quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Brasil por um neozelandês – Living in Brasil – going the other way

Desde que chegamos aqui, é sempre comum os neozelandeses nos perguntarem porque deixamos o Brasil. E aqueles que já passaram férias lá, custam a entender o que nos fez deixar de um país tão bonito, com espírito constante de festa, com um clima quente, para virmos morar nesta ilha longe de tudo. Acontece que passar férias no Brasil é bem diferente de viver lá. Até mesmo brasileiros que moram aqui e passam  férias no Brasil acabam criando uma ilusão de que tudo por lá é maravilhoso. Aqueles que decidem voltar baseados nesta ilusão, normalmente se arrependem.

Assim, achei muito legal ter conversado com o Rod Halliday, que é um neozelandês com uma história bem diferente da maioria. Ele conheceu a namorada brasileira aqui, e quando ela decidiu voltar para o Brasil, ele decidiu acompanhá-la. Mais uma história de amor muito bonita!

Encontrei o Rod em uma festa de amigos comuns quando ele veio passear aqui durante a copa de rugby. Achei muito interessante ouvir a opinião de um Kiwi que realmente se mudou para o Brasil para viver lá. E, como já era de se esperar, viver no Brasil tem sido um grande desafio para ele.

Eu pedi para ele escrever um post para mim e ele gentilmente aceitou colaborar com meu blog. Abaixo o texto dele já traduzido para o português. Depois a versão original em inglês.

“Tendo nascido Kiwi e sendo criado como tal, que ama o rugby e a uma bebedeira de vez em quando, nunca imaginei que me encontraria com uma menina bonita brasileira e acabaria vivendo no Brasil. Mas quando o amor toma conta do seu coração você nunca sabe exatamente onde você vai acabar na vida. De todos os brasileiros que conheci na Nova Zelândia eu estimo que cerca de 80% deles pretendem ficar na Nova Zelândia e começar uma vida nova. Mas eu acabei conhecendo alguém que estava entre os outros 20% que não querem ficar longe do Brasil. Então, no ano passado, fizemos as malas e viemos para o Brasil para criar uma nova vida. Eu deixei para trás meu próprio negócio, uma profissão e, claro, meus amigos e família.

Vivemos aqui por mais de um ano em uma cidade linda do litoral em Santa Catarina, que tem um clima fantástico. Eu gosto de meu churrasco semanal e eu estou aprendendo um novo idioma, o que sempre foi um dos meus objetivos na vida. O português é uma língua difícil, mas estou melhorando, dia após dia. Com certeza, não há melhor lugar para aprender uma língua do que no próprio país em que ela é o primeiro idioma. Embora o começo de vida em qualquer país novo seja sempre difícil, há um monte de coisas aqui no Brasil que fazem esse processo mais difícil e às vezes incrivelmente frustrante.

A primeira meta ao chegar em qualquer país novo, é encontrar alguma renda através de um emprego. Chegar no Brasil sem um monte de dinheiro foi um grande erro para nós. Apesar de termos um apartamento para viver (muita sorte), você ainda precisa comer e pagar as contas e encontrar um emprego aqui acabou por ser muito difícil. Minha companheira é uma profissional qualificada da área de saúde e após a aplicação para vários cargos públicos com um salário de mais ou menos R$1200/mês, ela continua desempregada depois de um ano e não recebeu uma única carta ou e-mail vinda de qualquer empregador informando que ela não havia sido escolhida. Um emprego na iniciativa privada, perto da costa bonita de 'Bombinhas', teve 200 candidatos e estava pagando o salário mínimo. Ela não entendeu, e se decepcionou ainda mais, quando descobriu que teria que pagar R$100 pelo “privilégio” de fazer um exame de 3 horas em um domingo de manhã. Tentar ganhar dinheiro é incrívelmente difícil aqui e eu cheguei à conclusão de que o Brasil é muito mais um país sobre "quem você conhece” e não tanto sobre "o que você conhece", como é na Nova Zelândia. O salário mínimo aqui no Brasil é ridiculamente baixo e é um insulto, especialmente para aqueles que têm alguma formação. Na maioria dos casos, o salário mínimo só permite que uma pessoa possa sobreviver se ela viver com seus pais.

A maioria das coisas boas que aconteceram para nós desde que chegamos no Brasil surgiram como resultado de conexões familiares, amigos ou colegas de trabalho. O Brasil é como uma teia de aranha grande e complicada que conecta uma enorme gama de pessoas, mas que é impossível de ver ou compreender. Para conseguir um bom trabalho em uma empresa privada, você realmente precisa fazer parte da “teia” correta. E para conseguir um bom trabalho no setor público, você precisa para estar no topo dos 2% de pessoas intelectuais já que todos os cargos no setor público são baseados em Concursos que aparecem apenas para testar o intelecto e conhecimentos gerais, em oposição à experiência, conhecimento técnico, habilidade de tomada de decisão, habilidades interpessoais ou outros atributos-chave que pode fazer alguém mais apropriado para um trabalho mais do que uma pessoa com conhecimento puramente acadêmico.

