada. Sou um brasileiro formado em Direito. Além da graduação tenho um daqueles títulos metidos a besta – o Mestrado. Fui Professor de uma disciplina do Curso de Direito. Cheguei a exercer a Coordenação de um Curso de 2004 a 2007. Logo que saí da Faculdade na qual trabalhava (2007), comecei a trabalhar em uma empresa de informática, para aprender uma carreira a exercer na Nova Zelândia, porque já sabia que vinha para cá.

A sala da Nara: a maioria dos imigrantes são asiáticos

Então, como você já percebeu, me falta uma carreira consolidada na área certa para ter sucesso por aqui. Todos os meus títulos. graduação e experiência em Direito e Docência valem tanto quanto um micróbio por aqui (menos, dependendo do micróbio). E minha experiência na área de IT (informática, na língua inglesa) é insuficiente para obter as vagas por aqui.

É interessante perceber que a minha experiência permitiria ser contratado para cargos mais modestos na área de IT. Cargos como “desktop support” ou “help desk” precisam de pouca experiência. E isso eu posso oferecer. Mas não tenho obtido sucesso nelas, apesar da abundância de vagas.

O fato é que os estrangeiros são muito bem-vindos para cargos que exijam bastante experiência. Para os cargos menores, em que pouca experiência é necessária, há uma óbvia preferência pelos neozelandeses. E no que se refere aos empregos não especializados, para os quais nenhuma experiência anterior é necessária, estes não dão direito ao work permit. A teoria é que esses empregos devem ser reservados aos cidadãos kiwis. Se um empregador quiser insistir no estrangeiro, precisa publicar a vaga em jornal de ampla circulação, por várias vezes, e não havendo “aplicações” kiwis, pode então usar mão-de-obra estrangeira.'

Eu conheci vários neobrasileirandeses que tiveram suas passagens, estadia, e custos de imigração todos pagos pela empresa contratante. Não preciso nem mencionar que eles são muito experientes e bem-sucedidos em suas áreas, como os “aventureiros” Jeanine e Andreas.

Quando o “aventureiro” chega na Nova Zelândia, se não for um dos sortudos contratados à distância, deve passar pelo processo “ordinário” de imigração por aqui. Ao chegar, você recebe um visto de turista por x meses (sendo “x” uma variável, que atualmente está em 3). Esse visto pode ser renovado desde que você demonstre que tem dinheiro. Dizem que não é muito difícil conseguir ficar até 9 meses enrolando a Imigração com visto de turista.



Motorista não dá direito ao "work permit"



Seguindo o processo “ordinário”, você se candidata e consegue um emprego, mas não pode ainda trabalhar. O seu “promitente-empregador” (a empresa que vai te contratar) te dá uma carta chamada “offer of employment”, e nela devem constar as funções especiais que você e suas qualificações conseguem realizar. Essa carta será então protocolizada na Imigração, para que eles avaliem se a função para a qual você será contratado consta da “shortage list” (lista de mão-de-obra especializada em falta na Nova Zelândia). Se tudo correr bem, você obterá uma “work permit” (permissão de trabalho), e, com ela, o direito de trabalhar e a felicidade eterna. A partir daí, tudo fica fácil, e para conseguir a residência, basta preencher alguns requisitos burocráticos e pronto! É possível iniciar o processo postulando a residência diretamente, mas aí é outro caso.

Como se vê, o gargalo aqui é a “work permit”. Como disse, você só precisa da “offer of employment” para consegui-la. Mas não é que muitas empresas te pedem a “work permit” antes de te oferecer o emprego?!? Se você quiser se candidatar a uma vaga na Universidade Vitória, por exemplo, e no formulário declarar que não é residente, nem tem permissão de trabalho, o próprio formulário eletrônico bloqueia o processo, e você não é sequer considerado! Já tentei persuadir o formulário, mas ele tem sido inflexível. É aqui que você se vê no dilema do ovo e da galinha.

Eu acredito que vou conseguir esse círculo galináceo, obtendo a oferta de emprego. Acredito que é só uma questão de tempo. Meu inglês é fundamental e minhas habilidades de relacionamento interpessoal ajudam bastante. Mas não há nada de fácil neste cenário.

