domingo, 16 de outubro de 2011

New Zealand por Ana e Miguel

Ana e Miguel, uma história de amor

clip_image002

O primeiro contato que tive com este casal foi em Março de 2009, quando a Ana me enviou um email muito simpático me contando sobre a vida deles e como a idéia de procurar, nas palavras dela, “um lugar ao sol” começou. Ela também comentou sobre os incentivos para “chutar o pau da barraca” que receberam de um amigo que já morava aqui. Ela me fez 2 perguntas no email: como a crise estava impactando a área de TI e se ao chegarem eles poderiam me visitar. Ela também comentou que o marido dela não conseguia acreditar como uma pessoa poderia escrever tanto como eu fazia no meu blog.  

Para a Ana, que é super ligada à família e aos amigos, este interesse pelo meu blog e o contato que fez comigo, foram uma tentativa de garantir que ela já teria uma amiga por aqui. Ela já estava plantando as sementes para uma amizade no outro lado do mundo. Já o Miguel, como bom representante da teimosia masculina, se recusava a ser influenciado pelas opiniões de uma blogueira que ele nem conhecia. Mas o fato é que tanto eu, como minha família, já fazíamos parte da vida do casal, uma vez que já éramos assuntos de discussão entre eles.

Um mês depois, os dois “chutaram o pau da barraca” e vieram em busca do “lugar ao sol”. Para um casal que vinha de Fortaleza eu imaginei que eles não achariam muito sol por aqui, pelo menos não no sentido literal da palavra. ;-) Demoraram um pouquinho, mas também vieram para a tal da visita combinada já através de email.

Quando eu os conheci pessoalmente, eu gostei mais ainda deles, principalmente depois de ouvir a história da vida do Miguel. Como uma eterna romântica que sou, eu adoro histórias de lutas que acabam com final feliz. E este é o estilo da história da vida do Miguel, que tinha tudo para dar errado. Começou muito difícil, mas através da força e persistência dele, se transformou em uma vida muito bacana e de realizações. E a Ana soube rapidamente reconhecer nele, um grande vencedor, e o escolheu para seu príncipe encantado. Desde então, ele nunca mais se sentiu sozinho pois tem ela caminhando ao lado dele como sua melhor amiga e companheira em todos os momentos. Não parece um conto de fadas? Eu fiquei muito emocionada com a história deles e orgulhosa de ter me tornado amiga deste casal tão querido. De lá para cá, a nossa amizade só cresceu. Eu sinto que eles são aquele tipo de amigos com quem a gente pode contar até debaixo d’água. E o que também confirma que estou diante de verdadeiros amigos, é que eu não me sinto nem um pouco constrangida quando preciso pedir qualquer coisa para eles. E isso é tão gostoso e precioso! O Miguel e a Ana já fazem parte da família, e somos muito gratos de termos estas pessoas tão especiais fazendo parte da nossa história.      

Nos primeiros meses aqui, a Ana reclamava muito do país e tivemos muitas discussões comparando o Brasil e a Nova Zelândia. Mas mesmo sofrendo por estar longe de pessoas que amava e em um lugar que não estava gostando, ela não desistiu por amor. Ela sabia que isso era muito importante para o Miguel e apesar de todas as dificuldades, para ela o mais importante era estar ao lado do seu companheiro. Então ela aguentou firme e hoje, a opinião dela mudou, e ela gosta muito de estar aqui. Ela vê a Nova Zelândia com outros olhos. Isto é, ela conseguiu superar aquela rejeição inicial que a maioria das pessoas sente quando chega aqui e isso foi algo muito importante e determinante para a felicidade do casal.

Em um dos emails que a Ana me escreveu antes de vir ela disse: “Um dia quero responder ao questionário no seu blog, já li do seu filho e do seu irmão, foram informações muito válidas.” E o dia chegou mais rápido do que ela esperava. Mal sabia ela, que no mesmo dia em que ela responderia à minha entrevista, ela também nos daria a notícia maravilhosa que ia se tornar mamãe! Tenho certeza de que eles serão pais maravilhosos e esta criança tem muita sorte, primeiro por ser filho(a) deles e segundo por nascer aqui em um lugar tão tranquilo e lindo para crescer. 