Então, da minha experiência aqui, eu vejo a grande maioria dos jovens caindo em um buraco de desesperança. Isso é estranho porque no Brasil é dada uma enorme importância ao grau de formação da pessoa, até mais do que na Nova Zelândia, e há muitos profissionais altamente qualificados aqui. Mas aonde estão os postos de trabalho e onde está o salário que reflete as qualificações que muitas pessoas possuem é o que eu me pergunto.

Dada esta situação, o problema maciço de crimes violentos no Brasil começa a fazer algum sentido para mim. Sem emprego e sem um sistema de bem-estar para à população para atender as necessidades básicas, as pessoas com famílias que não podem ter alimentos para si ou para seus filhos, naturalmente, vão sair e roubar. Eu faria o mesmo se eu estivesse em uma situação desesperada e tivesse uma família com fome em casa? Provavelmente! É um instinto básico de sobrevivência e e de proteção à sua família e em tempos de desespero assim, a moral e a  consciência social saem pela janela. Adicione a isso os traficantes que vendem drogas para essas pessoas sem esperança e você tem um grande problema social. Assim sendo, você tem sempre que ter cuidado no Brasil. Eu aprendi a estar sempre atento ao que acontece à minha volta e nunca baixar a guarda. Isto pode ser muito cansativo e é algo que eu não costumava precisar fazer.

Acima de tudo, o que mais me decepciona no Brasil são as histórias sem fim de corrupção. Todas as noites assistindo o Jornal Nacional, é sempre a mesma coisa. A maioria das notícias são cheias de histórias de crime e corrupção e, como Kiwi eu não posso tolerar a injustiça ou abuso de poder que é o que está acontecendo em uma escala inacreditável no Brasil. De políticos, à policiais e prefeito, a corrupção é ilimitada.

Dê poder ou responsabilidade a alguém, combinado com acesso ao dinheiro, e a tentação de abusar dessa posição é vergonhosamente alta. Infelizmente, este país está tomado pelo câncer da corrupção ao mais alto nível e que parece impossível de ser eliminado. É muito difícil para mim, ouvir histórias de crime de colarinho branco na casa dos milhões de reais sendo cometidos diariamente, quando todos ao meu redor são pessoas lutando para pagar contas ou colocar comida na mesa.

O Brasil tem tanto potencial com o seu vasto território e recursos naturais abundantes, como petróleo, gás, açúcar, feijão e café; e tem a capacidade inata de ganhar muito dinheiro vendendo estes produtos para o mundo. O Brasil não é como alguns outros países onde não há recursos naturais para o comércio. Aqui tem muita coisa para fazer muito dinheiro. Por isso, não posso aceitar comentários que ouço de que o Brasil é pobre, ou se referindo a outros países, por exemplo, a Europa, como sendo tão rica. O Brasil é rico. Há também um monte de terra não utilizada disponível para pasto ou a produção de alimentos que ainda tem que ser aproveitada e isso não inclui áreas ecologicamente importantes. Fiquei sabendo recentemente que apenas 20% de terra disponível no Brasil está sendo utilizada para agricultura. E mesmo sendo este o caso, a Brasil recentemente subiu para a sexta maior economia do mundo e agora está acima da Grã-Bretanha. Quando esta notícia chegou ao Brasil, as pessoas ficaram muito orgulhosas de seu país. E com razão. Mas, apesar do Brasil estar rapidamente se tornando uma potência econômica no mundo, a distribuição de sua riqueza é o onde as coisas vão muito mal. Para o brasileiro da classe média, a vida ainda é difícil, os salários são espantosamente baixos, eles trabalham longas horas e os indíces de violência são muito altos.

É comum ouvir as pessoas aqui reclamando sobre a corrupção entre os políticos, dos altos impostos e da falta de planejamento de infra-estrutura. Eu estava em um churrasco no último fim de semana com as colegas de faculdade da minha namorada, conversando com duas pessoas que eu nunca tinha conhecido e não demorou muito para elas expressarem sua frustração com o sistema aqui no Brasil. “Não votem para os políticos corruptos ", eles comentaram, “e virá outro grupo de reformistas promissores que muitas vezes vêem a mesma oportunidade de ouro para roubar". Depois de ouvir isso, eu sempre pergunto então qual é a solução para o Brasil . E a resposta é sempre a mesma. "Não tem solução". A cultura é arraigada no sistema. É como um câncer terminal. Você pode tentar operar e cortá-lo, mas ele simplesmente continua voltando. A melhor resposta que me foi dada até agora é que foram os colonizadores Portugueses, 500 anos atrás, que trouxeram a mentalidade da corrupção que instalou-se no sistema político que existe até hoje.