E é por isso que estou escrevendo esse tema. Gostaria que as pessoas que planejam vir para cá ao preço de grandes sacrifícios, tivessem uma visão mais aproximada da dura realidade que um “aventureiro” deve esperar e enfrentar.

Há quem pense que o voluntarismo, e a fé cega em algum objetivo, bastam para obtê-lo. Eu não compartilho dessa opinião (que para mim é mais um sentimento do que opinião). Neste passo, eu estou de acordo com o pensamento de Maquiavel. A sorte é como um fluxo de água que desce um morro, para desaguar numa planície. A água pode desembocar em vários locais na planície, e isso depende, em parte, de vários fatores alheios à vontade humana. Mas você pode interferir no processo, e, por meio de algum planejamento e esforço, levar a sorte a um destino vantajoso para você. Assim, construindo algumas barragens, e apondo alguns obstáculos ao fluxo de água da nossa metáfora, podemos levar a água a desembocar mais ou menos onde queremos. Para mim, esse é o sentido real da expressão “a fé move montanhas” (embora na nossa situação, seria melhor dizer que a fé move águas).

Os aventureiros precisam de um equacionamento entre o necessário planejamento e esforço prévio, sem o qual a aventura está fadada ao fracasso e à desilusão, e aquela inabalável fé nas suas decisões, sem a qual o tormento da dúvida corrói e dilui a força de vontade.

Para ter sucesso numa terra estrangeira, seu intelecto precisa do inglês e do domínio de uma
profissão, como já mencionei. Mas creio que é preciso mais. O espírito precisa também ter em sua substância a garra revelada pela determinação, e um pouco daquela fibra inexpugnável que recobre o espírito dos grandes desbravadores. Essa é a conclusão à qual cheguei aqui, e que é confirmada a cada dia que permaneço aqui.





Será que essa é considerada mão-de-obra especializada?

Domingo, 16 de Março de 2008

Churrasco brasileiro - novos convidados

Nestas últimas semanas vários novos brasileiros chegaram na Nova Zelândia e entraram em contato comigo através do blog. Então decidimos fazer um churrasco para conhecê-los e para eles se conhecerem. Foi um dos melhores churrascos que tivemos! A Isabella, esposa do Rogério que veio fazer um mestrado em biologia, é cantora de bossa nova e alegrou a festa! A Isabella e o Rogério são de Pirenópolis, uma cidadezinha história do interior de Goiás. Além do violão, teve pandeiro, chocalho e triângulo. As coisas aqui estão ficando cada dia melhor! No pandeiro, o Gabriel, filho da Isabella; com o chocalho o nosso Julio, com o violão a Isabella e com o triângulo o Rafael, que veio de Florianópolis trabalhar aqui na EDS. Por coincidência eu já conhecia o Rafael do tempo que trabalhei em Floripa e ele prestou consultoria para um dos meus projetos.Abaixo o casal Andrew e Cláudia. O Andrew é um kiwi que fala português fluente pois morou 3 anos no Brasil. Neste momento ele estava com os olhos cheio de lágrimas ouvindo a Isabella cantar samba pois bateu saudades do Brasil.O dia estava maravilhosamente ensolarado, pelo menos no início do churrasco. Mais tarde, apesar de ter esfriado, ao menos não estava ventando e nem chovendo para a nossa sorte.

Abaixo, da esquerda para a direita, o Judson e a Christiane, eu e a Roberta e o Gabriel.

O Judson e a Cristiane, que são de São João del Rei, MG, estão passando um mês estudando inglês na Universidade de Auckland e vieram para Wellington especialmente para nos conhecer. Um comentário que o Judson fez foi que eu estava certa quando falei aqui no blog que não valia a pena vir para cá para fazer inglês. O curso não está agradando os dois mesmo o curso sendo em uma universidade e super caro. Eles adoraram o país e pretendem arrumar as coisas no Brasil para voltarem para cá para morar. Vamos ficar aguardando ansiosos o retorno deles.
O Gabriel e a Roberta são do Rio de Janeiro. Ele veio fazer doutorado em Finanças na Victoria University e ela é psicóloga (agora poderemos fazer terapia nos nossos churrascos...;-)