Vejam abaixo a contribuição da Ana e do Miguel para o meu blog:

1. Por que NZ?

Escolhemos a Nova Zelândia porque não estávamos dispostos a passar pelo processo exigido por outros países de pedir residência e ficar esperando. Queríamos vir e aplicar para o visto.

Outro fator determinante foi a ajuda de um casal de amigos brasileiros, o Manoel e a Patricia, que nos fizeram conhecer a opção NZ, até então desconhecida por nós. Eles também nos deram muito apoio e infomações sobre conseguir emprego e o processo com a imigração. O Manoel foi quem nos recebeu em Wellington, conseguiu um flatmate para morarmos nas primeiras semanas e nos deu um suporte até conseguir um emprego. Até a empresa que estou trabalhando atualmente foi por indicação dele.

2. Há quanto tempo moram aqui?

2 anos e 4 meses

3. Maiores dificuldades encontradas

Ana: ficar longe da familia, pois eu sempre vivi muito perto da minha familia. Nos sentiamos muito sozinhos. Eu eu ainda tinha que ser forte para dar apoio para o Miguel e força para ele conseguir alcançar o objetivo dele. Foi um exercício de crescimento, e eu melhorei muito como pessoa depois que vim para cá. Não foi fácil, eu dependia do Miguel para qualquer coisa, como telefonar, ou resolver problemas. Mas eu procurei me expôr para aprender inglês o mais rápido possível. Interessante que como eu não conseguia me comunicar, eu precisei me calar muitas vezes quando eu queria reclamar ou xingar. Tive que aprender a aceitar tudo sem falar nada, nem sequer dar minha opinião. Isso me ajudou também a me tornar uma pessoa mais tolerante, mais calma, falar menos e me controlar mais.

Miguel: Prá começar o idioma, pois não tive boa formação, apesar de ter frequentado cursos, maior parte do que aprendi em inglês foi estudando sozinho. Outra dificuldade foi conseguir um emprego. Eu apliquei para mais de 150 vagas e levou 1 mês e 20 dias para eu conseguir uma job offer. Olhando para trás agora, já nem acho que isso foi um tempo muito longo, mas não foi fácil receber todos os “nãos” que recebi. Na época eu me senti muito para baixo por ter a impressão de que nada estava dando certo. Eu ficava arrasado quando tinha algum feriado pois significaria mais tempo sem receber notícia das empresas.

4. Coisas que não gostam

Miguel: além dos choques eletrostáticos até quando se pega no computador, nas pessoas, e nas coisas no mercado? O isolamento. A NZ fica longe de tudo e isso ficou muito evidente depois da erupção do vulcão no Chile. O único jeito de chegar aqui é de avião, pela Europa ou pela América do Sul e quando esta rota pela America do Sul se fechou isso dificultou muito a chegada aqui.

Outra coisa é que em alguns setores eles não tem servicos tão profissionais, como por exemplo, atendimento e parte de gerenciamento/liderança também deixa a desejar.

Ana: Sinto falta da sensação de festa o tempo todo que existe no Brasil e que não existe aqui. Falta da energia positiva que existe no Brasil. Também não gosto que seja tão longe do Brasil, e as passagens sejam tão caras.

5. Como conseguiram o visto e com o que trabalham?

Chegamos aqui em Wellington e 1 mês e 20 dias depois, o Miguel recebeu uma job offer para trabalhar em Auckland. Foi uma grande sorte pois além da experiência de desenvolvimento .net, eles também se interessaram pelo conhecimento dele na área de eletrônica, já que era uma empresa deste ramo. Moramos em Auckland por 8 meses mas ainda gostaríamos de voltar a morar lá, especialmente por causa do clima.