Esta mentalidade e atitude também pode explicar a minha observação de que o número de regras e leis que devem ser obedecidas no Brasil é diretamente proporcional à quantidade de poder e dinheiro que você tem. Quanto mais dinheiro você tem, mais problemas você pode resolver na conversa ou comprar uma “solução”. Eu percebi que no Brasil, um monte de coisas (e funcionários) estão à venda. O cara dirigindo a 150km/hr na BR101 ou o cara que tenta cortar a fila na loteria. É tudo a mesma coisa para mim. Classe social é predominante aqui e é tudo baseado em torno do poder e dinheiro. A arrogância desse tipo de pessoas faz meu sangue ferver. Na Nova Zelândia, alguém que age como se fosse o dono do lugar ou age como alguém que se acha melhor ou mais importante que os outros, é imediatamente “cortado”. Esta aversão dos neozelandeses à pessoas que “se acham”, é chamado de "tall poppy syndrome" e é visto como um aspecto negativo da cultura da Nova Zelândia porque é prejudicial para o crescimento pessoal e empresarial. Mas pelo menos  isso ajuda a eliminar atitudes baseadas em classes sociais. Talvez o Brasil precisasse de uma dose disso.

Costumo olhar para fora da janela do nosso apartamento para a cidade agitada e fico imaginando como algumas indústrias, setores e sistemas realmente funcionam. Com tanta desorganização, demora e atraso no mundo dos negócios, a corrupção e desonestidade, de algum modo as coisas ainda acontecem. É um sistema único, que tem uma forma única e, muitas vezes caótica de funcionar. Isto é Brasil. Ame-o ou o odeie, é deste jeito que as coisas são e é provável que sejam por um tempo muito longo. Se o resto do mundo pode fazer negócios com um sistema como este é algo questionável. Mas estou certo de que o mundo vai encontrar um caminho. O Brasil é muito importante para ser ignorado. Quando cheguei no Brasil eu estava ciente de que o Brasil estava crescendo, e procurei por oportunidades de negócios. Eu gastei literalmente centenas de horas pesquisando várias possibilidades desde exportação de café à exportação de cerveja, mas eu cheguei sempre à mesma conclusão de que, como um gringo que não conhece ninguém aqui, é muito difícil. Há muita corrupção, incerteza e eu não acho que haja igualdade de condições, quando se trata de negócios aqui. Você tem que estar conectado e se manter fora do caminho dos 'big boys'. Achei impossível montar um modelo financeiro confiável de todos os custos e retornos. Havia muitas incertezas e incógnitas para mim para tentar alguma coisa, e nos negócios, são as  "incógnitas" que irão destruí-lo. A única maneira que eu consideraria um negócio aqui é se eu pudesse encontrar uma pessoa bem relacionada em quem eu pudesse confiar 100%.

A grande maioria das pessoas aqui trabalham duro, muitas vezes fazendo longas horas e ganhando pouco. Mas, quando o trabalho termina, os brasileiros gostam de ver a família, socializar, tomar uma bebida e festar. Isto é o que eu gosto daqui. Os neozelandeses são um pouco “Ingleses” e um pouco chatos, enquanto que aqui parece que há mais brilho e vida nas pessoas. Talvez o calor tenha algo a ver com isso.

No geral, eu tenho a dizer que viver no Brasil é muito mais difícil do que eu pensava que seria. Se você está bem conectado com as pessoas em posições influentes e que têm dinheiro, a vida no Brasil pode ser muito boa, de fato. Se você não for, então boa sorte para você. Mas  a experiência de viver aqui e entender a cultura da minha namorada tem sido muito boa para mim. Eu entendi agora de onde vêm muitas de suas idéias, atitudes e opiniões e isso nos ajudou a compreender melhor um ao outro.

Agora eu entendo porque ela nunca ficava animada sobre nada até que aquilo se tornasse real. É porque no Brasil você nunca pode contar com suas galinhas até que choquem (traduzi literalmente mas acho que fez sentido; a outra opção seria uma expressão muito feia para colocar aqui no blog ;-). Tantas coisas podem mudar aqui e ali e tem muita conversa e promessas que nunca se concretizam. Isso me leva à loucura, mas por enquanto vamos continuar tentando, e desfrutando da experiência de viver nesse lugar muitas vezes louco. A vida é sobre desafios pessoais e este é certamente um deles para mim.”

 

Original version:

“Living in Brasil – Going the other way – 23rd January 2012

As a born and bred Kiwi who loves rugby and the occasional drinking binge I never imagined I would meet a beautiful Brasilian girl and end up living in Brasil. But when love takes hold of your heart you never really know just where you will end up in life. Of all the Brasilians I have met in New Zealand I estimate that about 80% of them hope to stay in New Zealand and make a new life. But I just so happened to meet one of the 20% who didn’t. So last year we packed our bags and headed for Brasil to set up a new life. I left behind my own business, a profession and of course my friends and family.

We have been living here now for over 1 year in a lovely coastal City in Santa Catarina that has a fantastic climate. I enjoy my weekly churrasco and I am learning a new language which has always been one of my goals in life. Portuguese is a tough language but I’m slowing improving, day by day. For sure, there’s no better place to learn a language than in the actual country. Although setting up life in any new country is always difficult, there are a lot of things here in Brasil that make that process just that little bit harder and at times incredibly frustrating.