Abaixo, da esquerda para a direita, a Luciana, esposa do Rafael, euzinha, o Rafael e minha irmã Gisele.
Aí um dos nossos churrasqueiros começando a preparar a carne.
Vendo a roupa do Felipe, ou a falta dela, vocês podem ter idéia de como estava quente aqui. Ao lado do Felipe o Márcio, filho da Cristina.
Isabella, eu e a Cristina.
O Zé, o Andreas, tomando uma vodca com suco de laranja, e o meu irmão Francisco.
O pessoal curtindo o churrasco.

O Márcio, o Andreas, um novo convidado, o Junior, e o Guilherme, que eu já adotei como filho aqui, enquanto a Silvani e o Paulinho não se mudam para cá... ;-)
O Junior é marido da Márcia com quem eu tenho trocado e-mails há meses. Ele também veio estudar inglês e sondar o mercado. Ela me pediu para tirar diversas fotos do churrasco, então tá aí! Vamos torcer para que no próximo a Marcia também apareça nas fotos.
O Andrew e o nosso Felipão.
Olha só a fartura! Os churrasqueiros capricharam e ficou tudo delicioso!
A minha amiga Cristina que no meio deste ano estará voltando para o Brasil... snif snif
Gisele e Nara
Abaixo o Felipe, o Rafael, o nosso querido Fabiano, a Ana e o Márcio. Este negócio esquisito que eles estão fumando chama-se narguilê, que é um equipamento árabe para fumar tabaco cujo filtro é água.
Essa é para a Márcia!
Aqui já estava noite e todos já estavam agasalhados e até com cachecol. Mas não a nossa Pimentinha que já se adaptou ao clima neozelandês...
De sobremesa teve pudim de leite, torta de limão e torta de sonho de valsa sem sonho de valsa. A Ana teve que usar um substituto já que por aqui não tem bombom.
Ontem durante o churrasco me bateu uma baita saudade da Leninha e do Timo, da Katarina e do Douglas e da Helena e do Francis. Gente boa que passou pelas nossas vidas e que deixaram saudades. Mas se temos saudades é porque tivemos momentos felizes juntos. Então a saudade é sempre uma coisa boa. Ao mesmo tempo que sentimos falta dos velhos amigos, também estávamos muito felizes com o início de novas amizades. Tudo isso me fez lembrar aquela música do Milton Nascimento, Encontros e despedidas, que diz:
"...Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida...
A hora do encontro é também, despedida
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida..."

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Gatos & gatos

Olá, prezados leitores do Blog da Jeanine. Como não poderia ser de outra forma, os “novos colaboradores”, amantes dos felinos que são, só poderiam estreiar no Blog com o tema Gatos & gatos.

Bem, como os familiares e amigos já estão fartos de saber (e, em alguns casos, de sofrer), nós temos 7 gatos. Por que sete? Porque deixamos o Brasil antes de termos mais (piadinha, Marisa). Na verdade, nós fomos socorrendo um gato perdido aqui, outro ameaçado ali, mais um cego acolá, e pronto. Hoje eles vivem num nababesco resort que montamos para eles na casa da sogra, digo, da minha sogra, Marisa.

Eu escrevi essa breve introdução para que o leitor tenha uma idéia de como esse dia foi especial para a Nara. Eu gosto muito de gatos, assim como dos animais em geral. Mas a Nara tem uma conexão especial com esses bichos.

E por essa razão, eu agora confesso que estava um pouco preocupado quando nos dirigíamos ao Gatil. A sugestão para que a Nara procurasse um trabalho voluntário que envolvesse gatos partiu de mim, e eu temia que ela encontrasse algo como um campo de concentração, cheio de gatos-judeus mortos, prestes a morrer, ou, na melhor das hipóteses, apenas dilacerados, famintos e infelizes.

Mas esta é a Nova Zelândia. E o medo se desfez numa doce névoa de agradável surpresa. O lugar estava mais para um spa de gatos. Essas fotos mostram os “aposentos” dos felinos.