6. O que mais sentem falta do Brasil?

Ana: muita falta da familia, a convivência com meus pais, a convivência com a minha sobrinha. Sinto falta dos meus amigos pois aqui as amizades são muito recentes, ao contrário das amizades que eu tinha no Brasil com pessoas que eu conhecia desde pequena. Acho que o que prejudica o desenvolvimento das amizades é que aqui as pessoas vêm e vão muito rápido, então não tem como manter um relacionamento mais forte. Também o fato de que na nossa idade nós já temos uma certa barreira/preconceito e somos mais seletivos para fazer amizade. Eu sempre fui uma pessoa muito próxima dos meus amigos e sinto falta deste tipo de  relacionamento, mas tenho que aprender a lidar com isso.

Também sinto falta da comida, mas com o tempo vai começando a gostar das comidas ruins daqui (risos). Sinto falta do calor e das praias de Fortaleza.

Miguel: pessoas (amigos e familia), alguns lugares que eu gostava de ir, comida. Quanto ao clima eu prefiro a friaca de Wellington.

7. O que não sentem falta do Brasil?

Ana: Quase tudo que sai no jornal, o trânsito, a sensação de prisão, você não sentir a liberdade que temos aqui por medo da violência.

Miguel: tirando as coisas óbvias(política, violência, etc), eu não sinto falta da incapacidade do povo de se organizar como sociedade.  Os interesses particulares sempre se sobressaem aos interesses coletivos. Isso me frustrava muito. Não sinto falta de como me sentia como cidadão em vários aspectos como consumidor, como eleitor, como contribuinte,etc. O descaso com o cidadão nesses papéis me trazia muita indignação. Não sinto falta dos cuidados que eu tinha que ter comigo mesmo com relação à segurança, para fazer uma compra, para fazer um negócio, tudo por causa da desconfianca entre as pessoas e a falta de confiança nas instituições (polícia, justiça, etc).

8. Experiências engraçadas

Ana: fui na academia pedir para cancelarem a minha “citizenship”. Depois de muita discussão a moça acabou entendendo que eu queria dizer “membership” (muitos risos)

Miguel: o cara chega na empresa e pergunta “I am looking for the toilet” e eu, sem entender direito, respondo que não conheço esta pessoa. (mais risos)

Outra vez pegamos o ônibus sem saber se era o correto e quando falamos para a motorista para onde íamos ela disse algo que eu não entendi. Eu perguntei mais duas vezes e ainda não conseguia entender a resposta dela. Aí a Ana perguntou para mim o que ela estava dizendo e eu respondi: “Não tenho certeza, mas ela tá com cara de brava, eu acho que ela está me chamando de idiota e está me mandando pegar outro onibus que é mais barato e mais rápido”. E tinha mesmo o tal do ônibus.

9. Tiveram alguma experiência de discriminação?

Nada que possa ser entendido como discriminação.

10. Qual a impressão geral sobre os kiwis?

Resposta: São muito prestativos, educados, cortezes, mas é difícil criar laços com eles.

11. O que gostam daqui?

Ana: tranquilidade, viver em paz

Miguel: a não evidência de diferença de classes sociais, apesar da diferença em termos de etnias, com o preconceito contra asiáticos, indianos, maoris e pacificos. Apesar disso, a diferença é muito menor que no Brasil, todos frequentam os mesmos lugares e são vistos como iguais, todos são respeitados. Possibilidade de qualquer trabalhador conseguir ganhar o mínimo para viver com dignidade, o que contribuí para a diminuição da violência e para uma vida tranquila pra todos. Até a relação dentro das empresas não é hierárquica como no Brasil. Outra coisa que acho bacana é a relação de confianca entre as pessoas. Você não precisa apresentar mil provas para respaldar o que está dizendo, as pessoas acreditam em você. Todo mundo tem vez no trânsito: o ciclista, o pedestre, o cadeirante e até os animais. Na minha rua é comum ver os motoristas pararem quando os patos estão atravessando a rua. Um dia eu ainda vou filmar isso.

12. Boas experiências na NZ

Resposta:

Ana: quando a gente ainda estava no Brasil, a gente não pretendia se envolver com brasileiros aqui, pois tínhamos a impressão de que os brasileiros que vivem em outros países poderiam ser aquele tipo que passa a perna nos outros. Mas depois eu conheci seu blog e a melhor experiência foi encontrar vocês e outros brasileiros pois percebemos que tinham outros brasileiros na mesma situação que a nossa, um apoiando o outro. Este momento foi importantíssimo para nós.