The first goal when arriving in any new country is to find some income in the form of a job. Arriving in Brasil without a lot of money was a big mistake for us as despite having an apartment to live in (very lucky), you still need to eat and pay bills, and finding work has turned out to be very difficult. My partner is a qualified health professional and after applying for several public positions paying around R$1200/month, is still unemployed after a year and did not get a single letter or email from any employer advising that she had been unsuccessful. One particular job, near the beautiful coast of ‘bombinhas’ had 200 applicants and was paying the minimum wage. She didn’t get it, and on top of that disappointment she had to pay R$100 for the privilege of sitting the 3 hour exam (on a Sunday morning). Trying to earn the currency and live off it is incredible tough here and I’ve come to the conclusion that it’s very much a country of ‘who you know’ and not so much about ‘what you know’ like it is in New Zealand. The minimum wage being offered here in Brasil is ridiculously low and is an insult, especially to those who are tertiary qualified. In most cases the minimum wage would only allow a person to exist by living with their parents.

Most of the good things that have happened to us since arriving in Brasil have come about as a result of family connections, friends or work colleagues. Brasil is like a large complicated spider’s web that connects a massive range of people but is impossible to see or understand. To land a great job in a private sector company you really need to be part of the right spider’s web. And to land a great job in the public sector you need to be in the top 2% of intellectuals as all positions in the public sector are based on concursos that appear only to test intellect and general knowledge as opposed to experience, technical knowledge, decision-making ability, interpersonal skills or other key attributes that might make someone more suitable for a job over an academic.

So from my experience here I see the vast majority of young people falling into a massive hole of hopelessness. This is strange because in Brasil there is huge importance placed on getting educated to a high level, even more so than in NZ, and there are many highly skilled and qualified professionals here. But where are the jobs. And where the wages that reflect the qualifications that many people possess.

Given this situation, the massive problem of violent crime in Brasil starts to make some sense to me. Without a job and no welfare system to provide for peoples basic needs, people with families who cannot provide food for themselves or their children are of course going to go out and steal. Would I do the same if I was in a hopeless situation and had a hungry family at home? Probably! It’s a basic instinct to survive and provide for your siblings and in desperate times you morals and social conscience goes out the window. Add to this the drug dealers who sell these hopeless people drugs and you have a big social problem. So you have to always be careful in Brasil. I’ve learnt to always be aware of your surroundings and never let your guard down. This can be very exhausting and something I am not use to doing.

Above all else, what disappoints me the most in Brasil are the endless stories of corruption. Every night watching Journal National news, it’s always the same. It’s full of stories of crime and corruption and as a kiwi I cannot tolerate unfairness or abuse of power which is what is happening on an unbelievable scale in Brasil. From politicians to policeman to the prefeito, it’s limitless. Give someone power or responsibility and combine that with access to money; and the temptation to abuse that position is shamefully high. Unfortunately, this country is riddled with the cancer of corruption at the highest levels and it appears impossible to eliminate. It’s very difficult for me to hear stories of white collar crime in the millions of reais being committed daily, when all around me I see people struggling to pay bills or put food on the table.

Brasil has so much potential with its vast land mass and abundant natural resources like oil, gas, sugar, bean and coffee; and has the innate ability to earn substantial income from selling these commodities to the world. Brasil is not like some other nations where there are no natural resources to trade. It has plenty and its makes a lot of money. I therefore do not accept comments I hear that Brasil is poor, or refer to other countries for example in Europe, as rich. Brasil is rich. There is also a lot of unutilised land available for grazing or food production that has yet to be tapped and this does not include ecologically significant areas. It was recently quoted to me only 20% of available land in Brasil is being used for agricultural use. And even with this being the case, Brasil has recently risen to the 6th biggest economy in the world and now sits above Great Britain. When this news hit Brasil, the people in Brasil were all very proud of their country. And rightly so. But despite Brasil fast becoming an economic powerhouse of the world, the distribution of its wealth is where things go horribly wrong. For the average Brasilian, life is still tough, the wages are appallingly low, they work long hours and crime is still high.

It’s easy to get people here complaining about the corruption among politicians, high taxes and the lack of infrastructure planning. I was at a churrascho last weekend with my girlfriends university colleagues talking to two people I had never met and it didn’t take long to ignite their fires of frustration with the system here in Brasil. ‘Vote out the corrupt politicians’ they said ‘and in will come another batch of promising reformists who all too often see the same golden opportunity to steal’. After listening I always ask.....so what is the answer for Brasil’. And the answer is always the same. “Nao Tem repostas”. Its cultural and its entrenched in the system. It’s like terminal cancer. You can try to operate and cut it out, but it just keeps coming back. The best answer I have been given so far is that it comes from the Portuguese colonists 500 years ago who brought the mentality of corruption and installed it in the political system that exists today.