Visão geral dos "aposentos"



"Quarto" vazio




Invadindo a privacidade felina




É bem verdade que, logo na entrada, já é possível deduzir que há gatos lá, porque a doce névoa que eu mencionei acima vem acompanhada de um “aroma” de amônia que invade agressivamente seu canal olfativo e parece arrastar tudo até se fixar no meio do seu cérebro. Mas logo depois essa sensação é mitigada pela impressão visual muito positiva deixada pela ampla iluminação propiciada pelas janelas de todos os lados, o que destaca ainda mais as muitas cores dos objetos e brinquedos dos bichos, bem como a limpeza do recinto. O gatil tinha vários “quartos” beges, cestos de vime ou azuis, almofadas amarelas, cobertores e mantas rosas e azuis, brinquedos marrons, vermelhos, azuis, arranhadores coloridos e tudo mais que um gato (baiano ou não) poderia querer. Afinal de contas, o lugar foi especialmente projetado (sério) para ser um lar de felinos.

Canto "rústico"



Os gatos que chegam ficam separados em uma gaiola por uma semana, e isso garante que a ordem e a paz reinem nesse spa, porque uma vez soltos, eles normalmente têm uma convivência pacífica uns com os outros (segundo relatou Suzana, uma das bondosas almas que dirigem o local).

Todos os gatos estavam serenos


A Nara chorou, riu, ficou triste de saudades, sorriu de alegria, e tudo isso em vinte minutos. Parecia uma louca.

A mulher-gato

Enquanto estávamos lá encontramos o gato do Jô Soares! A Suzana nos contou que ele estava de regime (!?!) e eu perguntei como ela conseguia fazer com que ele não comesse da comida normal dos outros gatos (que estava espalhada em vários lugares). Ela respondeu que só precisava elevar a comida 20 cm do chão (num degrau ou prateleira). Durante todo o tempo que ficamos lá, ele não saiu da cama (que surpresa!).

Adivinhe quem é este


O Gato do Jô recebeu a atenção especial da Gisele (minha irmã) durante quase todo o tempo que ficamos lá. E ele ficou todo "cheio"...

Ouvimos algumas estórias tristes, como a da gatinha de 3 patas (perdeu uma num acidente de carro), mas a impressão geral foi de um ambiente muito legal e feliz. Não porque os gatos estavam cantando e dançando, mas porque as pessoas que estavam lá visitando se mostravam felizes com o que viam. Também quem estava trabalhando lá parecia muito feliz com o que fazia. E quem ia trabalhar – a Nara – essa não se continha em si mesma de alegria (quando não estava chorando de saudades).

A gatinha de 3 patas

A Nara vai começar dia 22 e só poderá ir a cada quinze dias, dada a fartura de voluntários. O pessoal de lá elogiou a bravura da Nara, porque ela terá que tomar dois ônibus e andar uma ladeira enorme para chegar lá e depois trabalhar de graça (eles não sabem que ela vai estar alimentando a sua carência de gatos às custas deles). E pensar que tudo isso estava a apenas um email de distância...


Para quem está curioso com dados mais mundanos, o lugar custa uns 15 mil doláres mensais, e é mantido sem um centavo do Estado. A grana para cuidar dos 50 gatos (em média) vem de doações e, principalmente, de heranças deixadas para essa organização. A mão-de-obra é farta e vem dos voluntários. Isso é curioso, dada a carência geral de trabalhadores por aqui. Mas em lugares como esse, trabalhadores não faltam. Muitos têm a cultura de trabalho voluntário aqui na Nova Zelândia.

Sei que algumas pessoas devem pensar que isso tudo é uma frivolidade e que esse dinheiro deveria ser aplicado para salvar crianças. Eu também penso no quanto as minhas ambições são fúteis quando lembro do sofrimento dos povos pobres (imagens da África subsaariana vêm à mente), e também adoro o trabalho da Angelina Jolie & Cia. Mas eu não acho que uma coisa exclua a outra. Creio que elas caminham na mesma direção, e que haveria dinheiro para crianças, gatos e todos os animais se as nossas prioridades estivessem mais voltadas à prevenção do sofrimento alheio do que ao nosso próprio hedonismo.