Miguel: a ida para Auckland, o que inicialmente tínhamos uma grande resistência em aceitar, pois à primeira vista Auckland não pareceu uma boa cidade para se viver, foi onde tivemos muitas boas experiencias com relação à amizades. Foi uma das fases mais dificeis na NZ e a fase que nós mais tivemos apoio das pessoas. Inclusive no trabalho. Apesar de eu estar trabalhando em uma péssima empresa, os colegas eram muito solidários. Certa vez eu tive que ir para uma entrevista de emprego em Napier e eu precisava faltar o dia de trabalho. Meus colegas clamufaram que eu estava na empresa, colocando um casaco na minha cadeira, ligando o computador como se estivesse sendo usado, e até colocaram uma caneca de café na mesa e uma embalagem de uma barra de cereal como se eu tivesse acabado de comer. A empresa era tão rígida que até para você faltar era chato, e complicado para justificar. Havia uma certa hostilidade quando você faltava. Nessa mesma empresa, eu estava comentando com um colega no almoço que havia decidido viajar no feriado mas não estava mais conseguindo alugar carro porque todas as empresas já estavam com todos os carros reservados, então outro colega que eu nem tinha muito contato, ao ouvir isso me disse prontamente, eu vou viajar de avião então você pode ficar com o meu carro no feriado.

Apesar da ajuda de brasileiros ter sido muito mais relevante, como eu não esperava a ajuda dos colegas de outras nacionalidades, esta foi uma grata surpresa. Também fiquei surpreso positivamente com a facilidade de alugar um carro, um apartamento que mesmo como turista se consegue facilmente alugar. 

Conhecer a Jeanine foi um marco porque antes disso eu sentia até vergonha da situação que eu me encontrava. Vir para cá procurar emprego, eu me sentia como se estivesse invadindo um espaço. Tinha vergonha de revelar esta posição. Quando eu conheci a Jeanine e conversei com ela sobre isso, eu percebi que isso era bem comum aqui.

Comentário da Jeanine: apesar da insistência da Ana ele se recusou a ler meu blog, do contrario saberia disso de antemão ;-)

Comentário da Ana: eu li o seu blog, vi que você tinha familia, que tinha várias pessoas seguindo o blog e portanto não poderia ser qualquer doidinha escrevendo qualquer coisa e isso me trouxe segurança.

Miguel: você foi uma pessoa que me orientou muito  aqui. Não apenas sobre imigracao, mas sobre outras coisas como trabalho e diferenças culturais. Eu vim totalmente despreparado e eu enfrentava um problema, uma dúvida, uma nova rejeição a cada dia e não tinha com quem dividir isso nem com a Ana, pois ela não entenderia minhas dificuldades específicas no processo de busca de emprego. Eu falo para o Ed (Edgar do Casal Borboleto) e para você, que vocês dois têm uma importância muito grande na minha vida aqui na NZ porque vcs me orientaram muito, eu escutei muita coisa que eu precisava escutar de vocês dois. A coisa mais importante que eu tive aqui foi a orientação de vocês. Você nem imagina o quanto ajudou. Eu lembro de algumas vezes que eu tava muito mal em Auckland e tinha dias que eu parava, olhava para o tempo e pensava: pôxa, eu tô aqui fazendo o que? E tinha alguns dias que eu ligava para você, apesar de ficar meio sem graça de ligar porque sempre acabava ficando mais de 1 hora batendo papo, mas eu me sentia tão melhor, você me dava tanto material para eu pensar, aquelas conversas foram muito importantes. Naquela época se não tivesse alguém para dizer para mim , “olha a vida na NZ não é isso q você está vivendo aí”, eu teria ido embora com toda certeza.

(lágrimas e muita emoção)

Comentários da Jeanine: Nessas horas eu sinto que a minha existência faz sentido. Acho que não existe uma felicidade maior, mais verdadeira, mais profunda no coração da gente, do que saber que fez diferença na vida de outras pessoas, ainda mais quanto são pessoas que merecem tudo do melhor como o Miguel e a Ana.