This mentality and attitude may also explain my observation that the number of rules and laws you must abide by in Brasil is directly proportional to the amount of power and money that you have. The more money you have the more trouble you can talk or buy your way out of because I’ve realised that in Brasil, a lot of things (and officials) are for sale. The guy going 150km/hr on the BR101 or the guy trying to cut the queue at the loteria. It’s all the same to me. Social class is prevalent here and it’s all based around power and money. The arrogance of these types of people makes my blood boil. In New Zealand, someone who acts as if they own a place or is better or more important than you gets ‘cut down’. Very fast. This is usually referred to as the ‘tall poppy syndrome’ and is seen as a negative aspect of the New Zealand culture, because it is detrimental to personal and business growth. But at least it helps break down social class attitudes and perhaps Brasil needs a dose of this.

I often look out of the window of our apartment to the bustling city and wonder how some industries, sectors and systems actually function. With so much disorganisation, lateness and tardiness in the business world, corruption and dishonesty, it somehow ‘just does’. It’s a unique system that has a unique and often chaotic way of working. This is Brasil. Love it or hate it, it is the way it is; and the way it is likely to be for a very long time. Whether the rest of the world can do business with a system like that is questionable. But I am sure that the world will find a way. Brasil is just too important now not to. When I arrived in Brasil I was very aware of how Brasil was growing, and looked around for business opportunities. I have literally spent hundreds of hours researching various possibilities ranging from exporting coffee beans to beer but I kept arriving at the same conclusion. That as a gringo who knows nobody, it’s just too hard. There’s too much corruption, uncertainty and I don’t think it’s is a level-playing field when it comes to business here. You have to be connected and keep out of the way of the ‘big boys’. I found it impossible to put together a reliable financial model of all costs and returns. There were too many uncertainties and unknowns for me to try something, and in business, it’s the ‘unknowns’ that will destroy you. The only way I would consider a business here is if I could find a well-connected person who I could trust 100%.

The vast majority of people here are very hard workers, often working long hours and earning little but when the work is finished they love to see family, socialise, have a drink and party. This is what I like about living here. New Zealanders are bit more English and a bit more boring whereas here there’s a bit more spark and life in everyone. Perhaps the heat has something to do with it.

Overall, I have to say living in Brasil is much harder than I thought it would be. If you are well connected to people in influential positions and have money, then life in Brasil can be very sweet indeed. If you’re not, then its good luck to you. But it has been good for me to experience living here and understand my partner’s culture. I have been able to see where a lot of her ideas, attitudes and opinions come from and it has helped us understand each other better. I now understand why she never used to get excited about anything until it actually happened or she could see it or hold it. It’s because in Brasil you never count your chickens until they hatch. So many things can change here and there is a lot of talk and promises that never come to fruition. This drives me insane; but for now we will keep trying, and enjoy the experience of living in this often crazy place. Life is about personal challenges as this is certainly one of those for me.”

Thanks Rod!

27 comments:

Glenda Di Muro disse...

Adorei ver a opinião de um estrangeiro no Brasil, principalmente nesta semana que tive uma chuva de criticas de patriotas que nunca sairam do Br. lá no blog. Discordo com algumas visões sobre a economia, pq acho q o Br já deve parar de se basear em produtos primarios e contaminantes, mas isso é outra historia e não é o pto chave do seu depoimento. O Brasil não é para qualquer um... E esse rapaz está ai para provar. Parabéns pela ideia e pelo texto.

Jeanine Almeida disse...

Obrigada Glenda. Este pessoal que nos criticam são apenas invejosos que não tem a coragem que tivemos! ;-) Infelizmente depois que saimos do Brasil perdemos o direito de reclamar das mesmas coisas que reclamávamos antes e até com estas mesmas pessoas que sempre concordavam com a gente.
Patriotas? Difícil acreditar. Para mim isso é falso patriotismo. Tente propôr uma luta por qualquer causa no Brasil para vc ver o que acontece. Poucas pessoas querem se envolver ou perder tempo que poderiam passar assistindo novela ou BBB para ajudar a mudar alguma coisa.
Mas o pior de tudo é que eles falam de algo que nem sabem pois só morando um bom tempo em um país diferente para conseguirmos ver o Brasil como ele realmente é. É incrível como morar em outro país abre os nossos olhos e nossa cabeça. Beijos.

Dani disse...

só discordo de uma coisa: concurso público é decoreba, não prova conhecimento acadêmico de nada. são várias perguntas-pegadinhas que terão pouca relevância uma vez que o aprovado assuma o cargo.

JJ disse...

I couldn´t agree with you more, i too am from NZ and have been living here since the feb earthquake. I find it very fustrating here, from the agonisingly long time it takes to get a simple task done to when your talking to a attendant or clerk and a person will walk infront of you and start talking to them and will not leave until their issue is solved. There is so much potential here in Brasil and its sad to see it being blocked by the greedy powers at be. Also yeah the news is graphic and violent and seldom cheerful. Keep up the search, i hope things get easier for you.

mãe da Sandra disse...

Adorei o post. Interessante ver o ponto de vista de alguém que fez o caminho oposto do nosso.

Uma querida amiga está em vias de arrastar o kiwi dela para o Brasil e acho que ele não faz muita idéia do que o espera. Pelo menos estão juntando bastante dinheiro para o novo começo. Vou mandar o link pra eles.