"Vamos brincar?"


Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Fim de semana ocupado

Este último final de semana foi bem agradável e ocupado. No sábado fomos a um churrasco na casa da Cristina e do Zé que estava demais de bom. Novamente pudemos saborear a deliciosa farofa da Cristina e ainda de sobremesa tomar aquele cafézinho brasileiro especial. Ainda por cima o Zé fez o churrasco à brasileira, isto é, com carvão! Pena que tivemos que sair meio cedo porque eu tinha marcado uma aula de tênis... :-(

Ontem fizemos um churrasquinho aqui em casa para o almoço e aproveitamos para chamar o Guilherme que está de emprego novo e hoje também de carro novo. Ontem acompanhamos com emoção o leilão que ele participou para comprar o carrão que queria.

A Nara foi visitar o "gatil" onde vai prestar serviço voluntário e ficou encantada com o lugar. Mas isso será o assunto do próximo post que será escrito e publicado pelos meus mais novos colaboradores Francisco e Nara.

Sydney

Conforme eu comentei no tópico anterior, na semana passada em estive em Sydney, que aliás, deveria se chamar "Chidney", tamanha a quantidade de chineses... ;-) Aliás, apenas 50% da população é de australianos.
Fui para um congresso mundial do PMI (Project Management Institute). Pensei muito antes de ir pois tive eu mesma que bancar a viagem, já que o BNZ não concordou em pagá-la. Outra coisa que me preocupava era que, apesar da Austrália ser aqui do lado (3h de vôo), eu estaria indo para um outro país e desta vez sozinha. Mas uma noite, inspirada por umas taças de vinho, fui ao site e fiz a inscrição. Às vezes o álcool ajuda a gente a tomar as decisões certas. Esse foi o caso nesta situação.
O congresso valeu cada centavo que gastei. Prá começar porque o PMI serviu café da manhã, 2 coffee breaks, almoço e jantar, portanto eu não tive despesas com alimentação.:-D Além disso, eu assisti palestras que gostei muito e o mais importante, conheci pessoas do mundo inteiro com quem pude trocar idéias e cartões de visita. Teve até um cara que perguntou se eu teria interesse em dar aula na India. Bem, pagando bem, que mal tem?!
Conheci também uns brasileiros muito legais: a Carla, o Hebert (Petrobrás), o Leandro, e o Juliano (HP), que por sinal tem um blog bem legal sobre a Austrália, http://juemarti.blogspot.com/.

Tivemos um jantar especial um dia, fora do Hilton, onde foi o evento. Para minha surpresa quase 100% dos garçons eram brasileiros e muito simpáticos. Eles não deixavam esquentar a minha cerveja e rapidamente a trocavam por outra geladinha. Eles me diziam que brasileiro não pode tomar cerveja quente. Tive tratamento VIP... ;-)

Sydney é uma cidade muito bonita, mas pude ver alguns sinais de pobreza por lá...

Abaixo a famosa Sydney Harbour bridge.