13. Futuramente desejam mudar para outro país?

Ana: eu não tenho vontade pois considero que nós encontramos aqui tudo que queríamos. Mas o problema é que o Miguel não está realizado profissionalmente e talvez isso possa ser possivel Austrália. Só que teria que analisar todo o custo envolvido. Também queria passar um período no Brasil para meu filho convivesse com a minha familia, mas isso só depois que conseguirmos a residência permanente na NZ. Enfim, não descarto a ida para um outro país

Miguel: Eu viveria feliz para o resto da minha vida aqui na NZ, mas se eu tivesse oportunidade eu gostaria de ter uma experiência em outro país, como a Australia ou alguns países da Europa. Eu também tenho planos para voltar para o Brasil para ficar lá por 1 ano ou 2, especialmente depois que nosso filho nascer, para ele(a) ter convivência com a familia e a cultura.

Neste momento o Marco interrompe a entrevista para parabenizar o Miguel pelo aniversário dele. Já era 12:01 do dia 3/9. Mais um motivo para comemorar!

14. Algum conselho para quem quer vir para cá?

Miguel: avalie bem se você está preparado para sair do seu país e se adaptar à uma nova cultura; se você consegue se inserir e as possibilidades de emprego, de encarar as dificuldades com o idioma.

Ana (como esposa de um cara da área de TI): existem algumas vantagens e muitas desvantagens, mas apesar delas, tem que focar no objetivo, ter paciência, perseverança, pois vão ter muitas barreiras, vão ter mais momentos tristes do que felizes, mais momentos dificeis do que fáceis e você tem que persistir e olhar só para o seu objetivo. Depois as coisas começam a melhorar. Para as mulheres que vem com os maridos, meu conselho é que elas tentem dar o maior apoio possível e tirar força sabe lá de onde para dar tudo certo.

15. Valeu a pena?

Resposta: Com certeza! (a foto abaixo confirma!)

clip_image004

15 comments:

Gláucia Lima disse...

Gostei muito da história deles dois. É sempre bom conhecer pessoas que enfrentaram dificuldades, lutaram e conseguiram vencer, vê mais um sonho se tornar realidade.
E felicidades para os papais e esse bebezinho que esta por chegar. Parabés!

Roberto Mendonça disse...

Muito bacana o post. Realmente muito interessante ver a vitória de pessoas que acreditam no seu sonho e vão em busca daquilo. Fazem acontecer! Parabéns pelo bebê e que tudo se realize cada dia mais pra vocês!!

Paula Donato disse...

Ai que lindo fiquei super emocionada, parece uma história de um livro. Parabéns ao casal pelo baby! Beijos pra família Almeida que faz a diferença na vida de muitas pessoas.

Rafael Cintra disse...

Maravilhosa a entrevista. Eu particularmente me emocionei porque eu estava junto do casal quando eles passaram essas épocas difíceis e na ocasião eu estava passando pelas mesmas dificuldades. Fico muito feliz por eles terem vencidos os obstáculos.

E Jeanine, você sabe que se não fosse por você a minha história na NZ não teria tido um final feliz. Você é muito especial e sou eternamente grato a você.

Grande beijo e saudades da turma!

Jeanine Almeida disse...

Paula e Rafael, muito obrigada pelas palavras de carinho. Vocês também têm uma linda história de amor e companheirismo. Sentimos muita falta de vocês por aqui. Beijos!

Wesley disse...

Olá. Bacana a história, assim como vocês, tenho vontade de morar fora. Mas tenho algumas dúvidas se vale a pena, porque é uma mudança de vida muito grande rsrs.
Jeanine, caso não seja incomodo, poderia me enviar seu contato para tirar algumas dúvidas? Nada referente ao processo de imigração...
Obrigado.

Josiane disse...

Querida Jeanine,

Que lindo post, que linda história! De garra, luta, coragem, determinação, que é o que tanto precisamos quando estamos separados de nossas raízes, num país estranho!
Parabéns ao Miguel e Ana pelo bebê, muita força e amor!!

Beijos,

Érica Leal disse...