... Por isso que tem tanta gente morando em São Paulo. Lá a violência e a corrupção tb existem, mas pelo menos os salários são mais altos, os empregos mais abundantes e o famoso QI (Quem Indica) é bem menos relevante.

Manaus onde morei e trabalhei, também tem mais empregos e salários maiores comparados ao resto do Brasil, mas acho que o problema da corrupção, da falta de educação do populacho e a prepotência da elite dominante ainda piores.

Beijos e saudades
Fabiana

Anderson disse...

verdade gostei do comentário,assim eu aceito o comentário;não falando do brasil que é um lugar não gosto do meu pais,não quero nem saber,não vou mora nunca mais la,mais no primeiro problema que passa no pais que está corre para o brasil para se acolher, se esconder de baixo das asas do brasil,como tal terremoto, guerra e outras coisas mais,mais fora isso qualquer pais fora do brasil é muito fácil trabalhar,basta se qualificar e correr atras do seu interesse e ser feliz por isso tomão muito cuido ao falar do seu pais de origem.e sejam feliz na onde estiverem,desculpe quem ler isso mais é o que penso vlw.

Daniel Bosi disse...

faz tempo que acompanho o blog, porém é a primeira vez que comento. Primeiramente parabéns, eu adoro esse blog!

Fiquei impressionado com o texto! é praticamente um texto acadêmico sobre o Brasil. Reflete quase todas nossas tristezas e angústias de viver em um terra que torna nossas vidas tão difíceis e incertas! Obrigado pela postagem.

thank's for the post!

Gabriel disse...

Muito interessante mesmo esse relato, Jeanine. Estou impressionado com a lucidez do seu amigo. Ele de fato demonstrou ter uma compreensão muito clara tanto do Brasil quanto da NZ, sem qualquer traço de nacionalismo.

De fato, o Brasil é um país maravilhoso para poucos. As contradições são atordoantes. Se a namorada de seu amigo fosse uma patricinha dos Jardins ou do Leblon, de família rica e influente, como ele tão rapidamente percebeu, a experiência dele em Terra Brasilis seria outra.

Lembre-se que o mesmo país que sequer paga 1200 reais para um profissional qualificado de área tão fundamental quanto saúde, é o país que cobra 1 milhão de reais por um apartamento de quarto e sala velho, caindo aos pedaços, no Leblon. No ano passado, o Brasil recebeu investimentos diretos estrangeiros da magnitude de 70 bilhões de dólares. Para se ter idéia, isso significa que apenas o investimento de estrangeiros em atividades produtivas no Brasil corresponde a metade de tudo que a NZ produz em um ano...

K. Avanci disse...

Obrigada pelo post, muito relevante para mim. Aprecio bastante o seu blog. Gostei muito de ler a opiniao de um Kiwi sobre o Brasil. Eu e o Bish lemos o artigo juntos. Ele nunca foi ao Brasil e de vez em quando ele fala que a gente deveria vender tudo e ir morar no Brasil, o clima e' melhor, eu vou arrumar um emprego de secretaria e ganhar R$10.000 por mes, ele vai trabalhar como pedreiro (!!!) e nos finais de semana e' so' churrasco com amigos e ir para praia surfar. Ler o relato de um fellow Kiwi abriu os olhos dele.

Alexandre Luís Kundrát Eisenmann disse...

Oi Janine, parabéns pelo post. Parabenizo também para o Rod Halliday, seu relato demonstra muita percepção às idiossincrasias do Brasil.

Tendo morado 3 anos na NZ consigo entender perfeitamente a linha de pensamento kiwi: "Vou mudar para Bombinhas, arranjar um emprego, morar perto da praia e gozar 25 graus de temperatura boa parte do ano". Realmente a frase faz todo sentido se você trocar Bombinhas por Hawkes Bay e 25 graus por 15.

O problema no Brasil é que esse emprego em Bombinhas vai pagar tão pouco (se ele encontrar) que vc não vai ter muito ânimo para ir à praia enquanto que em Hawkes Bay você vai ganhar no mínimo 2000 dolares além do tempo que terá livre.

Se você no Brasil anuncia que esta indo mudar para Bombinhas para viver lá, a primeira coisa que te falam é: "Legal, que emprego vc arranjou lá?" Mudar sem emprego não faz sentido nenhum na perspectiva do brasileiro!

As teias sociais no Brasil são de fato o único instrumento que funciona para encontrar emprego ou oportunidade de negócio. Note que no Brasil não existe a figura do recrutador (e quando existe, é irrelevante), tão forte na NZ.

Recomendo para ele encontrar sua própria teia, talvez encontrando outros expatriados da nova zelândia. Ok, melhor incluir Austrália e UK também.

Quando vou ao Brasil eu sempre tenho a impressão de que todo mundo é rico menos eu. Imagino ele olhando as mansões de Bombinhas pensando como esse pessoal ganhou tanto dinheiro para poder se estabelecer de forma tão sólida, sem contar o sem número de empregados domésticos que esse pessoal tem. Se eu não consigo entender, como é que o kiwi pode.

Um abração

Joao Bosco disse...