A foto abaixo foi tirada por um brasileiro que estava passando por Sydney, a caminho do Brasil. Ele tinha passado férias em Melbourne e estava indo embora. Mas foi a maior coincidência pois quando pedi para ele tirar a foto eu nem imaginei que estaria pedindo para um brasileiro.
A Sydney Opera House
O porto de Sydney me parece o porto de Wellington aumentado. É tão bonito quanto, só que muito maior. O centro da cidade me lembra Auckland. Sydney é uma cidade com mais de 4 milhões de habitantes e onde tem muita gente, obviamente tem muitos problemas também...
Para compensar, a cidade tem um sistema ferroviário impressionantemente grande. Muito maior do que o metrô de SP. E isso obviamente facilita muito a vida das pessoas.
Cheguei no aeroporto sem saber como iria para o hotel. Me informei no centro de informações dentro do aeroporto se poderia ir de trem até o centro e disseram que sim. Peguei o trem dentro do aeroporto e ao chegar no centro, olhei para a direita e lá estava o meu hotel. Achei muito fácil até mesmo para uma pontagrossense como eu... Me senti muito esperta! Então eu estava bem tranquila para voltar. Saí do evento mais cedo, a tempo de chegar de trem no aeroporto que é tão grande que tem duas paradas diferentes do trem, uma para o aeroporto doméstico e outra para o internacional. Comprei o ticket e perguntei em que plataforma eu poderia pegar o trem para o aeroporto. A mulher me informou que era na 6. Verifiquei com ela duas vezes a resposta e olhei a placa que confirmava a informação. Entrei tranquila no trem. Depois de 45 minutos e inclusive assistindo uma menina chinesa fazer xixi dentro do metrô, resolvi perguntar se faltava muito para chegar no aeroporto. A espertona aqui então foi informada que estava no trem errado e que a melhor opção era continuar nele para voltar até a estação onde o peguei. Chegando lá fiz questão de ir verificar qual a besteira que eu tinha feito. Foi então que fiquei sabendo que na plataforma 6 passava mais do que um trem... ai ai. Resumindo, perdi o vôo. E como eu tinha comprado uma passagem promocional, eu perdi também a passagem. Com dor na consciência de ter perdido este dinheiro, puni a mim mesma e fui dormir em um backpacker. Não me dei muito bem no meu "castigo" pois apesar do quarto ser para 6, eu dormi muito confortavelmente sozinha. No outro dia saí cedo para evitar correr qualquer risco. Chegando na estação me dei conta que tinha deixado o celular no backpacker. Voltei correndo que nem uma louca e felizmente isso não me atrasou muito.
Fora estes percalços a viagem foi muito boa. Valeu mesmo a pena. Fui sempre muito bem tratada em Sydney o que me deu uma boa impressão do povo australiano.

Abaixo uma joalheria muito chique, que ficava inclusive dentro do Hilton hotel, com um nome bem interessante.... ;-)


O que eu mais adorei na cidade foi o clima que mesmo à noite era super quente e pude sair de camisa de manga curta, algo impossível aqui em Wellington.
Enfim, Sydney é muito bonita, mas eu não trocaria por Wellington. Eu adoro o aconchego desta cidade que oferece quase tudo que eu preciso em uma cidade e é do tamanho da minha cidade natal.

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Atualizando...

Faz um tempo que não escrevo pois as noites e finais de semana têm sido pouco tempo para a Nara, a Gisele e eu colocarmos em dia todos os assuntos já que ficamos mais de um ano sem nos vermos... :-)
A Gisele e a Nara começaram um curso intensivo de inglês na Wellington High school. Elas tem 2h e 1/2 por dia de aula, de segunda à quinta-feira. Apesar de, conforme eu já ter comentado, eu não considerar que vale a pena vir para cá para estudar inglês, estando aqui é óbvio que só se tem a ganhar, principalmente porque vai "quebrando" o bloqueio que muitas pessoas têm de falar em inglês. Sendo assim, o curso está sendo muito bom para ajudar as duas a deslancharem no idioma. Além disso também é uma forma de conhecer novas pessoas e passar o tempo até que elas consigam um emprego.
Falando em emprego, meu irmão Francisco já fez várias entrevistas nas agências mas até agora ainda não recebeu nenhuma job offer. E olha que inglês para ele não é problema para ele. Mas nós acreditamos que isso é só questão de tempo.
Na semana passada fomos visitar a casa do Felipe e da Ana e acabamos exagerando no vinho... O difícil foi a ressaca do dia seguinte!
Falando nisso, também tivemos uma noite muito agradável quando recebemos o casal Isabella e Rogério e seus filhos. Ele veio fazer mestrado aqui e ela é cantora de bossa nova e aliás tem uma voz muito linda!
O Julio começou uma aula de canto para ajudá-lo a desenvolver a voz. Ele está super empolgado e está ficando rouco de tanto treinar.
A Gisele hoje foi com uma colega em um hospital se candidatar para trabalho voluntário. Ela foi lá achando que só iria para conhecer mas o pessoas lá já fez ela preencher uma ficha e ficaram de ligar. A Nara também se candidatou a um trabalho voluntário para cuidar de gatos... :-D Enfim, vale tudo para treinar o inglês!
Esta semana eu estive em Sydney mas vou contar sobre a viagem no próximo tópico.