Boa Noite, fiquei até emocionada ao ler o blog.Meu nome é Érica Leal, uma das amigas de infância da Ana. Conhecir Ana através de minha irmã ( elas estudaram juntas ). Amei a história e posso confidenciar que acompanho a vida de Ana e Miguel desde o namoro e foi exatamente como relatado. Com sonhos, perseverança, lutas e conquistas é por isso que hoje só temos a comemorar. Desejo que Deus continue abençoando a vida de vocês e muito sucesso nessa nova etapa da vida. Um grande beijo.

Eliane Borgert-Sbrizza disse...

Ola Jeanine,
Fonte de inspiracao! Isso sim e o teu blog. Essa historia veio numa boa hora. Eu precisava de algo pra me lembrar o porque de passarmos por tantos sacrificios. E porque no final a recompensa vira. Que eles continuem firmes e fortes.
Um abraco.

Eliane

Jeanine Almeida disse...

Oi Wesley. Me passa o seu email aqui no meu blog que eu entro em contato com vc. Um abraço.

Boteco Fashion by Thiago Couto disse...

Muito bacana o post eu e minha esposa estamos pensando em ir para NZ mas estamos com dificuldade para arrumar moradia você me indica algum site, vamos fazer curso de inglês e quem sabe arrumar um emprego por aí hj trabalo como designer na empresa Forum/Triton em Sp.

Hina May disse...

olaaa, vc tem um email pra contato? pretendo ir morar na NZ e adorei o seu blog!é bem realista!
bjs May

Noleto disse...

Olá Jeanine, espero não estar incomodando, imagino que vc seja muito ocupada e sempre tenha pessoas pedindo informações também, mas é que estou já a algum tempo planejando minha mudança e agora já decidi ir, só estou me organizando por aqui. Se você puder me dar algumas informações eu agradeceria. Pois tenho mulher e um filho e não posso tomar decisões que possam prejudicá-los de alguma forma, gostaria do seu e-mail. Qualquer coisa meu e-mail é noletoneto@hotmail.com. Desde já agradeço, achei seu blog muito interessante e já tirei daqui informações valiosas. Parabéns.

Gabi Pacheco disse...

Ola Jeanine, entrei em contato contigo faz um tempinho ja, buscando informações sobre dentistas. Agora escrevo diretamente de Auckland, cheguei faz uma semana e estou bem no centro com meu namorado GUilherme. Continuo acompanhando e relendo teu blog, sempre tem tem dicas uteis! Espero um dia poder te conhecer pessoalmente e quem sabe Ola Jeanine, entrei em contato contigo faz um tempinho ja, buscando informações sobre dentistas. Agora escrevo diretamente de Auckland, cheguei faz uma semana e estou bem no centro com meu namorado GUilherme. Continuo acompanhando e relendo teu blog, sempre tem tem dicas uteis! Espero um dia poder te conhecer pessoalmente e quem sabe nós tbm responderemos esse questionario hehehe estamos ainda a procura de trabalho, eu nao tenho um ingles fluente, entao procuro mais em bares, lojas e restaurantes para poder praticar. Meu namorado é formado em ComEx e fluente no ingles acho que ele tem mais chances de consehuir algo melhor e mais rapido. Agora nós tbm temos um blog contando sobre " a nossa vida na Nova Zelândia". Um grande abraço Gabriela e Guilherme. tbm responderemos esse questionario hehehe estamos ainda a procura de trabalho, eu nao tenho um ingles fluente, entao procuro mais em bares, lojas e restaurantes para poder praticar. Meu namorado é formado em ComEx e fluente no ingles acho que ele tem mais chances de consehuir algo melhor e mais rapido. Agora nós tbm temos um blog contando sobre " a nossa vida na Nova Zelândia". Um grande abraço Gabriela e Guilherme.

Alecxandra Hauch disse...

Gostei muito desse blog, na verdade venho acompahando a algum tempo e cada vez que leio mais me interesso por esse país. Como a história do casal, tenho vontade de "chutar o pau da barraca" mas sou solteira com dois filhos o que dificulta muito. Como são vistas e tratadas as crianças aí?