Jeanine, legal ter esse ponto de vista de um Kiwi no Brasil... Tive a oportunidade de conviver com Kiwis na NZ por quase 1 ano e claro, concordo com boa parte dos comentários do Rod... Mas tenho que discordar de um dos pontos...Um de meus princípios sempre foi lutar contra essa "Teia" que foi citada por ele... E tenho orgulho em dizer que até o momento ela nunca me impediu de atingir meus objetivos e não precisei conectar-me a ela para adquirir qualquer trabalho ou benefício. Fiz universidade publica e todos sabemos que mesmo com as dificuldades dos sistema acadêmico (vestibulares e escolas) a corrupção para a entrada numa universidade publica, podemos dizer que ainda é quase 0 (zero) e com isso, os afortunados que sacrificaram seu tempo para estudar e conseguiram entrar possuem seu mérito. Mesmo não sendo justa a forma de ingresso. Muitos mais deveriam conseguir essa entrada, mas acho q isso é fica pra outro comentário... Agora, fazer valer sua formação ou aproveitar o tempo de sua escola vai depender de cada um e isso não se resume ao Brasil e não apenas ao convívio em escolas mas em tudo na vida... Em todas as minhas funções, trabalhos e etc, consegui sempre entrar por seleção, seguindo o raciocínio oposto ao do Rod, onde adquirir uma função no Brasil deve-se estar na “teia” e não pela experiência... Será que sou uma exceção? Acho q não.... Conheço outros e outros, q hoje são também afortunados e buscam o que querem, e digo mais...com excelentes salários... Por ter esse raciocínio e mentalidade focada em valores individuais, continuo a crer que cada um pode alcançar tudo o que quer, se possuir determinação... Então meu conselho ao Rod poderia se resumir ao “Mantenha seus princípios”, eles farão você alcançar seus objetivos independente do meio que viver... Se observar os pontos que o levam a conseguir o que quer, mantendo sua “moral e ética”, tenho certeza que será recompensado pelos seus atos.... Mas se focar na observação dos pontos negativos de brasileiros que distorcem o nosso conceito de “moral e ética”, não conseguirá viver aqui. Problemas existem em todos os lugares, mas oportunidade em solucioná-los também pode ser um bom negócio. Grande abraço e muito bom o Artigo.

Priscila Machado disse...

Muito bom...Acabei de voltar da NZ depois de 7 anos e estou agora em Fernando de Noronha passando por muitas frustrações mesmo em um lugar onde dizem ser um Brasil blindado! Mas a nossa beleza, calor, povo e cultura ainda me fazem lutar por que acredito onde posso chamar de casa...

Unknown disse...

Concordo plenamente com ele. E digo mais, a maioria dos brasileiros só pensa em se dar bem. Passar num concurso público e depois 'relaxar', pois está seguro para o resto da vida.Quero dizer, muita gente não pensa em 'servir' a população, só pensa em enriquecer as custas da sociedade.

Já nas empresas privadas a coisa é só um pouquinho melhor, porque o 'QI' ainda é regra e muitas vezes idiotas assumem papeis para os quais não estão preparados, tirando a vaga de gente muito mais experiente e capacitada. Isso quando o dono da empresa não é o próprio idiota, cheio de 'conexões', que só ganha contratos porque aceita a corrupção.

Ah, mas eu sou boba, eu ainda acredito que o país vai mudar e trabalho com afinco todo santo dia.
pobre de mim.

Jeanine Almeida disse...

Oi Dani. Concordo plenamente com você. Mas acho que ainda é cedo para o Rod perceber estes detalhes ;). Bjs

Jeanine Almeida disse...

Hi JJ
Thank you for your comments. I am sorry for hearing that my country does not offer the same conditions that NZ has been offering for us. I hope things get better for you. Cheers.

Jeanine Almeida disse...

Oi Fabiana! Que bom te "ver" por aqui. Concordo que em SP os salários e oportunidades são bem melhores mas acho que a adaptação de um kiwi seria muito mais difícil. Nem eu sei se conseguiria me adaptar à loucura de uma cidade tão grande. Mas, sempre é uma possibilidade né? Bjs para vc, para o Alexandre e para a Sandrinha. Ela tá linda!

Jeanine Almeida disse...

Anderson, não consegui entender o que você quis dizer.

Jeanine Almeida disse...

Daniel, obrigada pelo seu comentário. Bjs

Jeanine Almeida disse...

Oi Gabriel, estas diferenças exorbitante foi o que mais me chocou quando voltei para o Brasil pela primeira vez. Acho que quando a gente só vive aí, a gente se acostuma com o cenário. Mas depois de passar em um tempo fora em um lugar onde existe uma distribuição de renda bem mais equilibrada, fica difícil não se espantar com a situação do Brasil. Um bom exemplo é passar por tanta pobreza na cidade de São José para chegar em Florianópolis, e depois visitar Jurerê Internacional que mais parece uma Beverly Hills! Bjs

Jeanine Almeida disse...

Oi Katia, que bom que meu blog ajudou o Bish a ver que as coisas não são tão simples quanto parecem. Assim, mesmo que um dia vocês decidam ir para lá, pelo menos irão mais preparados. Bjs

Jeanine Almeida disse...

Oi Alexandre. Obrigada pelo seu comentário. É verdade, eu também não entendo e imagino o quando seja difícil para o Rod. Ainda mais que ele viu tantos brasileiros vindo para cá, sendo bem recebidos, arrumando emprego sem conhecer ninguém e ganhando um salário justo. Bjs

Charles Bozza disse...

Pois é Jeanine, morar aqui no Brasil é sinistro...eu morei 3 anos na Nova Zelândia e voltar foi punk, voltar e ver que nada mudou realmente, que a "maquiagem" do crescimento econômico é confundido pelos menos capacitados com qualidade de vida. Mas tem algo aqui que instiga e eu sigo minha luta...beijão...belo blog!

Jeanine Almeida disse...

Oi João. Muito legal o seu comentário. Eu concordo em partes com você pois também fiz 2 faculdades públicas e o meu primeiro emprego foi quando passei em concurso público para entrar na Telepar. Considero que tudo que conquistei na minha vida foi por próprio mérito e me orgulho disso. Acho que tem muitos brasileiros que também se encaixam nesta categoria. Aliás tenho amigos que lutaram duro, mas hoje estão super bem no Brasil. Mas.... sempre tem o "mas" né?, acho que também tem muito brasileiro que luta para caramba e não consegue sair do lugar, e muitos que nem tem chance de tentar. Quais as chances de uma criança que estuda a vida inteira em escolas públicas conseguir passar em um vestibular de uma boa faculdade? Poucas não é? E para muitos que precisam começar a trabalhar desde cedo para contribuir com as despesas da casa e que ganham o salário mínimo por mês, quais as chances destas pessoas conseguirem pagar por uma faculdade para, quem sabe, garantirem um futuro um pouco melhor? Por outro lado, quem tem dinheiro e estudou sempre em boas escolas particulares, nunca precisou trabalhar, vai ter muito mais chances de entrar em uma faculdade boa e pública! Só isso já não é uma grande injustiça?
Com relação ao Rod que viu muitos brasileiros chegarem aqui na NZ, sem falar inglês, sem conhecer ninguém e ainda assim conseguir empregos que permitiram que eles ficassem aqui, vivendo tranquilamente, deve ser bem complicado entender porque ele, que é um profissional tão qualificado não consegue uma oportunidade em um país que atualmente diz estar carente de mão de obra qualificada. E além disso ver a dificuldade da namorada dele, que fez mestrado aqui na NZ, em conseguir um bom emprego também. Mas fico aqui torcendo para que ele consiga ter uma hostória com final feliz no Brasil. Um abraço!

Jeanine Almeida disse...

Oi Priscila, sem dúvida existem muitas vantagens em viver no Brasil e com certeza o clima e o lado bom da cultura brasileira são alguns deles. Eu adicionaria a comida também! Nossa que maravilha viver em Fernando de Noronha hein? Parabéns pela escolha e boa sorte por aí! Bjs

Jeanine Almeida disse...

Oi Charles, obrigada pelo seu comentário. É sempre muito interessante saber a opinião de quem viveu fora e depois voltou ao Brasil, afinal, nunca se sabe o dia de amanhã né? Boa sorte para você. Bjs

Andreza disse...

Compartilhei esse post no Facebook.
Espero que não se importe...
mas ele eh bom demais pra ficar só aqui no blog!

bjs

S. W disse...

Jeanine, e legal ver a visao de um extrangeiro morando no Brasil. Eu moro na Holanda a quase 2 anos, ja morei na Dinamarca tambem e tirando pela corrupacao que eu substituira pela xenofobia e logico a criminalidade do Brasil com a Europa nao pode ser comparada, tirando isso as dificuldades sao as mesmas. Eu trabalho em uma agencia de recrutamento internacional. Muitas das empresas que oferecem vagas para estrangeiros (leste europeu, latinos...) vem em busca de mao de obra barata. Muitos estrangeiros aqui tem 2 empregos para conseguir pagar um aluguel e vivem com o min. possivel. Logico que vivem seguros, mas nao tem tantas oportunidades assim de aproveitar o melhor que a Holanda tem a oferecer, porque tudo custa muito caro. Junte a isso a questao da bureocracia, eu mesmo sendo casada pego pelo meu visto por 3 anos seguidos, coisa de 530 euros cada vez (da ai uma media de mais de 3000 reais), alem disso pago impostos sobre meu salario de recrutadora todos os meses 40%. Tenho por obrigacao frequentar um curso de holandes (que faco com gosto, mas nao teria escolha), alem disso meu marido teve que comprovar renda e gastamos horreres com taxas de visto e exame do idioma que tem que ser feito ainda no Brasil, ou seja paga se muito para ser um estrangeiro aqui, bureocracias que cada pais tem a sua e o Brasil nao foge a regra.

Desejo para o seu amigo que ele tenha mais sorte no futuro e que ainda possa ser feliz no Brasil.

Beijos